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Atenção, produtores rurais! Abertas inscrições para expor no Mercadão da Agricultura Familiar do 9º Salão do Turismo

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Produtores da agricultura familiar de todo o país já podem se inscrever para participar do Mercadão da Agricultura Familiar, um dos espaços mais aguardados do 9º Salão do Turismo, que será realizado pelo Ministério do Turismo de 21 a 23 de agosto deste ano, em São Paulo (SP). O espaço é destinado à exposição e à comercialização de produtos típicos do segmento e representa uma importante vitrine, fortalecendo a conexão com visitantes.

O Ministério do Turismo lançou o edital de seleção nesta segunda-feira (09.06), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). As inscrições podem ser feitas exclusivamente por meio de formulário eletrônico disponível AQUI, até o dia 29 de junho.

“Esta iniciativa do Ministério do Turismo é uma ação muito importante porque reforça como é possível comercializar junto a hotéis e a restaurantes, produtos da agricultura familiar. Então preparem com suas organizações e tragam o melhor da sua produção. Aquilo que é produzido na roça, nos assentamentos, aquilo que traz a memória afetiva para cada um de nós e mostra a cultura de cada região porque isso será a marca do turismo”, disse o ministro Celso Sabino.

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, também reforçou o convite para as inscrições. “É uma honra assinar este acordo junto com o Ministério do Turismo e saber que no Salão do Turismo em São Paulo o agricultor familiar terá a oportunidade de expor seus produtos e mostrar a qualidade da sua produção. É o turismo ajudando a fomentar os negócios no nosso país”, disse.

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Para estar no Salão, que ocorrerá no Distrito Anhembi, os interessados devem ter inscrição ativa no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), estarem regulares junto aos órgãos de inspeção sanitária competentes do estado de São Paulo e se comprometerem a receber uma formação preparatória dos organizadores do evento, com orientações sobre a presença no Mercadão.

Serão selecionados até 60 expositores. Haverá prioridade a empreendimentos ou produtos relacionados a rotas, roteiros, experiências de turismo e sociobiodiversidade, além de produtores que possuam o Selo Nacional de Agricultura Familiar (SENAF) emitido até um mês antes da data do evento.

Outros critérios de seleção são: comprovação de participações anteriores como expositor em rodadas de negócios, feiras nacionais e/ou internacionais e outros eventos organizados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; e atividades lideradas por mulheres – na condição de proprietária exclusiva, com 51% do capital social, ou em espaço de direção.

Serão diferenciais competitivos, ainda, composição de portfólio para apresentação no evento; disponibilização de produtos para amostragem e degustação; distribuição regional e estadual dos empreendimentos selecionados; empreendimentos coletivos (cooperativas, associações, entre outros) vinculados à agricultura familiar e a diversidade de produtos.

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SALÃO – Com o tema “Diversidade, Inclusão e Sustentabilidade no Turismo”, o 9º Salão do Turismo vai reunir representantes das 27 Unidades da Federação e terá espaços de gastronomia, manifestações culturais, artesanato, experiências imersivas, shows e atividades de comercialização, integrando destinos, produtos e serviços em um grande hub de oportunidades.

Paralelamente ao Salão, vai ser realizado o Feirão do Turismo, voltado à comercialização de produtos e atrativos turísticos nacionais. O evento, viabilizado por meio de uma articulação nacional junto a operadoras, agências de viagem, empresas aéreas e ao setor hoteleiro, terá foco na promoção de pacotes turísticos com super descontos, a fim de movimentar o mercado interno de viagens. Após o período no formato presencial, de 21 a 23 de agosto, o Feirão seguirá de maneira online, tendo abrangência nacional.

Por Júlia de Aguiar
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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