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Volumosos garantem produtividade e ganho de peso do rebanho durante a seca

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Com a chegada da estiagem, produtores precisam planejar estratégias para que o gado mantenha produtividade e ganho de peso, mesmo com a escassez de forragens e a limitação das pastagens. Uma das principais alternativas é a produção de volumoso, insumo essencial durante o período seco.

Importância do volumoso na dieta dos ruminantes

Segundo o zootecnista e diretor técnico industrial da Connan, Bruno Marson, investir na entressafra é fundamental:

“O volumoso constitui a base da dieta dos ruminantes, garantindo saúde ruminal, melhor desempenho produtivo e maior rentabilidade. Ele fornece a fibra necessária para o bom funcionamento do rúmen.”

A escolha correta do volumoso é determinante para manter a capacidade produtiva e o ganho de peso do gado, além de impactar diretamente a rentabilidade da propriedade.

Principais tipos de volumosos e suas vantagens
  • Silagem de milho: considerada referência no Brasil, oferece alta energia dos grãos e fibra digestível, essencial para o ganho de peso do rebanho.
  • Sorgo: indicado para regiões com menor disponibilidade hídrica. Tem custo de produção mais baixo que o milho, mas valor energético ligeiramente inferior.
  • Cana-de-açúcar: volumoso energético ideal para a seca. Apresenta bom teor de nutrientes digestíveis, alta produtividade e baixo custo, embora seja pobre em proteína bruta. É eficiente para manutenção de peso do rebanho.
  • Silagem de capim: fornece energia e proteína adequadas, podendo ser colhida a cada safra. Por ser perene, nem sempre exige plantio, podendo complementar o pastejo direto.
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Critérios para a escolha do volumoso

Os volumosos podem ser usados em todas as fases produtivas, incluindo vacas em lactação, recria e confinamento. Para escolher o mais adequado, o produtor deve considerar:

  • Disponibilidade e custo
  • Qualidade nutricional
  • Finalidade do uso (manutenção, engorda, produção de leite)
  • Categoria animal

“Observando esses critérios, o produtor poderá garantir produtividade e rentabilidade, mesmo durante períodos de estiagem”, conclui Marson.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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