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Brasil e Benim estreitam laços incluindo o afroturismo e cidadania ancestral

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O ministro do Turismo, Celso Sabino, participou nesta quarta -feira (25.06) de um encontro bilateral entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Patrice Talon, da República do Benim, realizado no Palácio do Planalto. A reunião representa um novo marco nas relações entre o Brasil e o país da África Ocidental, com avanços significativos em áreas como economia, cultura e especialmente o turismo.

O destaque da agenda foi o fortalecimento do afroturismo, com ênfase nas conexões históricas e culturais entre as duas nações. A reunião firmou compromissos que posicionam o Brasil como parceiro estratégico na valorização da ancestralidade africana, criando oportunidades para ampliar o turismo de raízes e fortalecer políticas de memória e identidade.

Para o ministro Celso Sabino, a iniciativa abre novas perspectivas para o turismo internacional brasileiro.

“Estamos construindo uma ponte entre o Brasil e o Benim que une história, cultura e desenvolvimento. O turismo de raízes é um vetor poderoso de identidade e transformação social”, afirmou.

Também já existem em andamento diálogos para viabilizar voos diretos entre os dois países, com possibilidades de conexão partindo de algumas capitais brasileiras com destino a Cotonou, principal cidade portuária do Benim.

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A ampliação da conectividade aérea seria um passo estratégico para consolidar o fluxo turístico entre os dois países.

“Não estamos falando apenas de viagens. Estamos falando de reconhecimento cultural e pertencimento. O Brasil está dando um passo importante na construção de um turismo que respeita e enaltece suas raízes”, concluiu Celso Sabino, reforçando que para o Ministério do Turismo é importante fomentar experiências turísticas que valorizem a ancestralidade negra e a história não apenas como produto turístico, mas como política de inclusão e reconhecimento.

Por Cléo Soares

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes

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O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.

O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.

Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.

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Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.

Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.

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Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.

Assessoria de Comunicação Social do MEC

Fonte: Ministério da Educação

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