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CUIABÁ: calor, natureza exuberante e a porta de entrada para paraísos ecológicos no coração do Brasil
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Com a chegada oficial do verão, Cuiabá assume seu posto como uma das capitais mais quentes e vibrantes do país. Se as temperaturas elevadas são a marca registrada da cidade, elas também servem como o convite perfeito para explorar as riquezas naturais que a cercam. Estrategicamente localizada no coração da América do Sul, Cuiabá é o ponto de partida ideal para quem busca ecoturismo, aventuras aquáticas e uma imersão cultural única nesta estação.
O verão cuiabano é sinônimo de vida ao ar livre. É o período em que as cachoeiras estão mais volumosas e a vegetação do cerrado e do pantanal atinge seu verde mais intenso. A cidade mistura a tradição de seu centro histórico com a modernidade, servindo como base para roteiros que encantam brasileiros e estrangeiros em busca de experiências autênticas longe do litoral.
NATUREZA – Embora não tenha mar, Cuiabá é cercada por verdadeiros oásis de água doce. A região oferece alternativas que variam de lagos a cachoeiras, ideais para combater o calor do verão:
– Chapada dos Guimarães: A poucos quilômetros da capital, oferece clima mais ameno, paredões avermelhados e a famosa Cachoeira Véu de Noiva. É o refúgio perfeito para banhos de cachoeira e trilhas.
– Nobres (Vila Bom Jardim): Muitas vezes comparada a Bonito, a região possui rios de águas transparentes ideais para flutuação com peixes, mergulho e contemplação da vida subaquática.
– Lago do Manso: Um verdadeiro “mar de água doce” próximo a Cuiabá, perfeito para passeios de lancha, jet-ski e banhos refrescantes com vista para o Morro do Chapéu.
– Pantanal Norte: A partir de Poconé (próximo à capital), entra-se na maior planície alagável do mundo. No verão, o cenário se transforma em um espelho d’água, ideal para passeios de barco e observação de aves.
– Cachoeirinhas: Dentro do Parque Nacional da Chapada, é um circuito de quedas d’água de fácil acesso que garante diversão para toda a família.
DIVERSÃO – A capital mato-grossense pulsa cultura e história, oferecendo entretenimento que vai além das belezas naturais:
– Parque Mãe Bonifácia: O maior parque urbano da cidade, ideal para caminhadas sob a sombra de árvores nativas e observação de pequenos animais, como saguis e cutias.
– Sesc Arsenal: Localizado em um prédio histórico preservado, é um centro cultural vibrante com cinema, música, biblioteca e uma área de lazer charmosa para as noites de verão.
– Centro Histórico: Ruas estreitas e casarões coloniais tombados pelo IPHAN contam a história da fundação da cidade, com destaque para a Igreja do Rosário e São Benedito.
– Orla do Porto: Às margens do Rio Cuiabá, o local foi revitalizado e oferece um calçadão colorido com bares, restaurantes e réplicas de casarões antigos, sendo um ótimo ponto de encontro noturno.
– Museu do Rio Cuiabá: Localizado na região do Porto, o espaço conta a história da relação da cidade com o rio e abriga exposições artísticas.
– Arena Pantanal: Palco de jogos da Copa do Mundo, o estádio é um marco moderno na cidade e frequentemente recebe eventos esportivos e culturais.
CULINÁRIA – A gastronomia é, sem dúvida, um dos pontos altos de qualquer visita a Cuiabá. Com forte influência indígena e ribeirinha, os pratos são fartos e saborosos. O peixe é o rei da mesa: a costelinha de pacu frita, a mojica de pintado e o caldo de piranha são obrigatórios. Outro ícone é a Maria Isabel (arroz com carne de sol) e a farofa de banana da terra. O pequi, fruto do cerrado, também marca presença em pratos tradicionais. Para a sobremesa, o doce de furrundu (feito de mamão e rapadura) e o doce de caju completam a experiência.
COMO CHEGAR – A entrada principal é pelo Aeroporto Internacional Marechal Rondon, localizado na vizinha Várzea Grande, a poucos minutos do centro de Cuiabá. O terminal recebe voos diretos das principais capitas brasileiras e serve como hub para voos regionais que levam ao interior do estado. Para quem viaja de carro ou ônibus, a cidade é cortada pelas rodovias BR-163 e BR-364, conectando o Mato Grosso ao restante do país.
CONHEÇA O BRASIL – O Programa Conheça o Brasil: Voando tem como objetivo incentivar e facilitar as viagens dos brasileiros dentro do país. A iniciativa do Ministério do Turismo, em parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) e as companhias Azul, Gol, Latam e Voepass, reúne esforços para democratizar o acesso à aviação civil e reduzir os custos operacionais das empresas aéreas. As ações contribuem para aprimorar o ambiente de negócios e ampliar a competitividade do mercado aéreo nacional.
Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Diagnóstico Equidade 2026 mostra avanço das políticas de educação étnico-racial
Os dados do Diagnóstico Equidade 2026, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), mostram que as estratégias de equidade racial estão cada vez mais presentes nos estados e municípios brasileiros. Entre 2024 e 2026, o percentual de redes municipais que declararam contar com áreas especificas para a gestão dessas ações passou de 15% para 42%; entre as redes estaduais, o indicador chegou a 100% em 2026.
Esse diagnóstico é uma iniciativa criada em 2024 pelo MEC, pondo fim a uma lacuna de dados cuja ausência comprometia a capacidade estatal de promoção da equidade. Em sua segunda edição, o diagnóstico manteve participação próxima à universalidade, com resposta ao questionário de 97% das redes municipais e 100% das redes estaduais. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
Do ponto de vista institucional, por exemplo, houve um aumento no percentual de redes de ensino com áreas específicas para fazer a gestão de ações de equidade racial. Entre 2024 e 2026, o número saiu de 15% para 42% entre os municípios, e alcançou 100% em 2026 entre as redes estaduais. Além disso, a presença de normativa local relacionada à promoção da educação para as relações étnico-raciais (Erer) passou de 43% para 55% entre municípios e de 74% para 93% entre as redes estaduais.
Os dados também mostram crescimento percentual de redes municipais que realizam campanhas de declaração racial, ação para promover o reconhecimento e a valorização das identidades étnico-raciais, bem como para permitir análises educacionais racializadas cada vez mais precisas. O levantamento revela que este crescimento foi de 66% para 86% em dois anos nas redes municipais, e de 63% para 93% nas redes estaduais.
Houve também uma redução do percentual de estudantes sem declaração racial no Censo Escolar entre 2023 e 2025, representando uma queda de 24% para 10%, sendo que o indicador vinha se mantendo constante em torno de 26%, nos anos anteriores.
Os novos dados apresentam um crescimento da maturidade de organização das redes em diferentes frentes e que a temática da equidade racial entrou no centro da agenda da política pública, demonstrando as ações da Pneerq e de mecanismos indutores, tais como o Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e a complementação-VAAR Fundeb da União.
O Diagnóstico Equidade 2026 tem o objetivo de identificar diferentes aspectos da implementação de políticas equitativas no país, particularmente aquelas ligadas à promoção da educação para as relações étnico-raciais, em cumprimento à Lei 10.639/03, modificada pela Lei 11.645/08, e ao fortalecimento da educação escolar quilombola.
Equidade racial no planejamento educacional – No indicador de incorporação da equidade racial como objetivo presente no Plano de Ações Articuladas (PAR), as redes municipais passaram de 30% para 67%. Nas redes estaduais, o avanço foi de 56% para 93%. Esse panorama revela a preocupação crescente das redes de ensino em planejar e buscar apoio técnico e financeiro para estratégias de enfrentamento das desigualdades.
Formação em relações étnico-raciais – Outro indicador que apresentou avanço foi o percentual de redes municipais de ensino que ofereceram formações, seminários, oficinas e palestras sobre equidade racial, passou de 48%, no ano de 2024, para 69%, em 2026. Todas as redes estaduais declararam realizar essa oferta. Esse resultado demonstra que o tema da equidade racial também foi inserido no planejamento formativo das secretarias, ação crucial para trabalhar a difusão de práticas pedagógicas antirracistas entre os professores da rede pública.
Monitoramento das Leis de Erer – O diagnóstico permitiu identificar o acompanhamento da implementação das leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008. O indicador passou de 18% para 34% para as redes municipais, e de 30% para 59% para as redes estaduais. O monitoramento permite às redes identificarem escolas onde há maior dificuldade de execução de práticas pedagógicas de educação para as relações étnico-raciais e gargalos operacionais, e assim planejar de forma mais efetiva as estratégias para cumprimento das leis.
Identificação e resposta ao racismo e injúria racial – Cresceu também a adoção de protocolos para casos de racismo ou injúria racial nas redes estaduais, de 59% para 93% (mais de 30 pontos percentuais). Nas redes municipais, o percentual saiu de 36% para 53%. Nesse contexto, o Ministério da Educação publicou, em 2026, uma série de protocolos nacionais, os quais podem servir de referência para o trabalho das escolas públicas.
Práticas de gestão – O conjunto de perguntas com menor avanço no período foi o relacionado à dimensão das práticas de gestão das redes de ensino em relação a suas escolas. Acerca da evolução das respostas sobre protocolos de resposta ao racismo e de campanhas de declaração racial, que fazem parte desta dimensão, o Diagnóstico de Equidade 2026 permitiu identificar que alguns indicadores cruciais ainda não avançaram como o esperado.
Os pontos de atenção para o próximo ciclo estão na implementação de estratégias de incentivos às escolas e aos professores para a implementação da educação para as relações étnico-raciais, bem como a consideração de conhecimentos sobre Erer nos processos seletivos de professores e diretores escolares. No período, passou de 44% para 74% o percentual de redes estaduais que incluíram a avaliação de conhecimentos sobre relações étnico-raciais nos processos de escolha da gestão escolar.
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às Secretarias de Educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer) e 12 sobre Educação Escolar Quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



