CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Vendas antecipadas de soja e milho em Mato Grosso seguem abaixo da média histórica, aponta Imea

Publicados

AGRONEGOCIOS

A comercialização antecipada das próximas safras de soja e milho em Mato Grosso continua avançando, mas ainda permanece abaixo da média histórica registrada nos últimos cinco anos. É o que aponta o novo boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (10).

Confira, abaixo, os principais destaques por cultura:

Soja 2025/26: vendas avançam, mas seguem abaixo da média

A comercialização antecipada da safra 2025/26 de soja em Mato Grosso atingiu 14,15% da produção estimada, conforme os dados mais recentes do Imea. O índice representa um crescimento de 3,44 pontos percentuais em relação ao mês anterior.

Apesar do avanço, o percentual atual está abaixo dos 16,51% registrados no mesmo período do ano passado. Além disso, o desempenho está bem distante da média dos últimos cinco anos para o período, que é de pouco mais de 25%.

Com base nas projeções iniciais de área plantada e produtividade, a safra 2025/26 – que terá início em meados de setembro – pode alcançar 47,18 milhões de toneladas de soja.

Leia Também:  Bolsas da China encerram semana em alta com apoio de medidas contra guerra de preços
Soja 2024/25: 76% da safra já foi comercializada

Em relação à safra 2024/25, já colhida, o Imea aponta que 76% da produção foi comercializada até o momento. O avanço mensal foi de 5,47 pontos percentuais.

No entanto, o número também é inferior ao registrado no mesmo período da safra anterior, que havia atingido 77,90%. O índice atual está igualmente abaixo da média histórica de comercialização para essa época do ano, que é de 82,39%.

Milho 2024/25: vendas ultrapassam 50%, mas ainda abaixo da média

Para o milho da safra 2024/25, cuja colheita está em fase inicial, 51,05% da produção total já foi vendida, com avanço mensal de 7,35 pontos percentuais.

O desempenho é mais positivo que o do ano passado, quando, nesta mesma época, as vendas atingiam 36,17%. No entanto, o índice atual ainda está aquém da média dos últimos cinco anos, que é de 60,85%.

A expectativa do Imea é de que Mato Grosso colha mais de 50 milhões de toneladas de milho nesta temporada.

Leia Também:  Cabotagem pode reduzir até 8,2% das emissões no transporte de cargas e ampliar eficiência logística no Brasil, aponta CNI
Milho 2025/26: vendas futuras continuam lentas

Já para a safra 2025/26 de milho – que será plantada apenas no ano que vem –, as vendas antecipadas atingiram 5,83% da produção esperada, com incremento mensal de 2 pontos percentuais.

Apesar do crescimento, o número ainda está abaixo da média histórica de 15%. Ainda assim, supera os 2,92% registrados no mesmo período do ano passado para a safra futura.

Embora os produtores de Mato Grosso tenham mantido ritmo de comercialização nos últimos meses, os volumes vendidos antecipadamente, tanto de soja quanto de milho, seguem abaixo da média histórica. O comportamento reflete cautela diante do cenário de preços e incertezas climáticas que ainda rondam o setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Exportações do agronegócio atingem US$ 16 bilhões em maio e representam mais da metade das vendas externas do Brasil

Publicados

em

O agronegócio brasileiro voltou a demonstrar sua força no comércio internacional em maio de 2026. As exportações do setor alcançaram US$ 16 bilhões, avanço de 8,2% em comparação com o mesmo mês do ano passado, consolidando o agro como responsável por 50,2% de todas as exportações brasileiras no período.

Os dados reforçam a relevância estratégica do setor para a economia nacional e mostram um cenário de expansão sustentado tanto pelo aumento dos volumes embarcados quanto pela valorização dos produtos exportados.

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, as vendas externas do agronegócio somaram US$ 70,5 bilhões, crescimento de 4,6% sobre igual período de 2025 e o maior valor já registrado para o intervalo de janeiro a maio.

Enquanto o volume exportado cresceu 3,6% em maio, os preços médios dos produtos vendidos ao exterior avançaram 4,4%, contribuindo para o desempenho positivo da balança comercial do setor.

As importações de produtos agropecuários totalizaram US$ 1,6 bilhão, queda de 3,6% na comparação anual. Com isso, o saldo comercial do agronegócio alcançou superávit de US$ 14,4 bilhões no mês, aumento de 9,7%.

China amplia liderança entre os principais compradores

A China permaneceu como o principal destino das exportações do agro brasileiro. Em maio, o país asiático adquiriu US$ 6,3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, crescimento de 12,8% em relação ao mesmo período de 2025.

Com participação próxima de 40% na pauta exportadora do setor, os chineses seguem como principal parceiro comercial do agronegócio nacional.

A União Europeia manteve a segunda colocação, com importações de US$ 2,4 bilhões e participação de 15% nas exportações do setor. O bloco registrou crescimento de 5,4% nas compras em relação ao ano anterior.

Os Estados Unidos apareceram na terceira posição, com aquisições de US$ 837 milhões. Apesar da participação de 5,2% na pauta exportadora, o mercado norte-americano apresentou retração de 28% em comparação a maio de 2025.

Leia Também:  Abertura de mercado para exportação do guaraná em pó do Brasil para a Malásia

Além dos grandes mercados tradicionais, países como Bangladesh, Tailândia, Vietnã, Paquistão, Turquia e Jordânia ampliaram significativamente suas compras de produtos brasileiros, fortalecendo a estratégia de diversificação dos destinos das exportações.

Soja mantém liderança e carnes batem recordes históricos

A soja em grãos continuou sendo o principal produto exportado pelo agronegócio brasileiro. As vendas externas da commodity alcançaram US$ 6,3 bilhões em maio, crescimento de 14,6% frente ao mesmo período do ano anterior.

O volume embarcado chegou a 14,8 milhões de toneladas, alta de 5,1%, confirmando a competitividade da produção brasileira no mercado internacional.

Outro destaque foi o desempenho das proteínas animais, que registraram recordes históricos de valor e volume exportado para o mês de maio.

As exportações de carne bovina in natura atingiram US$ 1,7 bilhão, avanço expressivo de 50,2% na comparação anual. Os embarques totalizaram 262 mil toneladas, aumento de 20,2%.

A China permaneceu como principal destino da proteína bovina brasileira, respondendo por US$ 1 bilhão em compras, o equivalente a 61,4% das exportações do segmento.

A carne de frango também apresentou desempenho recorde. As exportações somaram US$ 883 milhões, crescimento de 40%, enquanto o volume embarcado alcançou 442 mil toneladas, avanço de 32,3%.

O resultado evidencia a confiança dos mercados internacionais na produção brasileira, com embarques destinados a mais de 135 países ao longo do mês.

Já a carne suína in natura registrou exportações de US$ 278 milhões, alta de 1,4%, e embarques de 111 mil toneladas, crescimento de 5%, também estabelecendo novo recorde para maio.

Complexo soja, algodão e proteínas impulsionam crescimento

Entre os segmentos de maior destaque nas exportações do agronegócio, o complexo soja liderou com US$ 7,5 bilhões em vendas externas, crescimento de 16,3% em relação a maio de 2025.

As proteínas animais movimentaram US$ 3,2 bilhões, avanço de 38%, enquanto o segmento de fibras e produtos têxteis alcançou US$ 483 milhões, crescimento de 39,6%.

Leia Também:  Enchentes, frio intenso e risco de geada colocam produtores em alerta

Produtos específicos também apresentaram resultados expressivos. O óleo de milho registrou exportações de US$ 28,5 milhões, aumento de 798%. O algodão alcançou US$ 450 milhões em vendas externas, crescimento de 45,3%, enquanto as miudezas de frango somaram US$ 62,5 milhões, alta de 20,5%.

A pauta exportadora brasileira também ganhou maior diversificação com o avanço de produtos como sementes de gergelim, rações para animais domésticos, amendoim, arroz, óleo de milho, pães, biscoitos, produtos de pastelaria e erva-mate, todos com resultados recordes em valor ou volume exportado.

DDG ganha espaço e amplia presença internacional

O DDG (Dried Distillers Grains), subproduto da indústria de etanol de milho amplamente utilizado na alimentação animal, vem se consolidando como uma importante alternativa na pauta exportadora brasileira.

Entre janeiro e maio de 2026, as exportações do produto alcançaram US$ 130 milhões, crescimento de 37,7%. O volume embarcado chegou a 555 mil toneladas, avanço de 30,5% e recorde histórico para o período.

O desempenho acompanha o trabalho de abertura de mercados realizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Desde 2023, o Brasil conquistou acesso a 21 novos mercados para o DDG.

Nos cinco primeiros meses deste ano, os principais destinos foram China, Turquia, Vietnã e Nova Zelândia.

Diversificação e abertura de mercados fortalecem o agro brasileiro

O desempenho das exportações em maio reforça a capacidade do agronegócio brasileiro de atender à crescente demanda global por alimentos, fibras, energia renovável e insumos agroindustriais.

Além da força de cadeias tradicionais como soja e proteínas animais, o avanço de produtos de maior valor agregado e a ampliação do acesso a novos mercados vêm reduzindo a dependência de poucos compradores e fortalecendo a presença do Brasil no comércio internacional.

Com recordes sucessivos nas exportações e expansão dos mercados consumidores, o agronegócio segue como principal motor do superávit comercial brasileiro e um dos pilares do crescimento econômico do país em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA