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Cerimônia marca relançamento do Prêmio VivaLeitura
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Na manhã desta terça-feira (3), a Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles, em Brasília, recebeu o evento de lançamento do 9º Prêmio VivaLeitura. Com investimento de R$ 550 mil, a iniciativa do Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) busca valorizar ações de leitura, literatura, escrita e fortalecimento de bibliotecas e espaços culturais em todo o país. O prêmio contempla quatro categorias e vai reconhecer 25 práticas inovadoras, com R$ 50 mil destinados a cada vencedor e R$ 15 mil a cada finalista.
Durante a cerimônia, a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, destacou que a aprendizagem vai além da sala de aula: “A gente não aprende só na escola. Viver é, por si só, uma experiência de aprendizagem. Mas é quando estamos em conjunto que potencializamos essa força de aprender. O VivaLeitura nos permite justamente isso: exercitar a leitura de forma colaborativa”.
Para o secretário de Formação, Livro e Leitura do MinC, Fabiano Piúba, o prêmio se caracteriza por sua abrangência e seu compromisso com a diversidade de práticas de leitura. “O VivaLeitura visa reconhecer boas práticas de promoção da leitura no Brasil. A escola é um dos eixos, mas também valorizamos as bibliotecas públicas e comunitárias, os espaços diversos, a escrita criativa literária e as ações desenvolvidas no sistema prisional”, explicou.
O lançamento contou ainda com a presença do diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do MinC, Jéferson Assumção, que fez uma retrospectiva das edições anteriores e da política pública de leitura, além de outros gestores das duas pastas.
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A transmissão do evento está disponível no canal do MEC no YouTube. O evento marcou não apenas a retomada do prêmio, mas também o reforço de uma política de valorização da leitura como prática cultural e cidadã. As inscrições estarão abertas de 10 de junho a 11 de julho e poderão ser feitas nos sites do MinC e do MEC. Podem participar tanto pessoas físicas quanto jurídicas. Os projetos inscritos devem apresentar ações que promovam o acesso à leitura e demonstrem impacto social e potencial de continuidade.
Histórico – Criado em 2006, o VivaLeitura já premiou diversas iniciativas que transformaram comunidades por meio da leitura. É o caso do projeto “Jegue Livro”, no Maranhão, que levou acervos literários a zonas rurais em cestos de jegue, e da “Borrachalioteca”, biblioteca criada em uma borracharia na periferia de Sabará (MG), que virou ponto de encontro para leitores da região. Esses são exemplos de como a leitura, quando acessível e próxima do cotidiano das pessoas, pode mobilizar territórios e criar redes de troca e aprendizado.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
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Ministro Wellington Lima apresenta ações do MJSP à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados
Brasília, 9/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, nesta terça-feira (9), de audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados para apresentar iniciativas da pasta e responder a questionamentos de parlamentares sobre segurança pública.
A audiência contou com a presença de outros integrantes da gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre os quais o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; e o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.
Na reunião, o ministro mencionou a atuação integrada entre União, estados, municípios, Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e forças de segurança para o enfrentamento da criminalidade organizada.
Segundo Wellington Lima, a formulação de políticas públicas eficazes depende da cooperação institucional e do diálogo permanente com as Casas Legislativas. “Não há segurança pública sem o Congresso Nacional. A construção de políticas públicas eficazes exige diálogo permanente com o Parlamento, com o Judiciário, com o Ministério Público e com os profissionais que estão na ponta do sistema de segurança”, afirmou.
Entre os temas abordados estiveram as estratégias de combate ao crime organizado, as ações de fortalecimento do sistema prisional, as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e as iniciativas voltadas à descapitalização financeira de organizações criminosas.
Ao tratar das medidas de enfrentamento às facções criminosas, Wellington Lima ressaltou a importância do enfraquecimento financeiro desses grupos.
“O primeiro eixo é exatamente a reprodução e o aperfeiçoamento dos mecanismos de asfixia financeira. É preciso tirar o oxigênio do crime organizado.”
O ministro também apresentou iniciativas voltadas ao aprimoramento da inteligência e da investigação criminal, com foco na ampliação da capacidade de esclarecimento de homicídios e das operações de repressão às organizações criminosas.
Ao abordar o sistema penitenciário, defendeu investimentos em tecnologia, inteligência e protocolos de segurança para impedir a comunicação de lideranças criminosas com grupos que atuam fora das unidades prisionais. “Esse é um problema que não poderia ser adiado de modo algum”, enfatizou.
Operações em unidades prisionais
Durante a audiência, Wellington Lima anunciou que o MJSP realizará, até o final de 2026, uma operação nacional e duas regionais por mês em unidades prisionais de todo o País.
A medida busca reforçar o controle do sistema penitenciário, combater a atuação de organizações criminosas e ampliar a integração entre as forças de segurança e as administrações penitenciárias estaduais.
Plataformas digitais
Sobre plataformas digitais, parlamentares também questionaram os decretos relacionados à atuação das plataformas digitais e às medidas de enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual.
O ministro explicou que as normas foram elaboradas com base em análises técnicas e dados relacionados ao crescimento de ilícitos praticados pela internet, como fraudes eletrônicas, exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgação não autorizada de conteúdo íntimo.
“Os decretos foram elaborados a partir de evidências concretas sobre a crescente centralidade da internet na vida dos brasileiros e sobre a urgência de enfrentar o aumento de crimes, atos ilícitos e condutas abusivas que vêm se multiplicando no ambiente digital”, disse.
De acordo com Wellington Lima, as medidas buscam ampliar a capacidade de resposta do Estado diante desses crimes, sem afastar o papel do Congresso Nacional na discussão e eventual definição de regras permanentes para o setor.
“O Parlamento é sempre quem melhor legisla, mas muitas vezes a sociedade clama por alguma providência mais imediata”, completou.
A audiência integra as atividades de fiscalização e de acompanhamento das políticas públicas conduzidas pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.
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