AGRONEGOCIOS
Vietnã Autoriza Mais Quatro Frigoríficos Brasileiros a Exportar Carne Bovina e Amplia Parceria Comercial com o Brasil
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Vietnã Amplia Importação de Carne Brasileira
As autoridades sanitárias do Vietnã concluíram o processo de avaliação técnica e habilitaram mais quatro frigoríficos brasileiros para exportar carne bovina com osso e desossada.
Com essa ampliação, o Brasil passa a ter oito plantas autorizadas a enviar o produto ao mercado vietnamita, dobrando o número anterior de estabelecimentos habilitados.
Novos Frigoríficos Autorizados Estão em Três Estados
Os novos estabelecimentos habilitados estão localizados nos estados de Rondônia (2 plantas), Mato Grosso do Sul (1) e Tocantins (1).
Essas unidades se somam às quatro já aprovadas anteriormente — três em Goiás e uma em Mato Grosso —, reforçando a presença da indústria frigorífica brasileira em regiões estratégicas para exportação.
Aprovação Técnica Comprova Qualidade e Segurança
Os dossiês técnicos enviados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) foram avaliados e aprovados pelas autoridades vietnamitas, comprovando o atendimento aos requisitos sanitários e de segurança alimentar exigidos para a comercialização de carne no país asiático.
O reconhecimento reflete o rigor do sistema brasileiro de inspeção e controle sanitário, que tem sido um diferencial nas negociações internacionais do agronegócio.
Expansão do Acordo Reflete Parceria Bilateral em Crescimento
O mercado vietnamita de carne bovina foi aberto em 2025, após anos de negociação diplomática e técnica. O avanço ocorreu durante a missão oficial do presidente brasileiro a Hanói, que consolidou o diálogo bilateral e ampliou as oportunidades de exportação de produtos agropecuários.
Com as novas habilitações, o Brasil fortalece sua presença em um dos mercados que mais crescem no consumo de proteína animal, aproveitando o aumento da demanda por carne de qualidade no Vietnã e em toda a Ásia.
Próximos Passos: Expansão e Diversificação de Mercados
Segundo o Mapa, o governo brasileiro continuará trabalhando para ampliar o número de frigoríficos habilitados e diversificar os destinos internacionais da carne bovina.
A estratégia segue baseada na transparência, no robusto sistema de controle sanitário nacional e na alta qualidade dos produtos brasileiros, reconhecidos em diversos mercados globais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril
O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.
Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços
A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.
No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.
O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.
Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante
No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:
- Paraná: +20%
- Rio Grande do Sul: +25%
Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.
Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.
Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade
A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.
No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.
Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.
Câmbio limita repasse da alta internacional
Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.
A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.
Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio
A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.
No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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