BRASIL
Consulta pública em Brasília encerra fase de contribuição popular para a construção do novo Planad
BRASIL
Brasília, 23/07/2025 – Cerca de 400 pessoas participaram da etapa nacional da consulta pública para a construção do novo Plano Nacional de Política sobre Drogas (Planad), nesta quarta-feira (23), em Brasília (DF). O encontro encerrou a fase de participação popular da elaboração do documento, que contou com outras cinco consultas presenciais, uma em cada região brasileira. Cidadãos e entidades interessadas também puderam enviar sugestões remotamente, pela plataforma Participa+Brasil.
Foram mais de 2 mil participações virtuais, dez escutas temáticas livres — organizadas por instituições da sociedade civil — e mais de 4 mil presenciais. As reuniões ocorreram em Belém (PA), Cuiabá (MT), Teresina (PI), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS).
Com o encerramento das escutas públicas, o processo segue para a sistematização dos dados e a construção da proposta final do novo Planad. O documento será submetido ao Conad para aprovação e passará a orientar a Política Nacional sobre Drogas nos próximos anos.
As consultas foram organizadas pelo Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad), colegiado gerido pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Durante a mesa de abertura em Brasília, a secretária da Senad, Marta Machado, destacou que a participação popular para a construção de um plano nacional reflete a diversidade e a complexidade do País. “Estamos construindo um plano a partir das vozes da sociedade. As contribuições, tanto presenciais quanto on-line, serão a base para a formulação de uma política pública mais justa, efetiva e democrática”, afirmou.
O coordenador da Comissão de Política sobre Drogas do Conad, Michel Marques, ressaltou que só é possível ter um plano efetivo se ele refletir a realidade da população brasileira. “Precisamos ouvir, acolher e transformar essas vozes em diretrizes de Estado”, destacou Michel.
O cuidado com pessoas em situação de uso problemático de substâncias é prioridade do Governo Federal. “As políticas sobre drogas devem ser pensadas a partir das pessoas e suas trajetórias, e não apenas das substâncias. É fundamental ampliar o acesso à saúde mental com estratégias diversas, acolhedoras e intersetoriais”, concluiu o diretor do Departamento de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas, do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati.
Também participaram da mesa de abertura o diretor do Departamento de Entidades de Apoio e Acolhimento Atuantes em Álcool e Drogas, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Sâmio Falcão; e da diretora de Participação Digital e Comunicação em Rede Secretaria Nacional de Participação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República, Carla Bezerra.
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MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais
O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.
O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.
A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.
Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.
Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.
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