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Alckmin: Brasil quer ampliar, diversificar e qualificar comércio e investimentos com a Rússia

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A agenda bilateral de comércio, investimentos e cooperação econômica entre Brasil e Rússia foi tema da VIII Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação (CAN), realizada, nesta quinta-feira (5/2) em Brasília. O encontro foi copresidido pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, e pelo primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin.

Na abertura do encontro, Alckmin enfatizou o potencial estrutural da relação bilateral.

“Brasil e Rússia são economias de grande escala, dotadas de ampla base produtiva, recursos naturais estratégicos, capacidade tecnológica e mercados internos relevantes. Essa combinação cria oportunidades concretas para ampliar, diversificar e qualificar nossa cooperação econômica e comercial”, afirmou.

Em sua fala, Alckmin indicou as frentes estratégicas para o avanço conjunto.

“A agenda da CAN reflete prioridades claras: cooperação industrial, fortalecimento do agronegócio, energia, ciência, tecnologia e inovação, infraestrutura, logística e desenvolvimento sustentável. Em todas essas áreas, buscamos promover integração produtiva, parcerias empresariais e cooperação tecnológica”.

Ele também posicionou a parceria no contexto da política de modernização produtiva brasileira.

“O governo brasileiro tem adotado uma política consistente de neoindustrialização, baseada em inovação, sustentabilidade e inclusão. Queremos uma indústria mais verde, mais digital e mais integrada às cadeias globais de valor”, garantiu Alckimin.

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Principal instância de coordenação intergovernamental entre os dois países, a comissão orienta iniciativas para ampliar negócios, estimular investimentos produtivos e fortalecer parcerias estratégicas. Em 2025, a corrente comercial Brasil–Rússia alcançou US$ 10,9 bilhões, com US$ 1,5 bilhão em exportações brasileiras e US$ 9,4 bilhões em importações.

O primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, contextualizou a cooperação no plano geopolítico e avaliou que a relação econômica vem ganhando força com novos projetos conjuntos.

“A cooperação entre Brasil e Rússia está se desenvolvendo positivamente e, o mais importante, está se preenchendo com novos projetos benéficos para diferentes áreas, e estamos interagindo ativamente na área comercial e econômica”.

O primeiro-ministro também reconheceu a importância do Brasil para o comércio exterior russo e o intercâmbio bilateral.

“O Brasil, para nós, é o principal parceiro econômico na América Latina e concentra metade de todo o volume comercial, além de manter posições de liderança entre os fornecedores de produtos alimentares, principalmente de carne e café. A cooperação permite contribuir conjuntamente para garantir a segurança alimentar.”

Confira a abertura completa da CAN

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Declaração conjunta da VIII Reunião da CAN

Ao final da reunião, o vice-presidente e o primeiro-ministro russo assinaram declaração conjunta na qual confirmaram o compromisso recíproco com a continuação da parceria entre os dois países, visando à ampliação dos projetos de cooperação nas diversas esferas que correspondem aos interesses nacionais de ambos os países.

As autoridades também avaliaram positivamente a dinâmica e o caráter construtivo e de confiança do diálogo político bilateral. E enfatizaram a importância do encontro do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o Presidente da Federação da Rússia, Vladimir Vladimirovich Putin, ocorrido em Moscou, em 9 de maio de 2025.

Confira abaixo a íntegra da Declaração Conjunta:

>> Declaração Conjunta da VIII Reunião da Comissão Brasileiro-russa de Alto Nível de Cooperação 

Leia também: 

>> Íntegra do discurso do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin na VIII Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação (CAN)

>> Discurso do Vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin no fórum empresarial Brasil-Rússia

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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MDIC destaca NIB, descarbonização e minerais críticos na Hannover Messe

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A Nova Indústria Brasil (NIB) segue em destaque na Hannover Messe, maior feira industrial do mundo. Na segunda-feira (20/04), durante o seminário “Apresentando a Estratégia Industrial do Brasil: Caminhos para um Crescimento Sustentável e Inovador”, o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços (SDIC/MDIC), Uallace Moreira, apresentou as seis missões da NIB e destacou instrumentos da política industrial, como o Plano Mais Produção, que impulsionam o desenvolvimento econômico do país.

No segundo dia de debates no Pavilhão Brasil, nesta terça-feira (21/04), o secretário participou de uma série de agendas voltadas à inovação e à transição sustentável. No painel “Combustível Sustentável de Aviação (SAF): Oportunidades para a Cooperação Brasil-Alemanha” e na sessão “Soluções Inovadoras de Descarbonização para o Setor de Transporte”, ele ressaltou a importância de internalizar a cadeia produtiva de tecnologias no Brasil e destacou o programa Mover, que tem estimulado rotas tecnológicas inovadoras para a descarbonização do setor automotivo.

Moreira também citou iniciativas apoiadas pela NIB que estão em exposição na feira, como projetos de biocombustíveis, carro voador e soluções inovadoras de armazenamento de energia em baterias.

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Já na sessão “Parceria estratégica Brasil–União Europeia em minerais críticos e desenvolvimento sustentável”, Uallace Moreira destacou o papel das parcerias internacionais para fortalecer a indústria brasileira no setor.

“Nós somos ricos em minerais. Para além de explorar os minerais, queremos agregar valor produtivo, desenvolvendo a indústria nacional e gerando emprego e renda”, afirmou secretário.

O Brasil é o país parceiro oficial da Hannover Messe 2026. A inauguração oficial do Pavilhão do Brasil foi conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz e do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. A cerimônia reuniu autoridades, empresários e lideranças industriais, sinalizando a relevância estratégica da presença brasileira na principal feira industrial do mundo e consolidando o país como um ator central na construção de uma indústria sustentável de um mundo em transformação.

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Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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