BRASIL
Crescimento do fluxo turístico entre Brasil e Chile é destaque na aproximação comercial dos dois países
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O crescimento do fluxo turístico entre o Brasil e o Chile no último ano foi um dos resultados positivos citados pelo presidente chileno, Gabriel Boric, para ilustrar a importância da aproximação comercial dos dois países. O pronunciamento aconteceu durante a visita oficial do líder sul-americano nesta terça-feira (22.04) a Brasília (DF). A agenda marca a comemoração do Dia da Amizade Brasil-Chile, cuja relação bilateral teve início em 22 de abril de 1836.
“Hoje, eu quero destacar, em especial, o avanço no turismo em nossos países! Como cresceu a relação turística entre o Brasil e o Chile, e isso é realmente é fantástico, me surpreendi muito!”, comentou Boric. Em 2024, 653,8 mil turistas chilenos visitaram destinos brasileiros, bem superior aos 458,5 mil registrados em 2023. Já o Brasil enviou 787.096 visitantes ao Chile no ano passado, maior que os 485.933 computados em 2023. A alta continua neste ano: nos primeiros três meses de 2025, 286.910 turistas chilenos já vieram ao Brasil, enquanto o Chile recebeu 76.741 visitantes brasileiros.
Boric ainda citou a diversidade da gastronomia brasileira e a similaridade de idiomas, o que, segundo ele, tem atraído cada vez mais chilenos ao Brasil. Em contrapartida, é o inverno, com experiências na neve, que leva brasileiros ao Chile. “Os turistas, quando têm uma boa experiência onde visitam, são os nossos melhores porta-vozes. Então, eu me sinto muito orgulhoso quando nossos compatriotas do Chile vêm ao Brasil e me sinto feliz em receber os brasileiros”, completou Boric.
Em seu discurso, o presidente Lula apontou como as políticas sociais brasileiras melhoram a qualidade de vida da população e movimentam a economia, gerando, inclusive, o aumento do turismo. “Nesses últimos dois anos, os mais pobres tiveram um crescimento na renda de 10,7%. É isso que vai fazer mais turista brasileiro ir para o Chile e é isso que faz mais turista chileno vir para o Brasil. É isso que faz mais gente querer comprar passagem de avião, viajar de ônibus, de navio, porque na hora que o dinheiro começa a circular as pessoas vão em frente e as coisas se resolvem”, declarou Lula.
Ao participar da agenda oficial em Brasília, a ministra do Turismo em exercício, Ana Carla Lopes, ressaltou que os resultados são fruto do Plano de Ação firmado em 2024 pelos governos das duas nações para fortalecer o fluxo de turistas e a colaboração no setor.
“A colaboração Brasil-Chile tem se ampliado a partir do avanço da conectividade aérea, com a retomada, por exemplo, do voo direto Brasília-Santiago, assim como o lançamento de duas novas rotas aéreas ligando Brasília e Belo Horizonte a Santiago. O Chile já se consolida como o 2º país emissor de turistas ao Brasil, e o Brasil, como o 3º país emissor de turistas para o Chile”, ressaltou a ministra. Ana Carla Lopes acrescentou que, além de voos para São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Bahia, Mato Grosso do Sul e Belo Horizonte, há o interesse de companhias aéreas chilenas de investir em estados da região Norte do Brasil.
PARCERIAS – O Plano de Ação firmado por Brasil e Chile na área de turismo inclui facilitação e o fortalecimento do fluxo bilateral de visitantes, mediante divulgação conjunta, intercâmbio técnico e a promoção de investimentos e eventos. Os dois países também atuam juntos na Rede Latino-Americana de Governos para Atração de Investimentos, firmada em setembro de 2023, no Chile, e que congrega, ainda, Colômbia, Equador, México e Peru,
Em 2024, durante a Feira Internacional de Turismo (FIT), na Argentina, foi assinada a “Declaração de Buenos Aires sobre Turismo Gastronômico Regional”, unindo Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai na promoção do ramo como fator de atração turística e de desenvolvimento econômico e social.
CORREDOR BIOCEÂNICO – Outro avanço das relações entre Brasil e Chile é o projeto Rotas de Integração Sul-Americana, que conta com a Rota Bioceânica de Capricórnio. O percurso ligará portos brasileiros nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina aos portos de Iquique, Mejillones e Antofagasta, no Chile. A previsão é que a infraestrutura da rota seja concluída até 2026, ainda durante o atual mandato do presidente Lula.
Por Paula Rosa
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
BRASIL
Sisu+ 2026: MEC disponibiliza consulta às vagas
O Ministério da Educação (MEC) disponibilizou, nesta segunda-feira, 8 de junho, a página de consulta de vagas do Sisu+, etapa complementar inédita do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A ferramenta do Portal de Acesso Único permite a consulta antecipada da oferta de vagas disponíveis no programa. A plataforma permite filtrar cursos, instituições, estados e municípios, além de apresentar detalhes importantes sobre modalidades de concorrência e ações afirmativas próprias das instituições.
O Sisu+ visa ofertar eventuais vagas disponíveis nas instituições ofertantes para ingresso no segundo semestre de 2026. Ao todo, aderiram ao programa 34 instituições públicas de educação superior.
Inscrição – Os estudantes interessados em participar do Sisu + podem se inscrever no período de 15 a 19 de junho, por meio do Portal de Acesso Único. Para se inscrever, é necessário que os candidatos tenham participado de uma ou mais edições do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) nos últimos três anos e que tenham concorrido a vagas na etapa regular do Sisu 2026. Para fins de inscrição, classificação e seleção dos estudantes, será utilizada a edição do Enem que resulte na melhor média ponderada de acordo com a opção de curso e com os critérios preestabelecidos. Na inscrição, o candidato poderá escolher até duas opções de curso, turno, local de oferta e instituição, optando por uma ordem de preferência.
Confira o cronograma do Sisu+ 2026: 
Sisu+ – O programa integra um ciclo mais amplo de aprimoramento do Sisu, como as alterações recentes da Lei de Cotas, aprimoramentos importantes no sistema de inscrição e melhorias na organização de vagas. A seleção é uma etapa complementar ao Sisu que tem o objetivo de ampliar o acesso à educação superior, contribuindo para a ocupação de vagas disponíveis, e de aperfeiçoar os processos da ferramenta de seleção. A etapa fortalece as instituições públicas de educação superior ao permitir que utilizem a estrutura do Sisu para ofertar vagas que, de outra forma, poderiam depender de processos seletivos próprios, com maior dispersão de regras, calendários e canais de divulgação.
A participação é voltada às instituições públicas e gratuitas que tenham participado da etapa regular do Sisu 2026 e formalizado a participação por meio do termo de adesão. A tendência é que o Sisu+ seja utilizado especialmente para: cursos que, tradicionalmente, dependem de chamadas sucessivas para preenchimento de vagas; instituições que realizariam processos seletivos próprios para vagas com ingresso no segundo semestre; cursos de licenciatura, engenharias e demais áreas estratégicas em que a ampliação do acesso esteja associada a políticas públicas complementares; e instituições que desejem utilizar a infraestrutura do Sisu para reduzir custos administrativos, ampliar a divulgação das vagas e padronizar procedimentos de seleção.
O objetivo é reduzir a necessidade de processos seletivos próprios paralelos e apoiar a organização das ofertas acadêmicas em ambiente já conhecido pelas instituições e pelos estudantes, incluindo instituições localizadas em regiões interiorizadas do país e ampliando a visibilidade de vagas eventualmente disponíveis fora dos grandes centros urbanos.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
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