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Belém e Castanhal aderem a programa nacional para reforçar segurança pública
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Belém, 10/4/2026 – Belém e Castanhal são os primeiros municípios do estado do Pará a formalizar adesão ao Programa Município Mais Seguro, iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). A pactuação foi oficializada durante cerimônia realizada na sexta-feira (10), no auditório da Polícia Civil, em Belém (PA). O ato marca uma nova etapa de cooperação entre União e municípios no enfrentamento à violência.
A adesão garante acesso a investimentos, capacitação e apoio técnico. Nesta etapa, o aporte ultrapassa R$ 2,6 milhões, com a entrega de equipamentos de menor potencial ofensivo às guardas municipais, como kits de armas de incapacitação neuromuscular e espargidores. A ação tem como objetivo fortalecer as políticas locais de segurança pública e ampliar a valorização e a atuação das Guardas Municipais.
Participaram do evento a diretora do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), Isabel Figueiredo; a representante da Senasp, Andrea Aragão; além de prefeitos, secretários de segurança e comandantes das Guardas Municipais de Belém e Castanhal.
Segundo Isabel Figueiredo, a adesão representa mais do que um compromisso formal. “O ato consolida o alinhamento das gestões locais às diretrizes do programa e estabelece um canal permanente de cooperação com a Senasp. A iniciativa reforça o compromisso do Governo Federal com municípios e guardas municipais e reconhece o papel fundamental dessas instituições nas políticas de segurança pública.”
Os indicadores de violência reforçam a urgência da ação. Belém registra taxa de homicídios de 11,7 por 100 mil habitantes, enquanto Castanhal chega a mais de 14. No recorte de feminicídios, os dados também preocupam, com taxa de 1 em Castanhal. Juntas, as duas cidades somam mais de 1,5 milhão de habitantes e enfrentam desafios na área de segurança.
Nesse cenário, a adesão — em municípios que contam com efetivo superior a 200 guardas — evidencia o papel estratégico das cidades na modernização do Sistema Único de Segurança Pública.

- Entrega de equipamentos na solenidade de pactuação, em Belém/PA
Municípios no centro da política de segurança
O Programa Município Mais Seguro aposta no fortalecimento das gestões municipais como eixo central para a redução da violência, sobretudo em territórios vulneráveis. A iniciativa abrange o fortalecimento institucional, a qualificação dos agentes e a ampliação de práticas de policiamento comunitário.
Isso se traduz em apoio direto à gestão da segurança pública, com foco em planejamento, governança e integração com outras forças policiais. O programa também prevê investimentos em modernização das guardas, aquisição de equipamentos, capacitação profissional e valorização dos agentes.
Outro diferencial é a ênfase em políticas de prevenção. Projetos como polícia comunitária e patrulhas especializadas — como a Maria da Penha — ampliam a atuação das guardas para além do policiamento ostensivo e priorizam a mediação de conflitos e o atendimento humanizado.
Qualificação e valorização das guardas municipais
A adesão ao programa também viabiliza a participação em cursos nacionais voltados à ampliação das competências das Guardas Civis Municipais. Além da formação técnica, há iniciativas voltadas ao cuidado com os profissionais.
O projeto Escuta Susp, por exemplo, oferece atendimento em saúde mental e reconhece os impactos da rotina de trabalho na vida dos agentes de segurança.
Em Belém, onde a Guarda Municipal atua de forma armada e conta com mais de mil integrantes, a expectativa é ampliar a capacidade operacional e aperfeiçoar protocolos. Já em Castanhal, com efetivo de 405 agentes, a adesão pode representar avanço significativo na estruturação da política local de segurança.
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MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais
O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.
O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.
A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.
Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.
Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.
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