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Alckmin participa de lançamento de nova indústria de celulose que terá US$ 4,6 bi de investimento
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O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, participou nesta quarta-feira (9/4) do lançamento da pedra fundamental da indústria de celulose da Arauco, em Inocência (MS). A obra integra o projeto Sucuriú, com previsão de investimento de US$ 4,6 bilhões no país – mais de R$ 25 bilhões.
Com início da operação prevista para o fim de 2027, a planta industrial terá capacidade anual de produção de 3,5 milhões de toneladas de celulose. De acordo com a Arauco, será o maior projeto de produção de celulose do mundo implantado em etapa única.
Em seu discurso, na cerimônia, Alckmin ressaltou o bom desempenho da indústria brasileira, especialmente com o programa Nova Indústria Brasil, lançado pelo governo federal e liderado pelo MDIC. “Em 2022, o Brasil estava em 70º lugar no mundo na indústria e, no ano passado, chegou a 25º. Nós ganhamos 45 posições”, afimou.
O presidente em exercício lembrou ainda dos investimentos privados anunciados somente nesta semana no país, de R$ 6,5 bilhões na área farmacêutica e de R$ 34 bilhões em logística. “E hoje, aqui em Inocência, no Mato Grosso do Sul, o maior projeto do mundo de celulose em uma única etapa, R$ 25 bilhões de investimentos”, ressaltou.
A nova unidade prevê a geração de 14 mil novos empregos no pico da obra e 6 mil empregos diretos e indiretos na produção, com impacto nas áreas industrial, florestal e logística da região. A indústria terá plantio de 400 mil hectares de eucaliptos para a fabricação de celulose, e os subprodutos serão utilizados para gerar 400 megawatts de energia, que servirá para o consumo interno — o excedente será injetado no sistema nacional.
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, que é do Mato Grosso do Sul, lembrou da importância de se acreditar e ter planejamento para o desenvolvimento. “Hoje nós estamos diante do lançamento, não da pedra fundamental, mas da árvore fundamental, nesse maciço florestal, da maior fábrica do mundo de celulose”, afirmou. “É isso que nós queremos e precisamos do nosso povo. Hoje, nós, homens e mulheres públicos, plantamos sementes que outros irão colher”, afirmou.
O local da planta industrial, segundo a empresa, está próximo à malha rodoviária e ferroviária, o que garantirá eficiência logística ao escoamento da celulose para exportação e para o mercado interno.
Para o CEO da Arauco, Cristián Infante, o Projeto Sucuriú representa a união entre inovação e a possibilidade de geração de desenvolvimento com sustentabilidade. “Somos uma companhia global que utiliza um recurso renovável essencial e busca gerar valor econômico, social e ambiental de forma simultânea”, afirmou. O presidente da Arauco Brasil, Carlos Altimiras, reforçou a relevância da participação colaborativa do poder público e de entidades do setor, além da escuta ativa com a comunidade. “Um projeto grandioso como o Sucuriú tem o potencial de deixar, com igual grandeza, um legado no presente e para as futuras gerações.”
O projeto está alinhado com a Missão 1 da Nova Indústria Brasil (NIB) que tem o objetivo de incentivar práticas sustentáveis nas cadeias agroindustriais, incluindo a indústria de celulose.
No Brasil, além de ativos florestais, a Arauco possui cinco operações industriais, localizadas no Paraná e no Rio Grande do Sul, sendo quatro para produção de painéis de madeira (MDF e MDP) revestidos e não revestidos; e uma para produção de produtos químicos (formaldeído, ureia-formaldeído e resinas melamínicas de alta qualidade).
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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MEC abre inscrições para instrutores de práticas restaurativas
O Ministério da Educação (MEC) está com as inscrições abertas para a Formação Nacional de Instrutores de Práticas Restaurativas na Educação. O curso será ofertado a partir de setembro de 2026, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC), em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS). Para participar da formação, os interessados devem preencher o formulário de inscrição até 17 de agosto de 2026.
As práticas restaurativas são formas de lidar com conflitos e danos por meio do diálogo, da escuta qualificada e da construção conjunta de soluções. Em contraposição a abordagens exclusivamente punitivas, elas buscam compreender as causas dos conflitos, reparar os impactos causados e fortalecer as relações entre as pessoas e a comunidade, contribuindo para uma convivência mais respeitosa e colaborativa.
A iniciativa integra as ações do Programa Escola que Protege (ProEP) e tem como objetivo formar profissionais capazes de atuar na qualificação e na multiplicação das práticas restaurativas nas redes públicas de ensino. A formação busca fortalecer a prevenção das violências nas escolas, a promoção da convivência escolar e a resolução pacífica de conflitos.
Podem se inscrever servidores públicos da educação que possuam certificação como facilitador de Círculos de Construção de Paz e Justiça Restaurativa e experiência, preferencialmente no contexto educacional.
O curso será ofertado pela UFS, na modalidade on-line, com encontros semanais, distribuídos em quatro turmas. As duas primeiras ocorrerão entre setembro e dezembro de 2026, e as duas últimas, entre janeiro e abril de 2027.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



