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COP30 discute instituições federais e transição energética

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O Ministério da Educação (MEC) participou de mais uma mesa-redonda na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA). Com transmissão ao vivo pelo canal do MEC no YouTube, o evento intitulado “Formação Profissional e Transição Energética: o papel das instituições federais de educação na descarbonização da matriz energética brasileira” foi mediado por Marcelo Bregagnoli, secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC. 

“Como país anfitrião, o Brasil demonstra seu compromisso com o multilateralismo e com a implementação do Acordo de Paris, buscando uma Agenda de Ação que traga resultados contra a crise climática e a injustiça ambiental. Essa agenda é composta por 30 objetivos-chave, e as atividades do MEC na COP30 estão alinhadas ao Objetivo 18, que trata da educação, capacitação e geração de empregos para enfrentar a mudança do clima. Nesse sentido, este evento é uma oportunidade ímpar para consolidar avanços, estabelecer compromissos globais e garantir que a educação permaneça como um alicerce das políticas climáticas e do desenvolvimento sustentável”, apontou Bregagnoli.  

A mesa destacou o Programa para Desenvolvimento em Energias Renováveis e Eficiência Energética nas Instituições Federais de Educação (EnergIFE), iniciativa estratégica do MEC para impulsionar a formação profissional e tecnológica alinhada à transição energética e à economia de baixo carbono. Entre as principais ações do programa estão implementação de laboratórios e usinas de geração de energia renovável na Rede Federal; criação e oferta de cursos de qualificação e técnicos para formar profissionais nas áreas de energia renovável, como a solar fotovoltaica; e ajuda às instituições para implementarem iniciativas que melhorem a gestão e a eficiência no uso de energia.  

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Segundo dados apresentados por Bregagnoli, o EnergIFE qualificou mais de 24 mil pessoas em 135 municípios, com o apoio de 2 mil professores responsáveis por cursos como energia fotovoltaica, eólica, hidrogênio verde, mobilidade elétrica, eficiência energética em edificações e indústria. Além da qualificação, o programa tratou também da aquisição de usinas solares e fotovoltaicas e da economia em energia que elas proporcionam. 

Participantes – Além de Bregagnoli, participaram da mesa-redonda Cláudio Alex Rocha, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA); Leila Ribeiro, professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá (Ifap); Bruno Eduardo Carmelito, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas (IFSuldeMinas); Jaime Cavalcante Alves, reitor do Instituto Federal do Amazonas (Ifam); e Ana Paula Palheta Santana, reitora do IFPA. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)  

Fonte: Ministério da Educação

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Ministro Wellington Lima apresenta ações do MJSP à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados

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Brasília, 9/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, nesta terça-feira (9), de audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados para apresentar iniciativas da pasta e responder a questionamentos de parlamentares sobre segurança pública.

A audiência contou com a presença de outros integrantes da gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre os quais o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; e o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.

Na reunião, o ministro mencionou a atuação integrada entre União, estados, municípios, Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e forças de segurança para o enfrentamento da criminalidade organizada.

Segundo Wellington Lima, a formulação de políticas públicas eficazes depende da cooperação institucional e do diálogo permanente com as Casas Legislativas. “Não há segurança pública sem o Congresso Nacional. A construção de políticas públicas eficazes exige diálogo permanente com o Parlamento, com o Judiciário, com o Ministério Público e com os profissionais que estão na ponta do sistema de segurança”, afirmou.

Entre os temas abordados estiveram as estratégias de combate ao crime organizado, as ações de fortalecimento do sistema prisional, as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e as iniciativas voltadas à descapitalização financeira de organizações criminosas.

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Ao tratar das medidas de enfrentamento às facções criminosas, Wellington Lima ressaltou a importância do enfraquecimento financeiro desses grupos.

“O primeiro eixo é exatamente a reprodução e o aperfeiçoamento dos mecanismos de asfixia financeira. É preciso tirar o oxigênio do crime organizado.”

O ministro também apresentou iniciativas voltadas ao aprimoramento da inteligência e da investigação criminal, com foco na ampliação da capacidade de esclarecimento de homicídios e das operações de repressão às organizações criminosas.

Ao abordar o sistema penitenciário, defendeu investimentos em tecnologia, inteligência e protocolos de segurança para impedir a comunicação de lideranças criminosas com grupos que atuam fora das unidades prisionais. “Esse é um problema que não poderia ser adiado de modo algum”, enfatizou.

Operações em unidades prisionais

Durante a audiência, Wellington Lima anunciou que o MJSP realizará, até o final de 2026, uma operação nacional e duas regionais por mês em unidades prisionais de todo o País.

A medida busca reforçar o controle do sistema penitenciário, combater a atuação de organizações criminosas e ampliar a integração entre as forças de segurança e as administrações penitenciárias estaduais.

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Plataformas digitais

Sobre plataformas digitais, parlamentares também questionaram os decretos relacionados à atuação das plataformas digitais e às medidas de enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual.

O ministro explicou que as normas foram elaboradas com base em análises técnicas e dados relacionados ao crescimento de ilícitos praticados pela internet, como fraudes eletrônicas, exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgação não autorizada de conteúdo íntimo.

“Os decretos foram elaborados a partir de evidências concretas sobre a crescente centralidade da internet na vida dos brasileiros e sobre a urgência de enfrentar o aumento de crimes, atos ilícitos e condutas abusivas que vêm se multiplicando no ambiente digital”, disse.

De acordo com Wellington Lima, as medidas buscam ampliar a capacidade de resposta do Estado diante desses crimes, sem afastar o papel do Congresso Nacional na discussão e eventual definição de regras permanentes para o setor.

“O Parlamento é sempre quem melhor legisla, mas muitas vezes a sociedade clama por alguma providência mais imediata”, completou.

A audiência integra as atividades de fiscalização e de acompanhamento das políticas públicas conduzidas pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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