CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

BRASIL

Conectividade aumenta em escolas indígenas, quilombolas e rurais

Publicados

BRASIL

Por meio da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), o Ministério da Educação (MEC) tem avançado na ampliação do acesso à internet de qualidade e na garantia do uso pedagógico da tecnologia em toda a rede pública. Ao longo dos últimos quatro anos, as escolas indígenas, quilombolas e rurais, que são unidades historicamente marcadas por maiores desafios de acesso à infraestrutura, apresentaram aumento acima da média nacional.  

Nas escolas indígenas, o percentual de unidades com conectividade dentro dos parâmetros adequados passou de 10,1% para 48,3%. Nas instituições quilombolas, o avanço foi de 34,1% para 72,5% e, nas escolas do campo, o índice subiu de 38,4% para 71,3%. 

Os resultados refletem a atuação articulada da Enec, que integra diferentes políticas públicas de conectividade escolar e combina investimentos em infraestrutura, apoio técnico às redes de ensino, oferta de recursos e ações voltadas à educação digital e midiática. 

A aluna Camily Guedes, que está no 6º ano da Escola São Judas Tadeu, na zona rural de Manaus, explicou o que mudou na escola após a chegada da internet. “Antes, quando o livro não tinha a resposta que a gente precisava para um trabalho ou dever de casa, a gente nem sempre conseguia fazer o que era pedido. Agora, com a tecnologia, a gente tem mais facilidade para pesquisar os assuntos e encontrar as respostas necessárias, além de conseguirmos utilizar a tecnologia para estudar de maneiras mais diversas e divertidas, com o uso de jogos, por exemplo. Então, hoje, a gente aprende bem mais e melhor”, completou. 

Camily Guedes, estudante da Escola São Judas Tadeu,  na zona rural de Manaus. Foto: Divulgação/MEC
Camily Guedes, estudante da Escola São Judas Tadeu, na zona rural de Manaus. Foto: Divulgação/MEC
Leia Também:  Cerimônia de transmissão de cargo do MDIC

“A internet trouxe um impacto grande na vida da minha filha, por facilitar na hora de pesquisar e de realizar as atividades do dia a dia”, disse a mãe da Camily, Geisiane Vasconcelos. “Com a chegada da tecnologia, ela está muito mais motivada e interessada em ir para a escola e em participar das atividades desenvolvidas, já que agora ela tem acesso a novas oportunidades e conhecimentos que antes ela teria muito mais dificuldade de conseguir”. 

Na rede pública, entre 2023 e 2026, o número de escolas conectadas em nível adequado saltou de 62,8 mil para 99 mil, o que representa um aumento de 57,6%. Para atingir esses números, que também chegaram às demais escolas da rede pública, foram investidos R$ 4,3 bilhões em ações de educação digital e midiática, em obras de infraestrutura e no lançamento de campanhas para conscientizar a comunidade escolar. 

Iniciativas – Mais do que conectar as escolas, a Enec garante que a conectividade esteja a serviço da aprendizagem, promovendo a inclusão e a cidadania digital. Nesse contexto, o MEC desenvolve ações que integram infraestrutura, currículo e formação: 

  • Educação digital obrigatória na educação básica a partir deste ano; 
  • Especialização em educação digital para mais de 4,7 mil municípios; 
  • 82 cursos sobre educação digital e midiática, com 471 mil certificados; 
  • Mais de 180 mil professores com saberes digitais mapeados; 
  • Livros de educação digital e midiática nas escolas do ensino fundamental (2027 e 2028) e médio (2026); 
  • Ata de registro de preços para compra facilitada de dispositivos adequados. 
Leia Também:  Inmetro e ANP fazem operação nacional contra fraudes em postos de combustíveis

Escolas Conectadas A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas promove a conectividade com qualidade e intencionalidade, entendendo a infraestrutura como base para o desenvolvimento da educação digital e midiática. A partir de uma atuação integrada, a Estratégia busca transformar as escolas públicas, garantindo não apenas o acesso, mas o uso pedagógico seguro e qualificado das tecnologias. 

Coordenada pelo MEC, em colaboração com outros órgãos do governo federal e redes de ensino, a iniciativa prevê R$ 8,8 bilhões de aportes, sendo R$ 6,5 bilhões provenientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), dos quais R$ 2,6 bilhões já foram executados. 

Resumo | 99 mil escolas conectadas 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

Propaganda

BRASIL

Inscrições abertas para pós-graduação em Segurança Pública e Políticas sobre Drogas

Publicados

em

Brasília, 23/6/2026 – Estão abertas as inscrições para a pós-graduação lato sensu em Segurança Pública e Políticas sobre Drogas. A capacitação é uma iniciativa da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Esta é a segunda edição do curso, que teve o início das inscrições quinta-feira (18).

Os interessados podem se inscrever até 12 de julho, por meio da página do Centro de Educação a Distância (Cead) da universidade. Na modalidade de ensino a distância (EaD), são ofertadas 150 vagas destinadas a profissionais das polícias militares, civis, corpos de bombeiros militares, perícias e guardas municipais.

De acordo com a diretora de Ensino e Pesquisa da DEP, Michele dos Ramos, o curso integra as diferentes dimensões das políticas sobre drogas, incluindo abordagens de prevenção, atenção à saúde e repressão qualificada.

“O enfrentamento do tráfico de drogas e do crime organizado precisa contemplar políticas repressivas, políticas de prevenção, foco no atendimento a saúde do usuário e a oferta de alternativas lícitas de renda”, destaca.

Leia Também:  Aviação doméstica supera 25 milhões de passageiros e bate recorde no 1º trimestre

Segundo o diretor de Pesquisa, Avaliação e Gestão de Informações da Senad, Daniel Edler, o curso é parte de uma iniciativa de todo o MJSP de promoção de políticas públicas baseadas em evidências e praticadas por servidores cada vez mais capacitados, diz.

Conteúdo e resultados do curso

A capacitação foi desenvolvida para ampliar os conhecimentos dos profissionais do Sistema Único de Segurança Pública sobre políticas sobre drogas, promovendo uma abordagem baseada em evidências, na atuação intersetorial e no respeito aos direitos fundamentais.

A formação apresenta os principais marcos legais da política de drogas no Brasil, analisa os impactos da Lei nº 11.343/2006 na segurança e na saúde pública e estimula a adoção de práticas qualificadas, preventivas e integradas.

Também incentiva o diálogo entre o conhecimento acadêmico e a experiência dos profissionais de segurança, fortalecendo metodologias participativas de ensino e contribuindo para a construção de estratégias mais eficazes, racionais e humanizadas no enfrentamento ao tema das drogas.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA