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Vazio sanitário da soja começa em julho no Tocantins e Frísia reforça orientações aos produtores
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A partir de 1º de julho, os produtores de soja do Tocantins entram oficialmente no período do vazio sanitário, medida obrigatória que visa combater a ferrugem asiática, considerada a doença de maior impacto econômico para a cultura da soja no Brasil. O período se estende até 30 de setembro e proíbe a presença e manutenção de plantas vivas de soja nas áreas produtivas.
Diante da importância da medida para a sanidade das lavouras, a Frísia Cooperativa Agroindustrial está reforçando junto aos cooperados as orientações técnicas necessárias para o cumprimento das exigências fitossanitárias estabelecidas pela Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec).
A cooperativa mantém um trabalho contínuo de assistência técnica nas propriedades rurais, com foco na eliminação de plantas voluntárias, esclarecimento de dúvidas e planejamento estratégico da próxima safra.
Vazio sanitário é fundamental para interromper o ciclo da ferrugem asiática
Segundo o engenheiro agrônomo da Frísia, Jardhel Arruda, o vazio sanitário desempenha papel decisivo na redução da pressão da ferrugem asiática antes do início do novo ciclo produtivo.
De acordo com o especialista, a principal finalidade da medida é eliminar as plantas remanescentes da cultura que servem como hospedeiras do fungo durante a entressafra.
“A eliminação dessas plantas reduz significativamente a quantidade de inóculo presente no ambiente, diminuindo o risco de infecção no início da próxima safra e aumentando a eficiência das estratégias de manejo e controle da doença”, explica.
O agrônomo destaca ainda que a medida ganha relevância em regiões como o Tocantins, onde as condições climáticas favorecem o desenvolvimento do patógeno.
“Em estados com forte vocação para a produção de soja, como o Tocantins, o vazio sanitário é uma ferramenta essencial para preservar a competitividade, a produtividade e a sustentabilidade da atividade agrícola”, ressalta.
Orientação técnica vai além do cumprimento da legislação
Além de acompanhar o cumprimento das determinações legais, a Frísia desenvolve ações de orientação voltadas à adoção das melhores práticas de manejo durante o período de restrição.
Segundo a cooperativa, o objetivo é garantir que os produtores estejam preparados para iniciar a próxima safra em condições sanitárias mais favoráveis, reduzindo riscos e custos relacionados ao controle da ferrugem asiática.
Jardhel Arruda enfatiza que o sucesso da medida depende do comprometimento coletivo dos produtores rurais.
“Quando todos cumprem corretamente o vazio sanitário, os benefícios são compartilhados por toda a região. A redução da pressão da doença permite que a nova safra comece em melhores condições, fortalecendo a sustentabilidade e o potencial produtivo das lavouras”, afirma.
Soja ocupa mais de 1,4 milhão de hectares no Tocantins
Dados da Adapec mostram a importância da cultura para a economia agrícola tocantinense. Na safra 2024/2025, foram cadastrados mais de 1,4 milhão de hectares de soja de sequeiro em todo o estado, distribuídos em mais de 2.700 propriedades rurais.
Os números reforçam o papel estratégico da soja no agronegócio regional e evidenciam a necessidade de ações preventivas que assegurem a sanidade das lavouras e a competitividade da produção.
Planejamento da safra 2026/2027 já está em andamento
Durante todo o período do vazio sanitário, a equipe técnica da Frísia continuará prestando suporte aos cooperados, auxiliando no planejamento da safra 2026/2027 e na adoção de práticas que contribuam para maior eficiência produtiva.
A iniciativa reforça o compromisso da cooperativa com a sustentabilidade da produção agrícola, a segurança fitossanitária e a manutenção da alta produtividade das lavouras de soja no Tocantins.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Bolsas globais avançam, Ibovespa dispara mais de 2,5% e dólar recua com melhora do ambiente externo
O mercado financeiro iniciou a semana em clima de forte otimismo. As principais bolsas da Ásia encerraram o pregão desta segunda-feira (29) em alta, impulsionadas principalmente pelos setores de saúde, consumo e tecnologia, enquanto o mercado brasileiro acompanhou o movimento positivo. O Ibovespa abriu com valorização superior a 2,5%, sustentado pelo desempenho das ações do setor financeiro e do varejo, ao mesmo tempo em que o dólar voltou a perder força frente ao real.
O cenário internacional também favoreceu os investidores, com uma rotação de recursos para segmentos considerados mais descontados, ampliando o movimento comprador para além das empresas ligadas à inteligência artificial.
Bolsas asiáticas encerram o dia em forte alta
Na Ásia, os investidores ampliaram as compras em ações dos setores de saúde, consumo básico e semicondutores, refletindo uma diversificação das apostas após meses de forte valorização das empresas ligadas diretamente à inteligência artificial.
Na China continental, o índice de Xangai (SSEC) encerrou o dia com avanço de 1,16%, enquanto o CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 1,21%.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng registrou ganho de 1,57%, impulsionado principalmente por empresas de tecnologia, consumo e saúde.
O índice de saúde do CSI300 disparou 6,3%, registrando sua maior valorização desde outubro de 2024, enquanto o setor de consumo básico avançou 3,4%, melhor desempenho em cinco meses.
Outro destaque foi o índice STAR 50, voltado para empresas de tecnologia, que saltou 4,6%, liderado pelas fabricantes de semicondutores. O movimento ganhou força após a fabricante chinesa de memórias CXMT anunciar um contrato de fornecimento superior a 20 bilhões de yuans com a Tencent Holdings, reforçando as perspectivas para toda a cadeia de chips no país.
Entre os demais mercados asiáticos, o desempenho foi misto:
- Japão (Nikkei): +0,15%
- Coreia do Sul (Kospi): -0,20%
- Taiwan (Taiex): +0,96%
- Singapura (Straits Times): +0,33%
- Austrália (S&P/ASX 200): +0,68%
Mercado brasileiro acompanha o bom humor internacional
Na abertura do pregão desta segunda-feira, o Ibovespa registrava forte valorização de 2,51%, operando na faixa dos 173.569 pontos, refletindo a melhora do ambiente externo e a expectativa dos investidores em relação aos indicadores econômicos domésticos.
Ao mesmo tempo, o dólar comercial recuava 1,01%, sendo negociado próximo de R$ 5,10, movimento favorecido pela entrada de fluxo estrangeiro para mercados emergentes e pela redução da aversão ao risco global.
O mercado brasileiro também acompanha a divulgação do Boletim Focus, além das expectativas para os próximos indicadores de inflação e atividade econômica.
Setores financeiro e varejista lideram os ganhos na B3
Entre as ações de maior liquidez na abertura do pregão, o destaque ficou para os setores financeiro e de consumo.
As maiores movimentações foram:
- Itaú Unibanco (ITUB4): +1,29%
- B3 (B3SA3): +2,12%
- Localiza (RENT3): +1,77%
- Lojas Renner (LREN3): +3,10%
Na outra ponta, empresas ligadas a commodities apresentavam desempenho mais moderado.
A Petrobras (PETR4) recuava 1,01%, refletindo a acomodação dos preços internacionais do petróleo, enquanto a Vale (VALE3) operava em leve baixa de 0,65%. Já a Suzano registrava queda mais acentuada, de 4,50%, acompanhando ajustes no mercado internacional de celulose.
Bolsas globais reforçam cenário positivo para ativos de risco
O desempenho positivo das bolsas asiáticas reforça um ambiente de maior apetite ao risco entre os investidores globais. A migração de recursos para setores de saúde, consumo e tecnologia amplia o movimento iniciado nas últimas semanas, reduzindo a concentração dos investimentos exclusivamente nas empresas ligadas à inteligência artificial.
No Brasil, esse cenário internacional mais favorável contribui para a valorização da Bolsa e para o fortalecimento do real frente ao dólar, especialmente com o avanço das ações do setor financeiro e do varejo, beneficiadas pela expectativa de um ambiente de juros mais favorável.
Os investidores seguem atentos aos próximos indicadores econômicos no Brasil e no exterior, que deverão definir o ritmo dos mercados ao longo da semana, em um ambiente ainda marcado pela expectativa sobre política monetária, crescimento global e comportamento das commodities.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


