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Compras de R$ 1 bilhão para o SUS terão margem de preferência e conteúdo local

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A Comissão Interministerial de Inovações e Aquisição do PAC (CIIA-PAC) vai lançar, em junho, uma resolução com as regras de margem de preferência e de conteúdo local para as próximas compras de produtos e equipamentos de saúde pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estimadas em R$ 1 bilhão.

O anúncio foi feito pelo secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (SDIC/MDIC), Uallace Moreira, nesta quinta-feira (29), durante a reunião do Grupo Executivo do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (GECEIS). Ele ressaltou as compras públicas como instrumento estratégico da Nova Indústria Brasil (NIB) para fomentar o setor produtivo nacional.

“Teremos uma compra do PAC Saúde de aproximadamente R$ 1 bilhão para este ano, envolvendo dois instrumentos fundamentais para que essa compra seja internalizada no Brasil e fortaleça a cadeia produtiva nacional: tanto o conteúdo local como também a margem de preferência”, anunciou Moreira.

O secretário ressaltou aos participantes que compras públicas são um instrumento utilizado no mundo todo.

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“Absolutamente todos os países com políticas industriais têm interesse em ter a garantia de compras públicas, que trazem previsibilidade em um espaço temporal extremamente razoável”, disse.

“Sem isso, no setor de alta complexidade tecnológica, dificilmente teríamos empresários correndo riscos de investimento frente às incertezas e aos riscos futuros”, explicou Moreira.

O fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde é o tema da Missão 2 da NIB. Atualmente, o Brasil produz em torno de 45% das necessidades nacionais em medicamentos, vacinas, equipamentos e dispositivos médicos, materiais e outros insumos e tecnologias em saúde. As metas são elevar a produção a 50% até 2026 e a 70% até 2033.

A CIIA-PAC já estabeleceu a aquisição de produtos nacionais nos investimentos do PAC relativos aos eixos de transição energética (aerogeradores e painéis solares) e mobilidade urbana (ônibus e trens).

Parcerias para desenvolvimento produtivo e inovação

Durante a reunião do GECEIS, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou as portarias que criam sete Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) e 22 Parcerias de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), com o objetivo de ampliar o acesso a medicamentos e produtos para saúde considerados estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS), além de fortalecer o Complexo Econômico-Industrial do país.

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A PDP permite a transferência de tecnologia de produtos estratégicos para o SUS para laboratórios nacionais, possibilitando redução de preços e introdução tecnológica no país. A compra dos medicamentos das sete PDPs, que inclui tratamento para doenças raras, totaliza R$ 2 bilhões por ano.

A PDIL estimula a produção, desenvolvimento e inovação nacional em saúde, com o objetivo de fortalecer o SUS. Com investimentos de R$ 377,8 milhões, os 22 projetos aprovados contemplam iniciativas como teste respiratório de dengue, ultrassom móvel, vacina da gripe e transplante de células de animais para humanos.

Foto: Júlio César Silva/MDIC

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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