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Brasil e Rússia fortalecem laços educacionais

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A cooperação bilateral entre Brasil e Rússia foi reforçada na quinta-feira, 5 de fevereiro, com a realização da VIII Reunião da Comissão de Alto Nível Brasil-Rússia (CAN). A comissão, presidida pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e pelo primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, é o mais alto mecanismo de coordenação bilateral entre os dois países e tem importante papel na definição de estratégias e diretrizes para o relacionamento entre as nações.  

Durante a reunião, o Ministério da Educação (MEC) apresentou o status da cooperação educacional e os temas identificados como prioritários para o aprofundamento da parceria. O MEC destacou o avanço consistente da cooperação, incluindo a negociação de acordo para permitir a participação de alunos russos no Programa Estudantes-Convênio (PEC), com a oferta de vagas gratuitas em universidades brasileiras nos níveis de graduação e pós-graduação.  

“O cenário é bastante favorável para o fortalecimento da cooperação educacional entre Brasil e Rússia. Esperamos que a troca de experiências em áreas cruciais como a educação básica, a educação profissional e tecnológica, e a aprendizagem de idiomas, além da cooperação interuniversitária, tragam resultados concretos e mutuamente benéficos para os países”, afirmou Rodolfo Cabral, secretário-executivo adjunto da pasta. 

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A cooperação em educação superior entre Brasil e Rússia tem ganhado destaque nos últimos anos, com grande aproximação entre institutos de pesquisa e universidades dos países. Em 2024, foi criada a Liga de Universidades do Brasil, Rússia e Bielorrússia, que se reuniu no ano passado, no Rio de Janeiro, resultando na criação de novas iniciativas de cooperação interinstitucionais.  

Os dois países também têm colaborado na área de educação profissional e tecnológica, como parte da Aliança de Cooperação pela Educação Profissional e Tecnológica do BRICS (BRICS-TCA), formalizada durante a presidência brasileira no bloco, bem como na coordenação de estudos comparativos sobre os sistemas dessa modalidade de ensino em seus países.   

Grupo de Trabalho – A pauta da cooperação foi enriquecida pelos resultados da 13ª Reunião do Grupo de Trabalho Brasil-Rússia de Cooperação Educacional, Científica e Tecnológica, realizada na terça-feira (3), no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no Rio de Janeiro.   

A reunião, coordenada em conjunto pelo MEC e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), permitiu revisar o andamento das diferentes iniciativas em curso e definir os próximos passos para o fortalecimento dessa cooperação estratégica.  

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Durante essa reunião do GT, também foram assinados novos acordos entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e a Universidade Federal de Minas Gerais e suas contrapartes russas. Os instrumentos preveem a cooperação acadêmica em áreas como biologia marinha, agroquímica e outros temas estratégicos para os dois países. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria Internacional

Fonte: Ministério da Educação

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Enem 2026: campanha do MEC reforça que exame pode transformar vidas

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O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) lançaram uma campanha nacional sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. A divulgação traz aos estudantes as principais informações sobre o exame, que está com inscrições abertas até 5 de junho. As peças tratam de temas que vão desde o processo de inscrição até a utilização da nota em seleções. 

A ação de comunicação reforça o papel do Enem como principal forma de acesso à educação superior e, em consequência, como ferramenta de transformação de vidas. O exame possibilita a milhões de jovens brasileiros o ingresso em universidades públicas, principalmente por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), além da participação no Programa Universidade para Todos (Prouni) e no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).  

Novidades – A edição de 2026 traz mudanças importantes voltadas à ampliação do acesso e da participação dos estudantes no Enem. Entre elas está a inscrição automática para concluintes da rede pública. Nesse caso, o estudante precisará apenas confirmar sua participação no sistema, escolher a língua estrangeira e indicar, se necessário, recursos de acessibilidade. 

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Outra novidade é a ampliação dos locais de aplicação das provas. O Inep estima aumentar para cerca de 10 mil o número de escolas que receberão o exame em todo o país. A expectativa é que aproximadamente 80% dos concluintes da rede pública realizem as provas na própria escola em que estudam, medida que busca facilitar o acesso ao exame e reduzir deslocamentos. Para os estudantes que precisarem realizar a prova em outro município, o MEC estuda alternativas de apoio logístico para transporte entre cidades. 

Para garantir ampla divulgação dessas mudanças, a campanha orienta os participantes sobre a confirmação dos dados pré-preenchidos e a complementação das informações opcionais. 

Bastidores – Como parte da campanha, o Inep também apresentará à sociedade os bastidores técnicos e operacionais do exame, destacando aspectos relacionados à segurança, transparência e logística da aplicação. A proposta é ampliar a compreensão pública sobre a dimensão do Enem e fortalecer a confiança dos estudantes no processo. 

A campanha dialoga com as novas formas de consumo de informação pela juventude brasileira e busca garantir que conteúdos oficiais sobre o exame cheguem aos estudantes de maneira acessível, clara e alinhada aos formatos digitais mais utilizados atualmente. 

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Enem – Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Exame Nacional do Ensino Médio tornou-se a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sisu, do Prouni e do Fies. 

Instituições de ensino públicas e privadas também utilizam o Enem para selecionar estudantes, como critério único ou complementar aos processos seletivos. Os resultados individuais do Enem ainda podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep 

Fonte: Ministério da Educação

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