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Brasil avança na construção de um Sistema Nacional de Segurança Pública baseado em evidências

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Brasília, 04/12/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) sedia, nessa quarta-feira (3) e quinta-feira (4), o Workshop Internacional de Produção de Estudos: Construção de um Sistema Nacional de Segurança Pública. O encontro reúne pesquisadores nacionais e internacionais, gestores públicos, membros do sistema de justiça e representantes da sociedade civil para discutir os caminhos de um sistema nacional robusto, integrado e orientado por evidências.

A iniciativa é conjunta do Centro de Estudos da Ordem Econômica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e do MJSP, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi) e da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

A agenda partiu de um diagnóstico amplo: apesar de instituído em 2018 pela Lei nº 13.675, o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) ainda enfrenta lacunas de institucionalização e coordenação. Persistem a fragmentação histórica, a ausência de padrões nacionais e a insuficiência de instrumentos que permitam organizar dados confiáveis, comparáveis e acessíveis entre os entes da Federação. Inspirado no Sistema Único de Saúde (SUS) e no Sistema Único de Assistência Social (Suas), o Susp busca justamente superar esse quadro.

Com foco no fortalecimento dos arranjos jurídico-institucionais e na construção do DataSusp, uma arquitetura nacional de dados de segurança pública, o workshop recebe como convidado internacional o professor John J. Donohue, da Stanford Law School, referência mundial em pesquisa empírica sobre violência, armas de fogo e políticas penais.

Secretarias do MJSP destacam a relevância estratégica do encontro

O secretário Nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, ressaltou a centralidade da pesquisa científica, da inteligência policial qualificada e da integração entre instituições para transformar realidades.

“Nos últimos anos, o Brasil insistiu em operações sem ciência, sem inteligência prévia e com alta letalidade — e isso não produz mudança real. Estamos mostrando que é possível retomar territórios dominados por facções com base em dados, planejamento e ação policial não letal”, defendeu.

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Sarrubbo compartilhou o exemplo recente de uma ação bem-sucedida no estado do Rio Grande do Norte: “Realizamos uma operação com cerca de 150 prisões, sem um único disparo e sem mortes. E, pela primeira vez, moradores disseram: ‘Antes, ouvíamos o barulho dos tiros; agora, voltamos a ouvir o barulho dos pássaros’”.

Ele reforçou ainda que o Brasil precisa avançar muito além das ferramentas existentes. “Temos o Sinesp, mas precisamos de mais. Temos que padronizar registros criminais nacionalmente. Sem dados confiáveis e comparáveis, não há política pública possível”, declarou.

A secretária Nacional de Direitos Digitais, Lílian Cintra de Melo, enfatizou a importância da integração entre Sedigi e Senasp e o papel dos dados no desenho das políticas públicas contemporâneas.

“O digital não existe à parte da segurança pública. Precisamos evitar a ideia de um excepcionalismo digital que cria espaços sem regulação. Olhamos para o que já funciona — no direito do consumidor, na segurança pública — e adaptamos para o ambiente digital.”

Lílian afirmou o compromisso com políticas baseadas em evidências. “A construção do sistema discutido aqui tem tudo a ver com dados. Sem um sistema pronto e integrado, é extremamente difícil fazer política pública de forma segura e eficaz”, acrescentou.

Já o secretário Nacional do Consumidor, Paulo Henrique Pereira, comentou que segurança pública e defesa do consumidor estão profundamente conectadas, especialmente diante do avanço das fraudes digitais, mercados ilegais e produtos irregulares no ambiente on-line.

“O tema da segurança atingiu um nível de calamidade tamanho que se impõe em todas as agendas públicas. É impossível pensar qualquer grande política hoje sem considerar a segurança. A integração liderada pelo Ministério é essencial para estruturar esse sistema de forma duradoura”, disse.

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Paulo Pereira também ressaltou o papel da academia. “Estamos construindo na prática o Sistema Único de Segurança Pública, assim como os sanitaristas fizeram com o SUS. Isso exige técnica, modelos, experiências e o apoio contínuo da universidade”.

O secretário de Assuntos Legislativos, Marivaldo Pereira, enfatizou o impacto positivo da reaproximação entre o Estado e a academia e defendeu a centralidade dos dados científicos para o aprimoramento das políticas públicas. “Trazer a universidade de volta e restabelecer esse diálogo é essencial. Precisamos de debates legislativos pautados em evidências, especialmente em um cenário no qual muitas propostas na área de segurança pública se afastam completamente da realidade e dos dados”, afirmou.

Marivaldo explicou que políticas baseadas na lógica da violência e no enfrentamento cego não produzem resultados sustentáveis. “Temos a obrigação de afirmar que não é correto tratar a segurança pública com a lógica da guerra. Precisamos agir com racionalidade, preservar o sistema e utilizar evidências de forma consistente”, concluiu o secretário.

Construção colaborativa do Sistema Nacional de Segurança Pública

Durante os dois dias de debates, especialistas analisam os desafios estruturais e os caminhos para fortalecer o Susp, abordando os seguintes temas:

•⁠ ⁠Pactuação federativa robusta;
•⁠ ⁠Padronização nacional de registros;
•⁠ ⁠Integração de dados e aprimoramento do Sinesp;
•⁠ ⁠Fortalecimento institucional do MJSP e das secretarias nacionais;
•⁠ ⁠Utilização de evidências científicas na formulação de políticas de segurança;
•⁠ ⁠Proteção de dados e governança digital como eixos centrais;
•⁠ ⁠Implementação do DataSusp como base para decisões estratégicas.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Prouni 2026: inscrições prorrogadas até domingo (12/7)

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As inscrições do processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) para o segundo semestre do ano foram prorrogadas até domingo, 12 de julho. Para participar, os estudantes devem se inscrever gratuitamente no Portal Acesso Único ao Ensino Superior, até as 23h59 (horário de Brasília). Os demais prazos do cronograma não foram alterados – o resultado da primeira chamada será divulgado na quarta-feira, 15 de julho, e no dia 5 de agosto será a vez da segunda chamada.  

Confira o cronograma completo do Prouni 2/2026: 

Inscrições: 7 a 12 de julho 

Resultado da 1ª chamada: 15 de julho    

Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na 1ª chamada: 15 a 24 de julho 

Resultado da 2ª chamada: 5 de agosto 

Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na 2ª chamada: 5 a 14 de agosto 

Lista de espera: 26 e 27 de agosto 

Resultado da lista de espera: 1º de setembro 

Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados em lista de espera: 1º a 14 de setembro. 

Bolsas – Nesta edição, são ofertadas mais de 471,3 mil bolsas de estudo em 380 cursos de graduação de 879 instituições privadas de educação superior, localizadas em todos os estados e no Distrito Federal. A consulta de todas as bolsas ofertadas continua disponível na página do Prouni. Ela pode ser feita por curso, instituição de ensino ou município.   

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Do total de bolsas ofertadas, 219.725 são integrais, cobrindo todo o valor da mensalidade, e 251.579 são parciais, arcando com 50% do valor do curso. O programa reserva vagas a candidatos que atendem aos critérios da política de ações afirmativas do programa, incluindo pessoas com deficiência e candidatos autodeclarados indígenas, pretos ou pardos. Para pessoas com deficiência, são ofertadas 35.365 bolsas; para pretos, pardos e indígenas, são 188.880; e para a ampla concorrência, as demais 247.059 bolsas de estudo. 

O curso com o maior número de bolsas ofertadas em todo o país é análise de desenvolvimento de sistemas, com 31.221 bolsas. Em seguida estão administração, com 30.893 bolsas, e ciências contábeis, com 27.029. Para o curso de medicina, o programa oferta 1.018 bolsas. São Paulo lidera a lista com a maior quantidade de vagas, com 91.699 oportunidades, seguido por Minas Gerais (59.297), Bahia (34.155), Rio Grande do Sul (31.101) e Paraná (29.397). 

Critérios – Para se inscrever basta ter participado de uma das duas últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ou seja, de 2024 e/ou 2025, ter atingido uma média de pelo menos 450 pontos nas cinco provas do exame e não ter zerado a redação. Para fins de classificação e eventual pré-seleção no processo seletivo, será utilizada a edição do Enem em que o estudante obteve a melhor média. O edital veda a inscrição para quem declarou ter participado na condição de treineiro, ou seja, quem participou do exame visando à autoavaliação, antes ou depois de concluir o ensino médio. 

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A comprovação da renda familiar declarada na inscrição é necessária para a obtenção da bolsa. Para a bolsa integral, o limite de renda familiar per capita é de 1,5 salário mínimo, e para a bolsa parcial, a renda familiar é de até 3 salários mínimos. 

Prouni – Criado em 2004 e instituído pela Lei nº 11.096/2005, o Programa Universidade para Todos (Prouni) oferta bolsas de estudo (integrais e parciais) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de educação superior privadas. O Prouni ocorre duas vezes ao ano e tem como público-alvo o estudante sem diploma de nível superior.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)  

Fonte: Ministério da Educação

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