BRASIL
Comissão discute educação de jovens e adultos no PNE
BRASIL
O Ministério da Educação (MEC) participou, nesta quinta-feira, 12 de junho, de audiência pública promovida pela Câmara dos Deputados. O foco do debate foi a educação de jovens, adultos e idosos no âmbito do Plano Nacional de Educação (PNE) 2024-2034. O encontro ocorreu na comissão especial que analisa o novo PNE e está disponível no site da Casa legislativa.
Na audiência, Ana Lúcia Sanches, diretora de Políticas de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos do MEC, destacou as ações do Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação na Educação de Jovens e Adultos (Pacto EJA), lançado pelo MEC em 2024. A política busca superar o analfabetismo; elevar a escolaridade; ampliar a oferta de matrículas da educação de jovens e adultos (EJA) nos sistemas públicos de ensino, inclusive para estudantes privados de liberdade; e aumentar a oferta da EJA integrada à educação profissional.
Segundo a diretora, a EJA implica desafios a serem enfrentados tanto a nível federal quanto local. Isso porque existem municípios brasileiros que ainda não oferecem a modalidade, pois não aderiram ao Pacto. Para Sanches, os estudantes da EJA são muitas vezes invisibilizados e carentes de uma melhor infraestrutura. “O governo federal tem feito um trabalho muito corajoso, especialmente na elaboração do pacto, no seu fortalecimento nos contextos”, observou.
Sobre a EJA no contexto do novo PNE, a diretora reforçou que o enfrentamento do analfabetismo nessa faixa etária significa “abrir portas” para a cidadania. “Essa porta levará a um outro processo que nós esperamos, que é a pessoa fazendo faculdade e o que mais ela quiser fazer. Mas o maior desafio que a gente tem se chama mobilização social. Não está só no Ministério da Educação, não está só nas entidades aqui representadas, mas está em toda a sociedade civil: na igreja, na associação, nos sindicatos. É a defesa pela educação daquela pessoa”, ressaltou.
Também participaram do debate representantes do Departamento Nacional de Educação Básica do Serviço Social da Indústria (Sesi); do Conselho de Administração do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec); do Departamento de Psicologia da Universidade de Évora – Portugal; da Universidade Federal de Goiás (UFG); do Comitê de Educação da Rede Governança Brasil; e do Sesc Nacional.
PNE – O Projeto de Lei nº 2614/24, que detalha o novo PNE, estabelece 18 objetivos para desenvolver a educação no país até 2034. O 10º objetivo trata de assegurar a alfabetização e ampliar a conclusão da educação básica para todos os jovens, adultos e idosos.
A audiência atende aos requerimentos dos deputados Moses Rodrigues (União-CE); Pedro Uczai (PT-SC); Rafael Brito (MDB-AL); Socorro Neri (PP-AC); Tabata Amaral (PSB-SP); e Adriana Ventura (Novo-SP). Segundo os parlamentares, as discussões públicas são essenciais para aprimorar o novo plano, que deve orientar a formulação de políticas públicas educacionais pelos próximos dez anos. Para eles, a experiência acumulada com os dois planos anteriores oferece base para um documento mais eficaz e inclusivo.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC)
Fonte: Ministério da Educação
BRASIL
MEC homologa diretrizes para ensino de arte na educação básica
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, homologou, nesta segunda-feira, 17 de agosto, as diretrizes para o ensino e o aprendizado da arte na educação básica. Produzida pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), a norma complementa a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), orienta os sistemas de ensino e as escolas e reforça a importância da arte na formação integral dos estudantes brasileiros. O documento trata a arte como campo de conhecimento e destaca que o ensino deve ser organizado em quatro componentes: artes visuais, dança, música e teatro. Evento ocorreu na sede do Ministério da Educação (MEC), em Brasília (DF), e contou com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e do presidente do CNE, Cesar Callegari.
Ao garantir que as escolas ensinem sobre conteúdos, métodos, processos de criação, referências culturais e formas próprias de produzir conhecimento, as diretrizes buscam combater a noção de que a arte é uma atividade secundária, recreativa ou destinada apenas a complementar festas e datas comemorativas. Além disso, em um mundo cada vez mais dominado por tecnologias e pela instantaneidade, o Parecer CNE/CEB nº 2, aprovado em 19 de março de 2026, estabelece a arte como campo essencial à formação humana, capaz de promover a criatividade, o pensamento crítico e o diálogo com outras áreas. Entre as novas diretrizes estão:
- Arte como prática integradora – Deve ser vista como prática educativa com potencial para integrar experiências dentro e fora do ambiente escolar.
- Processos criativos e reflexivos – O ensino envolve criação, experimentação, apreciação e reflexão crítica, além da técnica e da reprodução.
- Contextualização e análise crítica – Analisar obras em seus contextos históricos, sociais e culturais amplia o repertório cultural dos estudantes.
- Desenvolvimento integral do estudante – O ensino de arte favorece o desenvolvimento cognitivo, afetivo, social, cultural e estético dos estudantes.
Caberá às redes de educação definirem uma carga horária equilibrada e coerente para cada componente curricular de arte, com a implementação de dois por ano, evitando sobreposições e garantindo a continuidade da aprendizagem. Além disso, as escolas também deverão avaliar as condições físicas e pedagógicas para ofertar os componentes; elaborar planos com metas progressivas para melhorar espaços, materiais e recursos; integrar o espaço escolar com equipamentos culturais e artísticos locais; e fomentar parcerias com a comunidade para enriquecer a educação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do CNE
Fonte: Ministério da Educação



