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Vinícola Essenza Inicia Safra 2026 com Colheita Antecipada e Projeção de Produção Recorde
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Colheita antecipada marca início da safra 2026 da Vinícola Essenza
A Vinícola Essenza dará início, no fim de fevereiro, à colheita de verão que abre oficialmente a safra 2026 de seus vinhos, em um modelo inovador que foge do calendário tradicional da vitivinicultura brasileira. O processo acontece em vinhedos localizados entre 1.200 e 1.910 metros de altitude, sendo reconhecidos como os mais altos do mundo, e exige planejamento técnico, manejo de precisão e acompanhamento constante do ciclo produtivo.
A antecipação da colheita permite melhor controle da maturação das uvas e preservação das características naturais da fruta, resultando em vinhos com identidade mais marcada. “A colheita de verão exige atenção total, pois o clima impõe desafios que só podem ser superados com método e disciplina”, destaca Herbert Sales, produtor e proprietário da vinícola.
Dois terroirs e uma proposta integrada entre campo e turismo
A produção da Vinícola Essenza é dividida entre dois terroirs na Serra da Mantiqueira, que reúnem as condições ideais de clima e solo para vinhos de alta qualidade.
O Refúgio Tuiuva, localizado em Maria da Fé (MG), abriga o olival, o principal vinhedo e parte expressiva do manejo agrícola. Já a sede da vinícola, em Santo Antônio do Pinhal (SP), situada a 14 quilômetros de distância, concentra áreas de cultivo e experiências enoturísticas, que aproximam o público das etapas de produção e degustação.
Segundo Sales, a combinação entre altitude, relevo e amplitude térmica define o caráter dos vinhos produzidos. “O terroir não é apenas um fator geográfico; ele é a expressão da identidade do nosso trabalho no campo e na adega”, afirma.
Expansão produtiva e crescimento sustentável da vinícola
Com 51 hectares de área cultivada, a Vinícola Essenza trabalha com variedades como Alvarinho, Sauvignon Blanc, Shiraz, Merlot, Cabernet Franc, Pinot Noir e Chardonnay. As parreiras, com média de cinco anos de idade, estão em sua fase mais produtiva e equilibrada.
Em 2025, a produção alcançou cerca de 18 mil litros de vinho, e a expectativa para a safra 2026 é ultrapassar 25 mil litros, impulsionada pela ampliação das áreas produtivas e adoção de novas técnicas de manejo.
“Esse crescimento é resultado de planejamento técnico, investimentos no campo e amadurecimento da operação. Cada vinho nasce de uma decisão técnica, nunca de improviso”, ressalta Sales.
Cenário do vinho no Brasil: consumo estável e potencial de retomada
O desempenho da Vinícola Essenza acontece em um momento de estabilidade do consumo de vinho no Brasil. De acordo com dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) e do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), o consumo per capita nacional se manteve próximo de 2 litros por habitante em 2025, abaixo de mercados tradicionais, mas com tendência de recuperação gradual após o pico registrado no período da pandemia.
Para 2026, o setor aposta em crescimento moderado, apoiado na expansão do enoturismo, no fortalecimento da produção nacional e no interesse crescente por vinhos de origem certificada e terroir definido.
Vindima Essenza: experiência imersiva de colheita e degustação
Integrando produção e turismo, a Vinícola Essenza realizará no dia 1º de março a Vindima Essenza, evento fechado que permitirá aos visitantes participar ativamente da colheita e acompanhar etapas do processo produtivo no campo e na vinícola.
A proposta é proporcionar uma vivência completa entre natureza, técnica e degustação, reforçando o conceito de rastreabilidade e origem controlada que norteia o trabalho da vinícola.
“O nosso compromisso é transformar o território em identidade — cada garrafa carrega o clima, o solo e a dedicação do nosso trabalho”, conclui Sales.
Reconhecimento e prêmios internacionais
Os vinhos da Vinícola Essenza vêm se destacando em concursos nacionais e internacionais, refletindo a consistência técnica e o padrão de qualidade do portfólio. O Shiraz Rosé, por exemplo, conquistou Duplo Ouro no Wine of Brazil Awards, além de prêmios em eventos como o International Wine & Spirit Competition e o Decanter World Wine Awards. Já o Alvarinho Mantikir foi premiado no International Wine Challenge, em Londres, reforçando o prestígio da marca no cenário global.
Essenza nas Rotas do Vinho de São Paulo
A sede da vinícola integra as Rotas do Vinho de São Paulo, que reúnem 66 vinícolas em todo o estado, oferecendo ao público uma experiência completa de enoturismo. O espaço combina visitas guiadas, degustações harmonizadas e loja de produtos regionais, fortalecendo a conexão entre o consumidor e a origem dos vinhos brasileiros.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto
Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.
Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.
A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.
Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.
A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.
No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.
É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.
O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.
A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.
O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.
No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.
O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.
As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.
A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.
Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.
Fonte: Pensar Agro



