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Alexandre Silveira articula maior leilão de geração da história com economia de R$ 33 bilhões ao consumidor

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, conduziu a realização do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência de 2026 (LRCAP), nesta quarta-feira (18/3), na sede da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo. O certame resultou na contratação de 19 gigawatts (GW) de potência para reforçar a segurança e a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN), garantindo, ainda, uma economia de R$ 33,6 bilhões para os consumidores de energia elétrica ao longo do horizonte dos contratos firmados, consolidando o maior leilão de geração já promovido no país.

O processo teve como objetivo garantir potência adicional para atender à demanda em momentos críticos do sistema elétrico brasileiro, ampliando a flexibilidade e a segurança energética do país. Segundo Silveira, a iniciativa representa um passo estratégico para fortalecer o planejamento energético brasileiro e dar maior previsibilidade ao setor elétrico.

“Hoje é um dia histórico para o setor elétrico brasileiro e para os próximos 10 anos da segurança energética do Brasil. Nós fizemos o maior leilão de térmicas da história desse país. Um leilão que garante além de segurança energética, modicidade tarifária garantindo maior segurança energética ao nosso Brasil e menores preços para o consumidor”, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

O leilão reuniu empreendimentos novos e existentes de diferentes tecnologias de geração, incluindo termelétricas a gás natural e carvão mineral, além de projetos de ampliação de hidrelétricas. O evento contou com a presença de representantes das principais instituições que compõem a governança do setor elétrico brasileiro, entre elas a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), além da própria CCEE.

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Ao todo, foram cadastrados 330 projetos, sendo 311 termelétricas a gás natural, 16 ampliações de hidrelétricas e três usinas a carvão mineral. O volume de projetos inscritos no leilão também ajudou a dimensionar a magnitude do certame. Somados, os empreendimentos inscritos representavam cerca de 120 gigawatts (GW) de capacidade, o equivalente a aproximadamente oito usinas de Itaipu, a maior hidrelétrica em operação no Brasil.

Para o ministro de Minas e Energia, o leilão responde às novas necessidades do sistema elétrico nacional, marcado pelo crescimento da participação de fontes renováveis. “A transição energética não se faz apenas com mais renováveis, mas com um sistema capaz de sustentá-las ao longo do tempo”, afirmou.

Silveira destacou ainda que a contratação de potência flexível é fundamental para garantir estabilidade e confiabilidade ao sistema elétrico brasileiro. “Não há transição energética sem segurança do suprimento elétrico. E não há segurança energética sem potência flexível”, completou o ministro.

Planejamento e construção do LRCAP

A realização do LRCAP 2026 foi resultado de um processo de planejamento conduzido pelo Ministério de Minas e Energia ao longo da atual gestão, em articulação com os demais órgãos que compõem a governança do setor elétrico brasileiro.

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Durante esse período, o MME estruturou as diretrizes do leilão, coordenou estudos técnicos conduzidos pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e definiu, em conjunto com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os requisitos de desempenho dos empreendimentos necessários para garantir potência firme ao Sistema Interligado Nacional.

O modelo adotado também inovou ao permitir a competição entre empreendimentos novos e existentes, incluindo usinas termelétricas e ampliações hidrelétricas, expandindo a diversidade de tecnologias capazes de fornecer potência ao sistema elétrico nacional.

Ao comentar o processo de planejamento do setor, o ministro Alexandre Silveira ressaltou que a previsibilidade regulatória e o diálogo têm sido essenciais para atrair investimentos em infraestrutura energética no país. “Quando há planejamento, o investimento responde. É isso que faz do setor elétrico brasileiro um dos mais resilientes e confiáveis para atrair investimentos em infraestrutura”, afirmou.

Segundo o ministro, a agenda de planejamento energético seguirá avançando nos próximos anos, com novos mecanismos para garantir segurança energética ao país e sustentar a expansão da matriz elétrica brasileira.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas

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O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.

O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.

A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.

A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.

Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.

Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.

A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.

Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.

O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.

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Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.

A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.

O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.

Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.

A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.

Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.

A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.

Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.

Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.

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Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.

Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).

O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.

A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.

Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.

Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.

A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.

Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE

Fonte: Ministério da Educação

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