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Capacitações sobre recursos reúnem 1,5 mil participantes

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Com foco na correta aplicação dos recursos do programa Escola em Tempo Integral (ETI), que prevê investimentos de mais de R$ 4 bilhões até outubro de 2025, o Ministério da Educação (MEC) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada à pasta, promoveram um ciclo de capacitações virtuais entre 14 e 23 de julho.  

O objetivo principal foi capacitar gestores estaduais e municipais de educação para a execução eficiente dos recursos do primeiro ciclo de pactuação (2023/2024), cujo prazo de aplicação se encerra em 31 de outubro de 2025. Caso não sejam utilizados até essa data, os valores deverão ser devolvidos à União.   

Ao todo, foram registradas 1.730 inscrições e 1.542 participações simultâneas nos 16 encontros regionais realizados. Todas as 27 unidades federativas foram contempladas, com destaque para a Bahia, que registrou 243 participações simultâneas, seguida pelas salas de Pernambuco e Ceará (175 participantes) e Minas Gerais (154). No total, foram 36 horas de capacitação.   

Os encontros reuniram profissionais das secretarias, gestores escolares e técnicos das áreas financeira e administrativa envolvidos na execução do programa Escola em Tempo Integral. A programação abordou orientações práticas sobre os procedimentos operacionais do programa, atualização de normas, esclarecimento de dúvidas e apresentação de novas ferramentas de apoio à gestão. A iniciativa contou com o apoio da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).   

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Segundo o coordenador-geral do programa, André Fernandes, o novo modelo de assistência técnica adotado gerou resultados expressivos. “Nossa missão é garantir que os recursos sejam executados com responsabilidade e impacto real na educação”, destacou.     

Balcão virtual – Durante as capacitações, foi lançado o Balcão Virtual ETI, um canal permanente de atendimento remoto voltado a apoiar estados e municípios na execução do programa. A ferramenta oferece suporte técnico contínuo, esclarecimento de dúvidas e acompanhamento de demandas específicas, por meio de contato direto com as equipes técnicas do FNDE.   

A expectativa do MEC é que, com o reforço das capacitações e do atendimento remoto, os entes federativos consigam aplicar integralmente os recursos disponíveis e consolidar a política de tempo integral nas redes públicas de ensino.  

Tempo integral – O Escola em Tempo Integral é uma estratégia para induzir a criação de matrículas em tempo integral em todas as etapas e modalidades da educação básica. Ele é coordenado pela SEB/MEC e tem a finalidade de viabilizar o cumprimento da Meta 6 do Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024 (Lei nº 13.005/2014), política de Estado construída pela sociedade e aprovada pelo parlamento brasileiro.      

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O primeiro ciclo do programa teve orçamento total de R$ 4,1 bilhões, com a meta de criação de 1 milhão de novas matrículas. Os recursos foram repassados aos entes federativos com prazo de 24 meses para execução, a partir do fim da fase de pactuação. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Undime 

Fonte: Ministério da Educação

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MTE apresenta resultados das medidas de liberação extraordinária de recursos do FGTS

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apresentou nesta terça-feira (16) os resultados das Medidas Provisórias (MPs) que liberaram saldos extraordinários do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), durante reunião do Conselho Curador do FGTS. Foram apresentados os balanços da MP/FGTS Saúde, da MP do Saque Retido do FGTS e da MP do FGTS Desenrola 2.0.

A reunião, presidida pelo ministro Luiz Marinho, apontou que, no governo Lula, foram utilizados R$ 34,7 bilhões do FGTS em saques extraordinários; nos governos anteriores, o montante foi de R$ 168,9 bilhões.

Até o momento, foram concretizadas 17.085 operações de crédito dentro do programa Desenrola, totalizando R$ 10,3 milhões já reservados para o pagamento das instituições financeiras. Os repasses serão efetuados pela Caixa Econômica Federal no próximo dia 25 de junho. O valor médio das operações foi de R$ 604,73 por trabalhador.

Entre as instituições financeiras participantes, o Nubank concentra o maior volume de operações, com 14.657 contratos, correspondentes a aproximadamente R$ 8,2 milhões dos recursos reservados para a liquidação das dívidas. Os dados apresentados ao Conselho Curador do FGTS também mostram maior participação das mulheres na utilização da modalidade: 55% dos contratos foram firmados por trabalhadoras, enquanto os homens representam 45% das operações realizadas.

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Em relação à distribuição regional, o Sudeste concentra a maior parcela das operações, com 50% do total, seguido pelo Nordeste (18%), Sul (17%), Centro-Oeste (9%) e Norte (6%).

No âmbito da utilização dos recursos do FGTS para o setor de saúde, foram contratados, no prazo da MP, R$ 3,4 bilhões destinados a hospitais localizados em 73 municípios brasileiros. Desse total, 82% dos recursos foram aplicados na modalidade de reestruturação de dívidas, contribuindo para o fortalecimento financeiro das instituições de saúde e a manutenção dos serviços prestados à população.

A distribuição regional dos recursos mostra maior concentração nas regiões Sudeste e Sul. O Sudeste lidera com R$ 1,5 bilhão em contratações, enquanto o Sul responde por R$ 1,1 bilhão, reunindo, juntos, a maior parte dos investimentos já realizados por meio da linha de crédito do FGTS voltada ao setor hospitalar.

A iniciativa integra as medidas aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS para ampliar o apoio a hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos, contribuindo para a sustentabilidade financeira das instituições e para o fortalecimento da rede de atendimento à saúde no país.

O Ministério do Trabalho e Emprego também apresentou um balanço da liberação dos recursos do FGTS para trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e tiveram o contrato de trabalho extinto ou suspenso entre 1º de janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025, desde que possuíssem saldo bloqueado na conta vinculada ao vínculo empregatício encerrado ou suspenso.

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A medida possibilitou a liberação de R$ 16,7 bilhões em saldos anteriormente bloqueados, beneficiando 14,6 milhões de trabalhadores em todo o país. A distribuição regional dos recursos demonstra que o Sudeste concentrou a maior parcela dos pagamentos, com 48% do total liberado. Em seguida aparecem as regiões Sul e Nordeste, ambas com 18%, seguidas pelo Centro-Oeste (9%) e Norte (7%).

Do montante efetivamente pago, que alcançou R$ 14,9 bilhões, 34,3% corresponderam a pagamentos superiores a R$ 10 mil, enquanto 33,7% referem-se a valores entre R$ 500 e R$ 3 mil.

Os dados apresentados ao Conselho Curador indicam ainda que a maior parte dos trabalhadores contemplados pertence às faixas de renda entre dois e quatro salários mínimos, evidenciando o alcance social da medida e seu impacto direto sobre trabalhadores de renda média e baixa que tiveram acesso aos recursos retidos em suas contas do FGTS.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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