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CPOP: transmissão ensina passo a passo para adesão
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O Ministério da Educação (MEC) realizará, na quinta-feira, 5 de fevereiro, a videoconferência “Passo a Passo para Inscrição no Edital CPOP 2026”. O objetivo do encontro é orientar os coordenadores dos cursinhos populares de todo o país sobre como realizar a inscrição na Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), referente ao Edital nº 1/2026, que contemplará 514 cursinhos populares. A transmissão será às 19h (horário de Brasília), pelo canal do MEC no YouTube.
Em 2026, o investimento previsto para a CPOP é de R$ 108 milhões. As propostas apresentadas pelos cursinhos devem atender, prioritariamente, estudantes financeiramente desfavorecidos que estudaram em escolas públicas, negros, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e com renda familiar por pessoa de até um salário mínimo. Em 2025, foram investidos R$ 49,8 milhões para apoio a 384 cursinhos por todo o país.
As inscrições estão abertas e deverão ser realizadas por meio da plataforma Gov.br até o dia 27 de fevereiro. Os cursinhos contemplados seguirão contando com o suporte técnico e financeiro para a preparação de estudantes socialmente desfavorecidos, que buscam ingressar na educação superior pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Cada cursinho selecionado poderá receber até R$ 208 mil. O valor contempla, entre outras ações, o auxílio-permanência de R$ 200 mensais para estudantes; o apoio financeiro para educadores, coordenadores e profissionais de apoio técnico-pedagógico e psicossocial; além da aquisição de recursos materiais para as atividades administrativas. O auxílio-permanência será pago por até oito meses e poderá atender de 20 a 40 estudantes por cursinho contemplado.
Podem participar da seleção cursinhos populares legalmente instituídos, cursinhos informais (por intermédio de instituição operadora), iniciativas vinculadas a projetos ou programas de extensão e redes de cursinhos populares. Os cursinhos que já integram a CPOP poderão solicitar a prorrogação do apoio, desde que apresentem relatório final de atividades e tenham a prestação de contas aprovada.
CPOP – A Rede Nacional de Cursinhos Populares tem como propósito oferecer suporte técnico e financeiro para a preparação de estudantes da rede pública socialmente desfavorecidos que buscam ingressar na educação superior por meio do Enem. Para isso, o programa atua no fortalecimento dos cursinhos pré-vestibulares populares e comunitários, fornecendo orientações específicas para o Enem, auxiliando na estruturação e implementação de ações de formação. O objetivo é ampliar as chances de acesso dos estudantes que são público da Lei de Cotas à educação superior e estimular o interesse dos jovens pelo exame, contribuindo para a ocupação de vagas em cursos de graduação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
BRASIL
Em 20 dias, Programa Brasil Contra o Crime Organizado apreende 67 toneladas de drogas, 639 armas e prende 473 pessoas
O programa foi lançado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública com previsão de R$ 11,1 bilhões e atua em quatro frentes: cortar o dinheiro das facções, recuperar o controle dos presídios, melhorar a investigação de homicídios e desmontar o mercado ilegal de armas. A ideia central é reunir União, estados e municípios numa resposta coordenada — e os primeiros resultados mostram esse modelo funcionando.
Os primeiros 20 dias
Os dados da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) mostram que os R$ 30,4 milhões gastos no período geraram R$ 361,3 milhões em prejuízo estimado ao crime — quase R$ 12 de dano às facções para cada R$ 1 investido. O número supera em 251% tudo o que estava previsto para os primeiros 90 dias do programa.
No acumulado de abril e maio, as ações da SENASP e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOPI) resultaram em 2.182 prisões em flagrante, além das apreensões de drogas, armas e veículos. O prejuízo econômico ao crime, sem contar o valor das drogas, chegou a R$ 223,54 milhões. As Operações Narke e Renocrim conseguiram o bloqueio judicial de R$ 436 milhões em ativos.
Presídios
A 11ª fase da Operação Mute entrou em 124 presídios com 4.042 policiais penais. Foram 3.728 celas revistadas e 680 celulares apreendidos — aparelhos usados por líderes de facções para dar ordens de dentro da cadeia. Desde que a operação começou, em 2023, já saíram das prisões brasileiras 8.646 celulares, com participação de mais de 38 mil policiais penais e mais de 37 mil celas revistadas.
Polícia Federal
Só em abril, a Polícia Federal homologou 128 operações, prendeu 849 pessoas em flagrante e efetuou 1.371 capturas pelos Grupos de Capturas. Foram cumpridos 295 mandados de busca e apreensão. O prejuízo financeiro ao crime chegou a R$ 272 milhões em descapitalização. A PF apreendeu ainda 160 armas, 4.563 munições, 5,6 toneladas de cocaína e 20,9 toneladas de maconha no período.
Fronteiras e Amazônia
As operações de fronteira chegaram às 27 unidades da Federação — em 2025, atuavam em apenas sete estados. O programa avançou também pela Amazônia, com foco em sete regiões prioritárias e 42 municípios de seis estados: Acre, Amazonas, Pará, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Paraná.
Cooperação internacional
Em Assunção, o ministro Wellington César Lima e Silva se reuniu com Jalil Rachid, titular da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD), para reforçar a parceria no combate ao tráfico nas regiões de fronteira. A Operação Nova Aliança, em andamento desde 2012 em conjunto com a Polícia Federal, acumula a destruição de 1.218 acampamentos de cultivo, a eliminação de 11,2 milhões de quilos de maconha e R$ 1,6 bilhão em prejuízo direto às organizações criminosas.
Wellington Lima participou também da 55ª Reunião de Ministros do Interior e Segurança do Mercosul (RMIS) e da 63ª Reunião de Ministros da Justiça do bloco (RMJ), onde apresentou o programa como contribuição do Brasil à segurança regional. “Quanto mais forte a capacidade de cada Estado-Parte, mais resiliente será nossa região frente às ameaças comuns”, disse o ministro.
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