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Redes de ensino podem usar Salário-Educação para alimentação
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As redes de ensino estaduais, municipais e distrital podem usar recursos do Salário-Educação em despesas de alimentação escolar. A autorização foi assinada nesta quinta-feira, 12 de junho, pelo ministro de Estado da Educação, Camilo Santana, na abertura da II Reunião Ordinária de 2025 do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), em Aracaju (SE). O Salário-Educação é uma contribuição social destinada ao financiamento de programas, projetos e ações voltados para a educação básica pública. Para 2025, está prevista a distribuição de R$ 21,3 bilhões em recursos da contribuição para a cota estadual e municipal. A arrecadação total líquida está estimada em R$ 35,5 bilhões.
Segundo o ministro, nos próximos dias, será também autorizada a aquisição de uniforme escolar com os recursos do Salário-Educação. “É uma demanda importante, inclusive porque estamos estimulando a escola em tempo integral. E nós vamos além: nos próximos dias, vamos incluir a aquisição de uniforme escolar com esses recursos”, afirmou Santana.
O encontro do Consed reúne, nos dias 12 e 13 de junho, secretários de Educação dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal, além de autoridades e gestores dos poderes públicos municipais, estaduais e federais; e representantes estaduais e federais do Executivo e do Legislativo. Entre os principais temas da pauta estão o Plano Nacional de Educação (PNE), o piso salarial dos professores, além de outras discussões estratégicas para o avanço da educação pública.
A abertura dos debates também contou com a presença do governador de Sergipe, Fábio Mitidieri; do presidente do Consed, vice-governador e secretário de Estado da Educação de Sergipe, Zezinho Sobral; do presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e dirigente municipal de Ibaretama (CE), Alessio Costa Lima; e da representante do Conselho Nacional de Secretários de Educação de Capitais (Consec) e secretária de Educação de Recife (PE), Cecília Cruz.
Legislação – Para o entendimento da possibilidade de uso dos recursos, o MEC se baseia no reconhecimento da alimentação escolar como direito fundamental, com respaldo em normas constitucionais, legais e internacionais. A Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) preveem a obrigação do Estado de garantir programas suplementares de alimentação em todas as etapas da educação básica.
Cabem ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e à União as funções normativa, supletiva e de coordenação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), por meio da assistência financeira, efetuada a partir do pagamento de 8 parcelas federais repassadas aos entes.
Além disso, cabe ao FNDE prestar assistência técnica, a partir da elaboração e publicação de regramentos normativos relacionados ao programa, bem como ofertar capacitação e orientação aos entes e a todos envolvidos na sua execução.
No Ministério da Educação, compete à Secretaria de Educação Básica (SEB) a responsabilidade por monitoramento, avaliação e manutenção da educação básica, bem como apoio à formulação e à execução de políticas de financiamento, incluindo o Salário-Educação.
Salário-Educação – A contribuição social é destinada ao financiamento de programas, projetos e ações voltados para a educação básica pública, conforme previsto no § 5º do art. 212 da Constituição Federal de 1988. Os recursos do Salário-Educação são repartidos em cotas, sendo os destinatários a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios. Do total, 10% da arrecadação líquida é destinada ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que os aplica no financiamento de projetos, programas e ações da educação básica. Os outros 90% da arrecadação líquida são desdobrados e automaticamente disponibilizados aos respectivos destinatários, sob a forma de duas cotas: federal; e estadual e municipal.
A cota estadual e municipal é correspondente a 2/3 dos recursos gerados, por unidade federada (estado), os quais são creditados, mensal e automaticamente, em contas bancárias específicas das secretarias de educação dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Os recursos são distribuídos na proporção do número de matrículas, para o financiamento de programas, projetos e ações voltados para a educação básica (art. 212, § 6º da CF).
Assessoria de Comunicação do MEC, com informações da SEB e do FNDE
Fonte: Ministério da Educação
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Programa Brasil Contra o Crime Organizado ultrapassa R$ 3 bi de prejuízo às facções e registra queda nos crimes contra a vida e o patrimônio
Brasília, 1º/7/2026 – O Programa Brasil Contra o Crime Organizado alcançou um novo marco no enfrentamento às organizações criminosas. As operações coordenadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), já provocaram um prejuízo estimado em R$ 3 bilhões às facções criminosas em todo o país.
Os resultados consolidados até 1º de julho mostram que 18.855 pessoas foram presas durante as ações integradas, que mobilizaram 17.175 profissionais de segurança pública das forças federais, estaduais e municipais.
As operações também resultaram na apreensão de 134,8 toneladas de drogas, na erradicação de 93.667 pés de maconha, na retirada de circulação de 2.159 armas de fogo e 31.418 munições, além da apreensão de R$ 723,1 milhões em bens e do bloqueio de R$ 324,9 milhões em ativos financeiros. Somente nas ações de enfrentamento às fraudes eletrônicas e ao estelionato digital, foram bloqueados R$ 103 milhões.
Os números demonstram ainda a eficiência dos investimentos realizados nas operações. Para cada R$ 1 empregado nas ações operacionais do programa, foi produzido um prejuízo aproximado de R$ 50 às organizações criminosas.
Para o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, os resultados refletem uma mudança na estratégia de enfrentamento ao crime organizado, baseada na integração entre as instituições e na atuação simultânea sobre diferentes frentes criminosas.
“O crime organizado atua como uma rede. Nossa resposta também precisa ser integrada. Estamos atacando não apenas quem executa os crimes, mas principalmente as estruturas financeiras, logísticas e patrimoniais que sustentam essas organizações. Cada prisão, cada arma apreendida, cada bem confiscado e cada ativo bloqueado representa menos capacidade operacional para o crime e mais segurança para a população”, disse o secretário.
Redução dos indicadores de violência
Além dos resultados operacionais, os indicadores nacionais de criminalidade apontam redução nos principais crimes violentos e patrimoniais. Na comparação entre maio de 2026 e maio de 2025, os homicídios dolosos caíram 17,5%, os latrocínios tiveram redução de 14,3% e as lesões corporais seguidas de morte diminuíram 38,7%.
Os crimes patrimoniais também apresentaram queda. O roubo de carga recuou 31,9%, o roubo de veículos caiu 26,6%, os furtos de veículos reduziram 12% e os roubos a instituições financeiras registraram diminuição de 71,4% no período.
Segundo Chico Lucas, os resultados são fruto da integração entre as forças de segurança pública, do compartilhamento de inteligência, da execução de operações coordenadas em âmbito nacional e do fortalecimento das ações de asfixia financeira das organizações criminosas.
Brasil Contra o Crime Organizado
O Programa Brasil Contra o Crime Organizado reúne iniciativas voltadas ao enfrentamento das facções por meio da integração entre União, estados e municípios, com foco na prisão de lideranças criminosas, descapitalização das organizações, combate ao tráfico de drogas e armas, enfrentamento às fraudes eletrônicas e fortalecimento da inteligência policial.


