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Aplicativo recupera solos em assentamentos do Mato Grosso

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Os estudantes do Instituto Federal do Mato Grosso (IFMT), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), desenvolveram o aplicativo chamado SolIF, que se propõe a analisar a fertilidade do solo e fornecer orientações para o aumento da produtividade de pequenos agricultores familiares. A ferramenta integra o programa do Governo Federal intitulado Solo Vivo, desenvolvido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e está sendo utilizada em dez assentamentos rurais do Mato Grosso.  

Ao todo, a iniciativa tecnológica beneficia 696 famílias no estado. O projeto realiza o diagnóstico do solo sem custos para o produtor e fornece medidas necessárias para seu aperfeiçoamento, contribuindo para o desenvolvimento da agricultura em pequenas propriedades. 

O SolIF foi idealizado no Campus Juína, do IFMT, em 2023. “Para chegar a esse aplicativo, tivemos a colaboração de uma equipe de professores especializados em ciências do solo definindo metodologias de análise para a precisão das recomendações técnicas do sistema com informações científicas sólidas”, afirmou o professor e pesquisador do IFMT, Luciano Lanssanova. Segundo ele, o desenvolvimento do sistema teve contribuição de um estudante do curso de agronomia do campus. “Isso demonstra a importância de um trabalho profundo de verticalização do conhecimento no âmbito do Instituto Federal”, complementou o docente. 

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Unindo vocação, ciência e tecnologia a serviço do campo, o aplicativo gera um relatório completo com dados das análises de solo, diagnóstico nutricional, classificação textural e recomendações de calagem, fosfatagem e adubação. Essa análise objetiva contribuir para que o pequeno agricultor saiba do que o solo necessita para produzir mais e melhor. 

A partir dessa etapa e com base nas informações dos relatórios, o Governo Federal disponibiliza os insumos necessários para o aumento da qualidade do solo por meio do programa Solo Vivo. Como resultado, a perspectiva é de aperfeiçoamento na produção de alimentos que chegam diretamente ao consumidor, como hortaliças, frutas, legumes, grãos e raízes. A ação também colabora com a melhoria do pasto para pequenos pecuaristas e é uma estratégia de recuperação ambiental. 

Solo Vivo O programa é desenvolvido no âmbito do Mapa, em conjunto com o IFMT, por meio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento IFMT (FunadIF), e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri-MT). A iniciativa conta com um investimento de R$ 6,8 milhões do Governo Federal e promove práticas agrícolas sustentáveis e segurança alimentar nas comunidades rurais. No IFMT, o Solo Vivo envolve a participação direta de 50 servidores e estudantes distribuídos em dez campi da instituição. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC) e do IFMT 

Fonte: Ministério da Educação

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Integração entre União e forças de segurança amplia execução do Brasil Contra o Crime Organizado

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Brasília, 14/6/2026 – O avanço do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado em 12 de maio, tem sido marcado pela atuação conjunta entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), forças federais e instituições estaduais de segurança pública. Desde o lançamento da iniciativa, o Governo Federal tem ampliado o diálogo com os órgãos responsáveis pela execução das políticas de segurança nos estados, buscando alinhar estratégias, compartilhar informações e fortalecer a capacidade operacional das equipes que atuam no enfrentamento ao crime organizado.

A integração entre União e estados é um dos pilares do programa, que reúne ações voltadas à descapitalização das facções criminosas, ao combate ao tráfico de drogas e armas, ao fortalecimento do sistema prisional, ao aprimoramento da investigação criminal e à ampliação da inteligência policial.

Nos primeiros 30 dias de execução, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado mobilizou 9.964 profissionais de segurança pública em 11 operações integradas realizadas em todo o País. As ações resultaram em 7.961 prisões, na apreensão de 82,5 toneladas de drogas, 312 armas de fogo, 44 armas artesanais, 20.686 munições e 2,5 kg de explosivos, além de prejuízo estimado de R$ 1,6 bilhão às organizações criminosas.

Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, a participação das forças estaduais e federais é essencial para que as ações tenham continuidade e alcance nacional. “A integração federativa não é apenas desejável — ela é condição para resultados duradouros. O enfrentamento ao crime organizado exige união entre instituições, compartilhamento de informações e valorização dos profissionais que estão diariamente nas ruas”, afirmou.

Aproximação com polícias estaduais
Como parte desse esforço de integração, o MJSP tem ampliado a interlocução com os colegiados que representam as forças estaduais de segurança pública.

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O Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias Militares (CNCG) passou a integrar uma agenda permanente de diálogo com o MJSP, com o objetivo de discutir estratégias operacionais, demandas institucionais e ações de fortalecimento das polícias militares em todo o País.

A aproximação também ocorre com as polícias civis. Recentemente, foi criado o Conselho Nacional da Polícia Civil, iniciativa voltada à ampliação da articulação entre as instituições e ao fortalecimento da cooperação nacional em temas como investigação criminal, inteligência e combate às organizações criminosas.

A construção conjunta de políticas públicas busca aproximar o planejamento nacional da realidade enfrentada diariamente pelos estados, permitindo que as ações do programa sejam executadas de forma coordenada.

Fortalecimento das forças federais
No âmbito das forças vinculadas ao MJSP, a integração também avançou com a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Penal Federal.

Na última sexta-feira (12), o ministro Wellington Lima reuniu os dirigentes das três forças federais vinculadas ao Ministério da Justiça e Segurança Pública para reforçar a atuação integrada no âmbito do Programa Brasil Contra o Crime Organizado. O encontro deu continuidade a uma agenda permanente de coordenação institucional, que prevê reuniões periódicas para o alinhamento de estratégias e o aperfeiçoamento das ações conjuntas.

A Polícia Federal mantém operações contínuas contra grupos criminosos em diferentes regiões do País, enquanto a Polícia Rodoviária Federal atua no combate ao transporte de drogas, armas e outros ilícitos. A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) desenvolve ações para ampliar o controle das unidades prisionais e impedir a atuação de lideranças criminosas a partir dos presídios.

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Apoio e valorização dos profissionais
Além das ações operacionais, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado também prevê investimentos na estrutura e na capacitação dos profissionais que atuam na segurança pública.

Nos últimos 30 dias, a Diretoria do Sistema Único de Segurança Pública (DSusp) promoveu cursos nas áreas de comparação balística, papiloscopia e cadeia de custódia, capacitando 131 profissionais de diferentes unidades da Federação. As iniciativas receberam investimento de R$ 244,3 mil.

O programa também destinou R$ 116,9 mil para a aquisição de sete freezers científicos voltados ao fortalecimento da estrutura pericial em unidades de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Outro avanço institucional foi o reconhecimento do MJSP como Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT). A medida permite ampliar parcerias, desenvolver pesquisas e transformar dados e conhecimento técnico em soluções aplicadas à segurança pública.

O reconhecimento também recebeu avaliação positiva de entidades ligadas à perícia oficial, que destacaram a importância da aproximação entre ciência, tecnologia e segurança pública para aprimorar a produção de provas e a investigação criminal.

Investimentos para ampliar capacidade operacional
O Programa Brasil Contra o Crime Organizado possui previsão de R$ 11,1 bilhões em investimentos e reúne iniciativas voltadas à estruturação das forças de segurança, à modernização tecnológica, à inteligência, ao sistema prisional e à cooperação entre os entes federativos.

Entre as ações já executadas estão investimentos em capacitação, equipamentos periciais, operações integradas e apoio ao emprego da Força Nacional de Segurança Pública.

A valorização dos profissionais e o fortalecimento da cooperação institucional fazem parte da estratégia do programa para ampliar a capacidade do Estado brasileiro no enfrentamento às organizações criminosas.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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