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USP lança Programa de Genética e Melhoramento Animal na FEMEC 2026 para impulsionar pecuária de corte

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GMAB apresenta programa inovador de genética na FEMEC 2026

O Grupo de Melhoramento Animal e Biotecnologia (GMAB) da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a CTAG NextGen LTDA, lança o Programa de Genética e Melhoramento Animal (GMA) durante a FEMEC 2026, que ocorrerá em 25 de março, em Uberlândia.

O projeto, com suporte científico da FZEA/USP, visa fortalecer a pecuária de corte brasileira, promovendo eficiência, diferenciação e agregação de valor por meio de uma abordagem integrada que conecta pesquisa, produção e mercado.

Governança técnica e liderança científica

A governança do programa é conduzida por um comitê técnico-administrativo formado por pesquisadores nacionais e internacionais, presidido pelo Dr. José Bento Ferraz e com vice-presidência do Dr. Fernando Sebastián Baldi Rey, ambos da FZEA/USP.

O conselho conta com especialistas da Embrapa, Instituto de Zootecnia e outras instituições parceiras, além da participação ativa de criadores.

Segundo o professor Fernando Baldi, o diferencial do GMA é a união entre base científica e demandas de mercado. “Nossa missão é profissionalizar a gestão da cadeia da carne com inovação e eficiência. A genética é a fonte de valor que impulsiona produtividade e sustentabilidade econômica nos trópicos”, afirma.

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Avaliações genéticas e foco em eficiência da cadeia produtiva

O programa realizará avaliações genéticas e genômicas integradas para características de alto impacto, como:

  • Crescimento e precocidade sexual
  • Capacidade materna e longevidade
  • Carcaça e eficiência alimentar

Além disso, o GMA desenvolverá índices bioeconômicos personalizados para cada rebanho, com dois braços principais:

  • GMA Genetics – voltado para animais registrados
  • GMA Beefquality – focado em animais comerciais

O programa também disponibilizará um índice bioeconômico inédito, direcionado ao retorno global do sistema, promovendo a profissionalização da gestão genética e fortalecendo a eficiência em toda a cadeia produtiva.

Parcerias estratégicas e próximos passos

A operação conta com a CTAG NextGen LTDA, responsável por avaliações em larga escala e integração com bases de dados globais. A coleta inicial de dados e pedigree já começou, com previsão da primeira avaliação genômica oficial até março de 2026.

O programa também utiliza o sistema de acasalamento MAXPAG, consolidando-se como referência em tecnologia genética para a pecuária tropical, atuando sobre heterogeneidade de carcaça e variabilidade de desempenho, desafios históricos do setor.

Objetivo estratégico: competitividade e integração da pecuária

O GMA parte do princípio de que a competitividade da pecuária moderna depende da integração entre genética, produção, indústria e mercado. A iniciativa busca entregar resultados mensuráveis e sustentáveis, garantindo que tecnologia e ciência caminhem lado a lado com as necessidades do produtor rural.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de trigo no Brasil deve cair em 2026 e sustenta preços no mercado interno

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Projeção de safra menor já impacta o mercado de trigo

A expectativa de uma redução na produção de trigo no Brasil em 2026 já começa a influenciar o mercado doméstico. De acordo com dados do Cepea, a perspectiva de menor oferta nacional tem contribuído para manter os preços internos do cereal firmes, diante de um cenário de disponibilidade mais restrita.

Produção pode atingir o menor volume desde 2020

As estimativas mais recentes indicam que a safra brasileira de trigo pode alcançar 6,6 milhões de toneladas em 2026. Caso o número se confirme, será o menor volume registrado desde 2020.

Na comparação com a safra anterior, a queda projetada é de 16%, o que representa uma redução superior a 1,2 milhão de toneladas na produção nacional.

Redução da área plantada reforça cenário de retração

A diminuição da produção está diretamente ligada à redução da área cultivada. Para 2026, o plantio de trigo no Brasil deve ocupar cerca de 2,22 milhões de hectares, uma queda de 9,2% em relação a 2025.

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Embora haja aumento na área estimada em Minas Gerais, a retração prevista para o Rio Grande do Sul — principal estado produtor — exerce maior peso sobre o resultado nacional.

Queda na produtividade agrava impacto na oferta

Além da menor área plantada, a produtividade também deve recuar. A estimativa aponta rendimento médio de 2.979 quilos por hectare, o que representa uma queda de 7,5% frente ao ciclo anterior.

A combinação entre redução de área e menor desempenho no campo reforça a expectativa de uma safra mais enxuta, com impacto direto na oferta do cereal no país.

Rentabilidade e riscos influenciam decisão dos produtores

O cenário de menor produção reflete desafios enfrentados pelos produtores nas últimas temporadas. Entre os principais fatores estão a rentabilidade mais apertada, as incertezas climáticas e os riscos relacionados à comercialização do trigo.

Esses elementos têm contribuído para uma postura mais cautelosa por parte dos agricultores no momento de definir o plantio.

Preços abaixo do mínimo reduzem estímulo ao cultivo

Outro ponto relevante é o comportamento dos preços. Segundo o Cepea, desde o segundo semestre de 2025, as negociações de trigo no Sul do Brasil vêm ocorrendo abaixo dos valores mínimos estabelecidos pela Política Nacional de Preços Mínimos.

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Esse cenário reduz o incentivo ao plantio e ajuda a explicar a retração na área cultivada. Ao mesmo tempo, a expectativa de menor produção passa a atuar como fator de sustentação das cotações internas.

Menor oferta tende a manter mercado firme

Com a perspectiva de uma safra reduzida em 2026, o mercado brasileiro de trigo deve seguir com preços sustentados no curto prazo. A menor disponibilidade do produto no país reforça o equilíbrio entre oferta e demanda, mantendo o cereal valorizado no mercado interno.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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