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CNPE aprova resolução que estabelece diretrizes para o mercado de GLP no âmbito do Programa Gás do Povo

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O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta quarta-feira (1º/4), uma resolução que estabelece diretrizes estratégicas para o mercado de gás liquefeito de petróleo (GLP) no âmbito do Programa Gás do Povo. A medida consolida o alinhamento entre política energética, regulação setorial e justiça social, fortalecendo uma iniciativa recentemente aprovada pelo Congresso Nacional e que garante o acesso gratuito ao gás de cozinha para cerca de 15 milhões de famílias brasileiras em situação de vulnerabilidade.

“O Gás do Povo é também uma política de saúde pública e de transição energética justa. Ao garantir o acesso seguro ao gás de cozinha, reduzimos o uso de lenha e carvão no preparo dos alimentos, protegemos a saúde das famílias brasileiras e avançamos na construção de um país mais justo, com energia limpa, acessível e segura para quem mais precisa”, afirmou o ministro, que presidiu a reunião do Conselho.

A Resolução reconhece o Gás do Povo como instrumento estratégico da Política Energética Nacional, ao contribuir para a proteção dos consumidores quanto a preço e qualidade, a preservação ambiental, o fortalecimento da livre concorrência e a segurança do suprimento de GLP em todo o território nacional. O texto também reafirma o botijão de até 13kg como combustível essencial para a segurança alimentar, a promoção da saúde e a redução de riscos associados ao uso de lenha e carvão vegetal no preparo de alimentos.

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Entre os principais pontos, o documento estabelece parâmetros que ampliam a previsibilidade regulatória do setor, como a estabilidade jurídica das regras, a sinergia entre política pública e regulacao, e a garantia do suprimento contínuo de GLP em todas as regiões do país. A resolução também reforça a necessidade de um ambiente regulatório que estimule a livre e leal concorrência entre os agentes do mercado.

O texto consolida ainda exigências de segurança e qualidade, prevendo a comercialização de embalagens de até 13kg, pré-medidas, com lacre, selo de inviolabilidade e identificação visual do Gás do Povo, sempre em conformidade com as normas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e dos órgãos de defesa do consumidor.

Como medida adicional de monitoramento e transparência, o CNPE considera de interesse da Política Energética Nacional o o acesso pela ANP a documentos fiscais eletrônicos dos agentes regulados aderidos ao Programa Gás do Povo. Os preços de venda de GLP ao consumidor final, agregados por município, passam a ser entendidos como ferramenta essencial para o acompanhamento contínuo da política pública.

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Para apoiar a implementação e o aperfeiçoamento do programa, a Resolução atribui à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) a responsabilidade de, em até 240 dias, atualizar estudos sobre o consumo residencial de lenha e carvão vegetal, aprimorar os dados do Observatório Brasileiro de Pobreza Energética (Obepe), propor pesquisa amostral e censo sobre o uso desses combustíveis e desenvolver análises que subsidiem o monitoramento de preços e a avaliação de eventuais desequilíbrios entre oferta e demanda.

Ao reforçar a segurança do abastecimento de GLP e os princípios da transição energética justa, a aprovação da Resolução pelo CNPE traduz o esforço do Governo do Brasil para integrar regulação, planejamento energético e políticas sociais, assegurando dignidade, saúde e bem-estar a milhões de brasileiros e brasileiras atendidos pelo Programa Gás do Povo.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino

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O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.  

Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade. 

O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.   

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As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.  

Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:  

Secretarias municipais 

2024 

2026 

Índices 

Brasil 

Brasil 

Geral 

26,6 

34,7 

Institucionalização 

38,7 

55,8 

Formação 

20,4 

28,7 

Gestão 

26,0 

27,0 

Material Didático 

31,1 

34,2 

Financiamento 

20,6 

39,9 

Avaliação e Monitoramento 

45,0 

60,2 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).  

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.   

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As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.  

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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