CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

BRASIL

Conheça as organizações que vão implementar novos Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social

Publicados

BRASIL

Brasília, 28/05/2025 – Nessa terça-feira (27), foi divulgado o resultado definitivo do edital para financiamento das organizações da sociedade civil que vão implementar novos Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social (Cais). As ações previstas serão implementadas por essas entidades em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Política sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad).

Os principais objetivos dos Cais são a garantia do acesso a direitos, à inclusão social, a integração às redes intersetoriais e a promoção da cidadania para a população em situação de vulnerabilidade social, com demandas relacionadas ao uso de drogas.

“A proposta do edital é fortalecer as parcerias com a sociedade civil, com equipes que vão atuar na redução de barreiras de acesso a direitos, especialmente aquelas associadas ao estigma e ao preconceito. A ideia é que as equipes dos Cais, a partir da escuta qualificada, possam identificar demandas, sejam elas no campo da saúde, da assistência social, ou mesmo relacionadas à orientação jurídica, e possam dar o encaminhamento adequado”, explica a diretora de Prevenção e Reinserção Social (DPRS), da Senad, Nara Araújo.

Leia Também:  Aviação doméstica supera 25 milhões de passageiros e bate recorde no 1º trimestre

A partir da oferta de espaços de vivência, as organizações contempladas no edital poderão identificar e atender demandas emergenciais, como alimentação, banho e lavanderia, além de oferecer o primeiro atendimento para identificar as necessidades e direcionar o cidadão ou a cidadã para o suporte necessário. Os Cais também serão pontos de convivência, com oficinas profissionalizantes, atividades de arte e cultura, além de um lugar de incentivo à expressão e à escuta dessas pessoas.

Araújo explica que a atuação do Cais não se limita às ações de encaminhamento. “A ideia é que seja um espaço onde se desenvolvam estratégias de mediação de conflito, inserção produtiva e geração de renda e frentes de trabalho, incluindo os circuitos de economia solidária, com destaque para o cooperativismo social, buscando oferecer uma abordagem integral para as pessoas que busquem atendimento nesses espaços. É um lugar onde elas podem se expressar e ser escutadas”, completa.

Com a divulgação do resultado definitivo, as organizações passarão para a fase de celebração do acordo com o MJSP, que envolve a análise de toda a documentação necessária. As organizações sociais também deverão apresentar seus planos de trabalhos detalhados para que a Senad faça a validação e assegure que as atividades estejam condizentes com a realidade e os requisitos do edital.

Leia Também:  Investimento de R$ 7,5 milhões do Ministério do Turismo em Gramado (RS) reforça oferta de atrativos locais

Após a celebração e a assinatura do acordo, as organizações da sociedade civil terão o prazo de um ano para a execução do trabalho. Conheça as entidades selecionadas:

  • Centro de Convivência e de Lei
  • Instituto Águas Novas
  • Centro de Desenvolvimento e Cidadania
  • Cemar — Centro de Educação Integral Margarida Pereira da Silva
  • Espaço Cidadania e Oportunidades Sociais

Expansão

O edital de chamamento público para a seleção de organizações de sociedade civil que vão implementar os Cais foi uma resposta do Governo Federal a demandas sociais urgentes.

A ideia é que os projetos selecionados por editais garantam um início rápido dos trabalhos e façam parte de uma rede de atendimento que também incluirá parcerias com os entes federados e instituições acadêmicas.

O planejamento da Senad é garantir capilaridade na implementação dos Cais, chegando, ainda em 2025, a 128 unidades, assegurando que o serviço alcance populações vulnerabilizadas em todo o País.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Propaganda

BRASIL

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

Publicados

em

A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

Leia Também:  Webinário orienta sobre adesão à política de educação indígena

Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

Leia Também:  Investimento de R$ 7,5 milhões do Ministério do Turismo em Gramado (RS) reforça oferta de atrativos locais

Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA