BRASIL
Brasil avança na modernização geocientífica com a retomada de levantamentos aerogeofísicos
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O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, nessa quarta-feira (26/03), ao lado do Serviço Geológico do Brasil (SGB) e da empresa espanhola Xcalibur, da assinatura da ata de registro de preços para retomada dos levantamentos aerogeofísicos no Brasil. A ata representa um importante passo na modernização da infraestrutura geocientífica brasileira para aquisição de dados do setor mineral.
Durante o evento, representantes do setor destacaram a importância de estudos para o desenvolvimento sustentável da mineração e da transição energética por permitir a identificação de minerais estratégicos para novas tecnologias.
O levantamento aerogeofísico é fundamental para aprimorar o mapeamento do subsolo brasileiro, permitindo uma maior rastreabilidade dos dados geológicos e geofísicos. Além disso, a ata de registro de preços com a Xcalibur viabiliza a aquisição de um milhão de quilômetros lineares de levantamentos aerogeofísicos com vigência de um ano, podendo ser prorrogado durante esse período.
Na ocasião, foi apresentado o Plano Decenal de Mapeamento Geológico (PlanGeo 2025-2034), que busca intensificar o mapeamento e reduzir as lacunas de conhecimento geológico e o risco exploratório, promovendo a descoberta de novos recursos minerais, hídricos e energéticos. O Plano também orienta a definição dessas áreas prioritárias a serem mapeadas e estabelece metas claras.
O Programa de Exploração Geofísica Profunda (Deep Brazil), também apresentado, é uma iniciativa voltada para a investigação em profundidade da estrutura geológica do território nacional, utilizando métodos geofísicos avançados, como sísmica passiva e dados magnetotelúricos. Essas ações conjuntamente vão acelerar o conhecimento geológico e de recursos minerais do país, permitindo maior atração de investimentos ao país.
Para o diretor do Departamento de Geologia e Produção Mineral da Secretaria Nacional Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SNGM), Jose Luiz Ubaldino, essas iniciativas visam modernizar a infraestrutura geocientífica do país. “Nós temos um conhecimento cada vez mais tecnológico para buscar uma solução mais participativa. Precisamos do conhecimento geológico para posicionar o Brasil como player do setor mineral e referência em geociências”, disse.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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BRASIL
Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino
O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.
Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade.
O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.
Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:
|
Secretarias municipais |
2024 |
2026 |
|
Índices |
Brasil |
Brasil |
|
Geral |
26,6 |
34,7 |
|
Institucionalização |
38,7 |
55,8 |
|
Formação |
20,4 |
28,7 |
|
Gestão |
26,0 |
27,0 |
|
Material Didático |
31,1 |
34,2 |
|
Financiamento |
20,6 |
39,9 |
|
Avaliação e Monitoramento |
45,0 |
60,2 |
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



