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Camilo Santana faz pronunciamento nacional sobre o Enem
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O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 será aplicado nos próximos domingos, 9 e 16 de novembro, para 4,8 milhões de participantes em 1.805 municípios brasileiros. Em discurso neste sábado, 8 de novembro, em cadeia nacional de televisão e rádio, o ministro da Educação, Camilo Santana, lembrou os participantes do exame sobre a aplicação, destacando a oportunidade que o exame oferece para transformarem suas vidas pelo acesso à educação.
“Queremos que todo jovem deste país tenha direito ao sonho que nasce com o Enem. Amanhã é um dia importante para o seu futuro. Separe seu documento com foto, uma caneta preta de tubo transparente e chegue com antecedência ao seu local de prova”, lembrou.
Reforçando a comunicação com os participantes e familiares, o Governo do Brasil enviou mensagem pelo aplicativo do Whatsapp e pela Caixa Postal Gov.BR a todos os inscritos, com recomendações para chegar com antecedência aos locais de prova e itens necessários para a prova, como lembrou o ministro. É importante destacar que os portões dos locais de aplicação serão abertos às 12h (horário de Brasília) e fechados às 13h. A aplicação das provas começa às 13h30. Os participantes de cidades afetadas por desastres naturais terão reaplicação do exame garantida.
O Enem é a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio dos processos seletivos do Ministério da Educação (MEC): Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Além disso, a partir desses três programas, o MEC incentiva estudantes a ingressarem em cursos que formam professores, com o Pé-de-Meia Licenciaturas.
“O Enem anda de mãos dadas com o Sisu, o Prouni e o Fies — políticas públicas criadas pelo presidente Lula. Junto com a Lei de Cotas e a assistência estudantil, essas políticas mudaram o perfil do ensino superior e deram às universidades a cara da nossa gente”.
Além disso, estudantes no último ano do ensino médio que comparecerem aos dois dias de prova do Enem também podem receber parcela extra de R$ 200 do Pé-de-Meia, programa criado pelo Governo do Brasil para promover a permanência e a conclusão escolar de estudantes nessa etapa de ensino.
“O presidente Lula não quer que nenhum jovem seja obrigado a abandonar a escola para trabalhar e ajudar a família”, disse Santana, lembrando que o Brasil tem conseguido reduzir pela metade a evasão escolar no ensino médio.
Em Belém, Ananindeua e Marituba (PA), o Enem 2025 será aplicado nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro. As datas foram definidas em virtude da realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontecerá em Belém no período da aplicação regular do exame.
Ações do MEC pela educação brasileira – O Governo do Brasil, por meio do MEC, tem trabalhado para construir uma educação de qualidade, com equidade e inclusão, garantindo o direito à aprendizagem desde a creche à pós-graduação.
“Criamos o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, em parceria com estados e municípios, e já estamos conseguindo elevar a aprendizagem nos anos iniciais”, informou o ministro.
A criação de matrículas em tempo integral (igual ou superior a 7h diárias ou 35h semanais) em todas as etapas e modalidades da educação básica também é uma das prioridades do MEC, por meio do Programa Escola em Tempo Integral, “dando aos jovens a oportunidade de passar dois turnos na escola. Ao mesmo tempo, dá mais segurança aos pais, por saberem que seus filhos passam o dia em um espaço protegido e com alimentação adequada”, pontuou Santana.
Com o Programa Mais Professores para o Brasil, o MEC tem reforçado o reconhecimento ao papel central dos docentes no processo de aprendizagem dos estudantes e no sucesso das políticas educacionais. “É um programa com ações integradas para promover a valorização e a qualificação do magistério, além do incentivo à docência em todo o país”, explicou o ministro.
Sabendo que o desenvolvimento do país passa por uma educação de qualidade, o Governo do Brasil também incluiu a educação no novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), investindo na retomada de obras que estavam paralisadas, em novas construções de creches, institutos e universidades federais.
“A rede federal de educação está crescendo e ficando ainda mais forte. São mais de 100 novos Institutos Federais, com criação de 140 mil novas vagas, e estamos inaugurando 10 novos campi de universidades federais em todas as regiões do Brasil. E vem aí dois marcos históricos: a Universidade do Esporte e a Universidade Indígena”, informou.
Por meio do Novo PAC, o governo também tem investido para garantir transporte escolar para que crianças e jovens cheguem com segurança e conforto aos locais de estudo.
Outra iniciativa do MEC lembrada pelo ministro foi a criação da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), com apoio a cursinhos populares no Brasil, garantindo suporte técnico e financeiro para a preparação de estudantes socialmente desfavorecidos que buscam ingressar no ensino técnico ou superior, por meio do Enem.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
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MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas
O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.
O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.
A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.
A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.
Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.
Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.
A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.
Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.
O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.
Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.
A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.
O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.
Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.
A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.
Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.
A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.
Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.
Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.
Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.
Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).
O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.
A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.
Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.
Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.
A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE
Fonte: Ministério da Educação
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