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Uvatec Agrobusiness 2025: Inovação e troca de experiências no cultivo de uvas do Vale do São Francisco

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A Uvatec Agrobusiness 2025, um dos maiores encontros de tecnologia e inovação do Brasil, movimentou Petrolina no último sábado (10), reunindo especialistas e produtores do Vale do São Francisco para uma troca de experiências e conhecimentos sobre o cultivo de uvas. O evento, que se consolidou como um dos principais no setor, destacou-se pelo nível técnico das palestras e pela participação de nomes renomados da viticultura.

Programação e Imersão em Inovações do Setor

O encontro teve início logo pela manhã com palestras que abordaram experiências realizadas em parceria entre universidades regionais e os produtores locais. A Central de Adubos, responsável pela realização do evento, proporcionou uma imersão nas últimas tendências e inovações da viticultura, com a participação de especialistas de renome, como Newton Matsumoto, Jackson Souza e Augusto Prado.

Desafios e Perspectivas para a Safra do Segundo Semestre

Para Newton Matsumoto, consultor especializado em uvas, um dos temas centrais do evento foi a discussão sobre as expectativas para a safra do segundo semestre, que acaba de começar. “Abordamos a tabela de crescimento e distribuição das variedades de uva no Vale do São Francisco, além da dinâmica do mercado nacional e internacional. Também discutimos os possíveis problemas fitossanitários que podem surgir e como controlá-los, com foco na gestão de LMR (Limite Máximo de Resíduos)”, explicou Matsumoto.

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A Uvatec como Referência na Fruticultura

Flávio Diniz, gerente executivo do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), destacou a importância da Uvatec como um evento fundamental para a viticultura, especialmente para o cultivo de uvas de mesa. “A participação do SPR, inclusive com a montagem de um estande, é crucial para aproximar os produtores, promover a troca de experiências e apresentar os projetos e atividades realizados pela nossa entidade”, afirmou Diniz.

Resultados Positivos e Contribuições para o Agronegócio Regional

A Uvatec deste ano superou as expectativas, oferecendo um espaço de debates produtivos entre os representantes da cadeia produtiva da uva. O produtor Paulo Ramos fez um balanço positivo do evento, enfatizando que ele apresentou soluções para os principais desafios da viticultura. “Este encontro nos oferece ferramentas essenciais para lidar com as questões do setor e melhorar nossas práticas”, afirmou Ramos.

Participação Internacional e Relevância do Brasil no Mercado Global

Outro destaque da edição 2025 foi a participação do economista Samy Dana, palestrante internacional que abordou a importância do Brasil na produção mundial de alimentos. Para George Magalhães, também produtor de uva, a Uvatec se destaca não só pela relevância de seu conteúdo técnico, mas também pela qualidade dos palestrantes. “Tivemos a oportunidade de ouvir um profissional de renome internacional, o que demonstra o nível de excelência do evento e o quanto o Brasil é relevante no cenário global”, concluiu Magalhães.

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A Uvatec Agrobusiness 2025 reafirma seu papel como um evento crucial para o fortalecimento do agronegócio da região e para o aprimoramento contínuo da viticultura no Vale do São Francisco.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Frio favorece plantio, mas produtores seguem cautelosos com custos e clima

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A chegada da primeira massa de ar polar de 2026 mudou o ambiente das lavouras de inverno no Sul do Brasil e trouxe um cenário diferente para cada fase do trigo no país. Enquanto o frio atual tende a beneficiar áreas recém-plantadas no Paraná, produtores do Rio Grande do Sul seguem cautelosos diante das incertezas climáticas e econômicas para a próxima safra.

O trigo é uma cultura típica de clima frio, mas os efeitos das baixas temperaturas variam conforme o estágio da lavoura. Neste momento, o frio ajuda mais do que atrapalha.

No Paraná, onde o plantio da safra 2025/26 já começou, cerca de 17% da área prevista havia sido semeada até a última semana, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral). As áreas implantadas estão principalmente em germinação e crescimento vegetativo inicial.

Nessa fase, temperaturas mais baixas favorecem o desenvolvimento da cultura. O frio ajuda na emergência uniforme das plantas, reduz parte do estresse térmico e cria um ambiente mais adequado para o crescimento vegetativo inicial.

Por isso, a onda de frio que derruba as temperaturas no Centro-Sul neste início de maio tende a ser positiva para o trigo recém-semeado no Paraná e em parte de Santa Catarina. O cenário muda completamente mais adiante, durante o florescimento e o enchimento de grãos. Nessas fases, geadas fortes podem provocar perdas severas de produtividade e qualidade, queimando espigas e comprometendo o potencial industrial do cereal. É justamente esse risco futuro que mantém parte dos produtores cautelosa neste início de safra.

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No Rio Grande do Sul, principal produtor nacional de trigo, a semeadura ainda não começou. Os produtores seguem em fase de planejamento da temporada, avaliando custos, clima e perspectivas de mercado antes de ampliar os investimentos.

Além da preocupação climática, o setor acompanha um cenário econômico mais apertado. Fertilizantes mais caros, custos elevados com operações mecanizadas, dificuldades no seguro rural e maior cautela no crédito vêm reduzindo o apetite por expansão da área cultivada.

Ao mesmo tempo, o mercado oferece sustentação importante aos preços. A baixa disponibilidade de trigo argentino com qualidade adequada para panificação continua limitando a oferta no Mercosul e fortalecendo as cotações no Brasil.

No Rio Grande do Sul, os preços seguem ao redor de R$ 1.300 por tonelada no interior. No Paraná, as referências se aproximam de R$ 1.400 por tonelada nos moinhos.

A dificuldade de encontrar trigo argentino com teor de proteína acima de 11,5% também vem levando parte da indústria brasileira a buscar produto nos Estados Unidos, operação mais cara e logisticamente mais complexa.

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Esse ambiente ajuda a sustentar os preços internos justamente no momento em que o produtor começa a decidir quanto investir na nova safra.

Mesmo assim, a preocupação com o clima permanece no radar. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater-RS), a previsão de maior frequência de chuvas durante o inverno e a primavera pode elevar riscos nas fases mais sensíveis da cultura, especialmente florescimento e enchimento de grãos.

Por isso, muitos produtores vêm adotando uma postura mais conservadora, reduzindo o pacote tecnológico, diminuindo investimentos em insumos e até substituindo parte da área de trigo por outras culturas de inverno.

O próprio Deral projeta queda de 15% na produção paranaense de trigo na safra 2025/26, reflexo principalmente da redução da área cultivada.

Neste início de maio, porém, o frio ainda joga a favor do trigo brasileiro. O desafio do setor será transformar esse começo climático positivo em uma safra rentável em meio aos altos custos, às incertezas do mercado internacional e aos riscos climáticos que costumam ganhar força ao longo do inverno.

Fonte: Pensar Agro

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