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Mercado de Etanol Acelera em São Paulo com Feriado e Estoques Baixos (Cepea)

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O mercado de etanol no estado de São Paulo registrou uma semana de maior movimentação nas negociações no mercado spot. Pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) observaram um significativo aquecimento na demanda por ambos os biocombustíveis, tanto hidratado quanto anidro.

Por Que a Demanda Aumentou?

O aumento no volume de negócios foi impulsionado por dois fatores principais:

  • Preparação para o Feriado: A proximidade do feriado da Consciência Negra (20 de novembro) é um evento que historicamente eleva o consumo e, consequentemente, a procura por combustíveis.
  • Baixos Estoques: Muitas distribuidoras estavam operando com estoques reduzidos de etanol, necessitando repor o volume e intensificando suas compras.
Oferta Limitada e Preços Firmes

Apesar do aumento da demanda, o volume ofertado em São Paulo permaneceu limitado. Diante disso, os vendedores adotaram uma postura firme e mantiveram suas pedidas de preços, sustentando as cotações no mercado.

Destaque para o Etanol Hidratado

Refletindo o cenário de maior interesse e oferta restrita, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado para o estado de São Paulo registrou alta. Entre os dias 10 e 14 de novembro, o indicador fechou em R$ 2,8236/litro (valor líquido de ICMS e PIS/Cofins), representando um aumento de 0,85% em relação à semana anterior.

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Estabilidade do Etanol Anidro

Já o Indicador CEPEA/ESALQ para o etanol anidro manteve-se estável no mesmo período comparativo, fechando a R$ 3,2097/litro (valor líquido de impostos, sem PIS/Cofins).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesquisadores alertam: EL Niño vem turbinado e vai afetar calendário agrícola no Brasil

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Pesquisadores e centros meteorológicos internacionais identificaram sinais de que o El Niño de 2026 pode entrar para o grupo dos mais intensos das últimas décadas e permanecer ativo até o início de 2027. O fenômeno, potencializado pelo aquecimento global, tende a alterar o calendário agrícola brasileiro, com risco de atraso no plantio da soja no Centro-Oeste e no Matopiba e excesso de chuvas no Sul, principal região produtora de trigo do País.

As projeções divulgadas entre maio e junho consolidaram a expectativa de um evento persistente. Em algumas áreas próximas à costa da América do Sul, o aquecimento da superfície do oceano chegou a ficar entre 2°C e 3°C acima da média, enquanto a região central do Pacífico registrava anomalias em torno de 0,7°C.

Diferentemente dos grandes eventos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16, o El Niño de 2026 se desenvolve em um cenário de aquecimento mais generalizado dos oceanos. Com menos contraste entre águas quentes e frias, os pesquisadores passaram a utilizar novos indicadores para medir a intensidade do fenômeno. Por esse critério, o episódio atual já apresenta características semelhantes às observadas em alguns dos eventos mais severos do registro histórico.

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No Brasil, os efeitos costumam variar entre as regiões. No Sul, a combinação entre o El Niño e outros padrões atmosféricos pode favorecer volumes de chuva acima da média durante a primavera e o verão. Para culturas de inverno, como o trigo, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo tende a ser mais importante que o volume acumulado, já que excesso de umidade durante a fase reprodutiva e na colheita pode afetar a qualidade dos grãos.

No Centro-Oeste e no Matopiba, o comportamento tradicional do fenômeno é diferente. As chuvas costumam se tornar mais irregulares no início da primavera, período que marca a abertura do plantio da soja. Eventuais atrasos na semeadura podem reduzir a janela ideal para o milho de segunda safra em 2027, responsável por cerca de 80% da produção brasileira do cereal.

O País entra nesse cenário após uma safra recorde. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 358,6 milhões de toneladas de grãos em 2025/26, além de uma colheita de 66,7 milhões de sacas de café e mais de 700 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

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Segundo os especialistas, os impactos do fenômeno tendem a ser mais regionais do que nacionais. Enquanto parte das áreas produtoras pode registrar condições favoráveis, regiões dependentes da regularidade das chuvas, como Centro-Oeste e Matopiba, e áreas mais suscetíveis ao excesso de precipitações, como o Sul, devem concentrar maior atenção ao comportamento do clima ao longo da safra 2026/27.

Fonte: Pensar Agro

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