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Brasil se destaca em ranking das melhores praias das Américas e Europa
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O ranking de melhores praias elaborado pela Rede Iberoamericana Proplayas, juntamente com o Centro Internacional de Formação em Gestão e Certificação de Praias (CIF Playas), que colocou a Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, em Salvador (BA) na liderança também reconheceu outras localidades brasileiras.
Das 200 praias avaliadas, 44 são nacionais, com destaque para Santa Catarina (17 praias), Rio de Janeiro (12) e Bahia (11). Rio Grande do Sul e Paraná aparecem igualmente na classificação, com 3 e 1 praia, respectivamente.
O ranking utilizou indicadores ecológicos, sociais, culturais e econômicos, contemplando atributos a exemplo de balneabilidade, biodiversidade, acessibilidade, segurança, infraestrutura, resiliência climática e serviços ecossistêmicos.
O estado da Bahia ganhou atenção especial por ser considerado o maior litoral do país. Diversas áreas “demonstraram alto desempenho em aspectos como atratividade paisagística, oferta de serviços e presença de infraestrutura turística”, cita trecho do documento das entidades.
Veja abaixo quais foram as praias brasileiras selecionadas:
|
PRAIA |
CIDADE/UF |
CLASSIFICAÇÃO |
|
Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe |
Salvador/BA |
1 |
|
Praia do Forte |
São Francisco do Sul/SC |
12 |
|
Praia do Estaleiro |
Balneário Camboriú/SC |
14 |
|
Prainha |
Rio de Janeiro/RJ |
15 |
|
Fazenda Roberto Marinho |
São Pedro da Aldeia/RJ |
18 |
|
Ponta da Farinha |
Iguaba Grande/RJ |
19 |
|
Jurerê Internacional |
Florianópolis/SC |
20 |
|
Praia da Lagoinha do Leste |
Florianópolis/SC |
31 |
|
Itauna |
Saquarema/RJ |
33 |
|
Pontal do Peró |
Cabo Frio/RJ |
36 |
|
Praia Azedinha |
Armação dos Búzios/RJ |
40 |
|
Praia da Guarita |
Torres/RS |
50 |
|
Praia das Conchas |
Cabo Frio/RJ |
52 |
|
Praia dos Naufragados |
Florianópolis/SC |
62 |
|
Praia do Moçambique |
Florianópolis/SC |
64 |
|
Praia da Reserva |
Rio de Janeiro/RJ |
72 |
|
Praia Central |
Balneário Camboriú/SC |
101 |
|
Farol de Itapuã |
Salvador/BA |
103 |
|
Praia de Camboinhas |
Niterói/RJ |
104 |
|
Arembepe Velha |
Camaçari/BA |
114 |
|
Peró |
Cabo Frio/RJ |
116 |
|
Praia da Paciência |
Salvador/BA |
117 |
|
Porto da Barra |
Salvador/BA |
118 |
|
Praia do Flamengo |
Salvador/BA |
121 |
|
Piatã |
Salvador/BA |
122 |
|
Praia do Santinho |
Florianópolis/SC |
125 |
|
Pontal do Sul |
Pontal do Paraná/PR |
126 |
|
Praia do Flamengo |
Rio de Janeiro/RJ |
128 |
|
Praia Brava |
Itajaí/SC |
133 |
|
Ribeira (Penha) |
Salvador/BA |
135 |
|
Piruí |
Camaçari/BA |
138 |
|
Praia da Joaquina |
Florianópolis/SC |
141 |
|
Placaford |
Salvador/BA |
151 |
|
Copacabana |
Rio de Janeiro/RJ |
157 |
|
Praia Mole |
Florianópolis/SC |
162 |
|
Praia do Canal |
Camaçari/BA |
166 |
|
Praia Brava |
Florianópolis/SC |
167 |
|
Praia de Cabeçudas |
Itajaí/SC |
169 |
|
Imbé (Barra) |
Imbé/RS |
170 |
|
Praia dos Açores |
Florianópolis/SC |
178 |
|
Tramandaí |
Tramandaí/RS |
181 |
|
Morro das Pedras |
Florianópolis/SC |
189 |
|
Praia da Armação |
Florianópolis/SC |
196 |
|
Pântano do Sul |
Florianópolis/SC |
197 |
VISIBILIDADE – A fim de incentivar mais exemplos como o das praias brasileiras, o Ministério do Turismo abriu seleção pública para que iniciativas de sustentabilidade de todo o país sejam apresentadas no Salão Nacional do Turismo 2025. Os projetos escolhidos, de instituições públicas, privadas ou do terceiro setor, estarão no Espaço de Sustentabilidade do evento, que será realizado no mês de agosto, em São Paulo (SP).
A chamada busca identificar e dar visibilidade a 10 ações e projetos voltados à sustentabilidade, à responsabilidade e à transformação positiva no segmento turístico, especialmente aqueles alinhados com a adaptação e a mitigação das mudanças climáticas. As inscrições no processo seletivo seguem abertas até 28 de julho, por meio do endereço eletrônico https://forms.gle/QLWWerHCxFzj8pDX6
Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
BRASIL
Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo
Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.
A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.
Afroturismo
Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas.
Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.
Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.
Turismo 60+
A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.
Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.
”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.
Protagonismo indígena
Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.
Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.
Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.
Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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