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Conselho Curador aprova proposta de R$ 160,2 bi para o FGTS em 2026

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O Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (CCFGTS) aprovou nesta terça-feira (11) o orçamento financeiro, operacional e econômico do FGTS para o exercício de 2026 e os orçamentos plurianuais para o período 2027-2029. Para o próximo ano serão R$ 160,2 bilhões, um acréscimo de R$ 8,2 bilhões (5,4%) em relação ao orçamento vigente de 2025. 

A reunião do Conselho do FGTS, presidida pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, acatou a proposta do Ministério das Cidades por unanimidade e reserva R$ 144,5 bilhões para habitação, sendo R$ 125 bi para habitação popular. Saneamento básico e infraestrutura urbana receberão outros R$ 8 bi cada setor e para desconto em subsídio, destinado a famílias de baixa renda, serão destinado R$ 12,5 bilhões no próximo orçamento.  

Alinhadas com um dos principais objetivos do Fundo, que é o financiamento de políticas sociais que beneficiem o trabalhador e a população de baixa renda, a proposta de orçamento aprovado visa garantir as ações do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV) e do Novo PAC, prioridades do atual governo.

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Com a ampliação do atual orçamento de descontos de R$12 bilhões para R$ 12.5 bilhões para o próximo ano, o gestor ampliou o valor de descontos concedido aos habitantes de baixa renda da região Norte, que poderão receber até R$ 65 mil em subsídio a casa própria pelo FGTS em 2026, continuando em R$ 55 mil para as outras regiões do país.

Para os próximos anos a previsão é de um orçamento de R$ 144,5 bi para 2027, R$ 139,5 bilhões para 2028 e R$ 139,5 bi para 2029.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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​Copa Feminina de 2027 é oportunidade para deixar legado além dos gramados, defendem especialistas durante painel no Fórum de Mulheres no Turismo

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A realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino no Brasil convida a uma reflexão que vai muito além do esporte: durante quase 40 anos, o futebol feminino foi proibido no país, sendo permitido apenas em 1983. Nesse período, o Brasil já havia conquistado três títulos mundiais masculinos e sediado uma Copa. Esse contraste evidencia a importância do evento no ano que vem, que pela primeira vez acontece na América do Sul.

​A secretária extraordinária da Copa do Mundo Feminina 2027, Juliana Agatte, afirmou, nesta quarta-feira (3), que o evento deve ser utilizado como instrumento de transformação social e de ampliação dos direitos das mulheres.

​Ela destacou que a preparação para o Mundial já incorpora discussões sobre mobilidade, sustentabilidade, segurança e turismo sob uma perspectiva feminina, com o objetivo de deixar protocolos permanentes para os destinos brasileiros.

​“Não estamos falando apenas dos 50 dias da competição. Queremos que as medidas construídas para a Copa permaneçam como legado para as mulheres dentro e fora dos estádios, ampliando o acesso, a segurança e a participação feminina nesses espaços”, ressaltou.

​As declarações foram feitas durante o painel “Turismo, Futebol e a Copa do Mundo Feminina Brasil 2027”, realizado durante o Fórum Internacional de Turismo para Mulheres, que acontece até esta quinta-feira (4), em João Pessoa (PB).

​O evento, promovido pelo Ministério do Turismo em parceria com a ONU Turismo, debate o protagonismo feminino no setor.

​Agatte falou sobre a importância dos espaços de debate, fundamentais para destacar a relevância da centralidade das mulheres nessa agenda, garantindo que elas estejam no centro das discussões e das políticas públicas.

​“Da mesma forma, a segurança deve ocupar lugar central. Temos dialogado com todas as forças envolvidas para assegurar um olhar diferenciado para as mulheres, com protocolos específicos dentro dos estádios e medidas que garantam ambientes seguros dentro e fora deles”, afirmou.

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​Durante sua participação, Agatte disse que o Mundial representa uma oportunidade para ampliar a visibilidade da história das mulheres no esporte e incorporar essa narrativa às experiências turísticas do país. Para ela, museus, espaços culturais, estádios, escolas e roteiros turísticos podem contribuir para valorizar a trajetória do futebol feminino brasileiro e fortalecer o protagonismo das mulheres em uma das principais expressões culturais nacionais.

​A FIFA prevê um investimento recorde de cerca de R$ 4,2 bilhões para a edição de 2027 da Copa do Mundo Feminina Brasil, valor que corresponde ao dobro do montante destinado à Copa anterior, na Austrália e na Nova Zelândia.

Acompanhando o crescimento, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também projeta aplicar R$ 685 milhões nas competições femininas locais.

​Para a representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret, a Copa do Mundo Feminina de 2027 representa uma oportunidade para acelerar políticas voltadas à autonomia econômica, à segurança e à ampliação de oportunidades para as mulheres. Segundo ela, o legado do torneio pode beneficiar desde empreendedoras e trabalhadoras do turismo até meninas que passarão a enxergar novas possibilidades de futuro a partir da maior visibilidade feminina no esporte e nos espaços de liderança.

​Palayret ainda afirmou que a Copa pode gerar impactos concretos para as mulheres em diferentes níveis. “Estamos falando de ampliar o acesso a crédito, capacitação e mercados, fortalecer negócios liderados por mulheres, valorizar o artesanato, a gastronomia, o turismo comunitário e criar ambientes mais seguros para turistas e trabalhadoras. Mas também estamos falando de inspiração. Quando meninas veem mulheres ocupando espaços de liderança, elas passam a acreditar que também podem chegar lá”.

​Já a jornalista Alicia Klein chamou a atenção para o papel da comunicação na construção do legado do torneio. Para ela, a Copa não deve ser encarada apenas como um evento voltado ao público feminino, mas como uma oportunidade de ampliar a visibilidade das mulheres no esporte e transformar a forma como a sociedade se relaciona com o futebol.

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​“A Copa tem o poder de mobilizar pessoas muito além de quem acompanha futebol. É um evento esportivo, cultural e turístico. Quanto mais tratarmos o futebol feminino com a relevância que ele merece, maior será sua capacidade de inspirar meninas, criar referências para os meninos e ampliar o espaço das mulheres dentro e fora dos estádios”, afirmou.

​O debate reuniu três perspectivas sobre o Mundial: a preparação do país para receber a competição, a promoção da igualdade de gênero e dos direitos humanos e o papel da comunicação na valorização das mulheres no esporte e no turismo.

​Construção de legado

​Ao final do painel, as participantes foram convidadas a refletir sobre qual legado gostariam de ver a Copa do Mundo Feminina de 2027 deixar para o Brasil. Em comum, defenderam que o torneio seja capaz de ampliar oportunidades para as mulheres dentro e fora do esporte, fortalecendo sua presença como atletas, profissionais, empreendedoras, turistas e lideranças.

​Juliana Agatte destacou a expectativa de que a competição impulsione oportunidades concretas para as mulheres, com impactos em áreas como turismo, geração de renda, segurança e ocupação de espaços de liderança.

​Palayret ressaltou a importância de ampliar as possibilidades para meninas e mulheres e consolidar o futebol feminino como uma verdadeira paixão nacional.

​Para Alicia Klein, o principal legado será romper definitivamente a ideia de que o futebol é um espaço masculino. “O futebol precisa ser entendido como algo de todos. Essa transformação beneficia não apenas o esporte, mas a sociedade como um todo”, afirmou.

Por João Pedrini
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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