BRASIL
Da luta pela terra ao maior evento de turismo do Brasil: a história de duas agricultoras que mostram a força do campo no Salão do Turismo
BRASIL
A terra, para Romilda, tem o significado de uma luta de 13 anos vivida debaixo de uma lona preta. Para Roseli, representa o sonho de ver o filho Mateus, apaixonado por animais, crescer com os pés no chão. As histórias dessas duas agricultoras de Abelardo Luz (SC) se cruzaram na feira da cidade em que moram e, agora, chegam juntas ao Salão do Turismo, em São Paulo, para mostrar o poder transformador da agricultura familiar.
A trajetória de Romilda se confunde com a história do Movimento Sem Terra. Vinda de uma família de agricultores que perdeu seu espaço, ela passou mais de uma década em acampamentos. “Foi uma época bem sofrida, mas que hoje compensou a nossa luta”, conta com orgulho. A recompensa veio com a conquista de seu lote no assentamento Santa Rosa, onde hoje, junto dos filhos, produz de tudo um pouco: hortaliças, frutas, grãos e queijos, garantindo o sustento e a produção de comida saudável para escolas e feiras.
Roseli também tem raízes no campo, mas a vida a levou a trabalhar como empregada. O amor pela terra, no entanto, nunca a abandonou. Há 11 anos, ela e a família compraram um terreno no mesmo assentamento de Romilda. “A gente não teve toda essa luta da Dona Romilda, mas a gente admira muito quem lutou. Porque graças a eles, hoje a gente também consegue ter um pedaço de chão mais digno”, afirma. No seu pedaço de chão, além da produção de leite, ela comanda uma pequena agroindústria de panificados.
Saberes e Sabores – É da cozinha de Roseli que sai uma das estrelas do Salão: a cuca artesanal. “Quem compra uma vez, compra sempre”, garante. Já Romilda traz a diversidade de sua terra em forma de grãos: feijão de vários tipos, amendoim, pipoca, gergelim e até o pinhão, colhido das árvores que ela mesma plantou quando chegou ao assentamento.
Pela primeira vez em um evento desta magnitude, as duas agricultoras chegam ao Mercadão da Agricultura Familiar do Salão do Turismo com o objetivo de ganhar experiência e mostrar a riqueza que vem da terra conquistada com tanto esforço. Os visitantes do evento, que acontece de 21 a 23 de agosto, terão a chance de conhecer de perto essas histórias de resiliência e provar os sabores que nascem do amor pelo campo.
MERCADÃO – Para incentivar o turismo de base comunitária e a agricultura familiar, os Ministérios do Turismo (MTur) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) criaram o espaço do Mercadão, ponto de encontro para quem deseja levar um pedacinho do Brasil para casa. O local reúne produtos regionais, gastronomia típica e produções de associações que valorizam a identidade cultural e a criatividade de todas as regiões do país. São 69 expositores que apresentam mais de 300 produtos, entre queijos, geleias, cervejas, cafés, vinhos, farinhas, chocolates, azeites, plantas medicinais e muito mais.
O EVENTO – Com o tema “Diversidade, Inclusão e Sustentabilidade no Turismo”, o 9º Salão do Turismo reúne as 27 Unidades da Federação em uma grande vitrine de gastronomia, cultura, artesanato, experiências imersivas e oportunidades de negócios. Promovido pelo Ministério do Turismo, o evento integra, também, a estratégia do Feirão do Turismo: Conheça o Brasil, fortalecendo a comercialização de destinos e produtos de todo o país, alinhado ao Plano Nacional do Turismo 2024-2027 e ao Programa de Regionalização, com foco na geração de emprego e renda no setor.
PARCERIA – O 9º Salão do Turismo: Conheça o Brasil, a maior vitrine do turismo brasileiro, é promovido pelo Ministério do Turismo em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura Municipal de São Paulo. O evento conta, ainda, com o apoio do SESC , SENAC , Sebrae , além de parceiros como Embratur, Itaipu Binacional, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
BRASIL
Indústria estratégica e setores afetados pela guerra no Oriente Médio poderão acessar mais R$ 15 bi do Plano Brasil Soberano
O governo brasileiro publicou Portaria Conjunta do Ministério do Desenvolvimento Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Ministério da Fazenda, nessa quarta-feira (15/4), que define os setores que poderão acessar os recursos adicionais de R$ 15 bilhões do Plano Brasil Soberano, anunciados pelo presidente Lula no mês passado.
Os critérios priorizaram indústrias de maior intensidade tecnológica e com relevância estratégica para o país, além daquelas que tiveram suas exportações afetadas por medidas tarifárias dos EUA (seção 232) e pela guerra no Oriente Médio.
Os recursos são oriundos do superavit do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e as taxas de juros dos empréstimos deverão ser definidas nesta semana em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).
“A medida fortalece cadeias estratégicas e reduz vulnerabilidades externas”, destaca o ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa. “A orientação do Presidente Lula é mantermos o foco na preservação de empregos, da capacidade produtiva e da competitividade da indústria nacional, utilizando instrumentos modernos e legítimos de política industrial, alinhados às melhores práticas internacionais”.
A MP que instituiu o programa, estabelece que os recursos podem ser usados para: capital de giro; aquisição de bens de capital ou investimentos para adaptação de atividade produtiva; investimentos para ampliar a capacidade produtiva ou o adensamento da cadeia de produção; e investimento em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos.
Setores
De acordo com Márcio Elias Rosa, a definição dos setores de média, média-alta ou alta intensidade tecnológica, listados na portaria como elegíveis ao programa, seguiu critérios técnicos baseados na classificação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), contando com a colaboração do BNDES.
A seleção também considerou a relevância dos setores para o comércio exterior brasileiro, incluindo cadeias estratégicas e aqueles que apresentam vulnerabilidade externa, com déficit na balança comercial.
“Os critérios são objetivos e técnicos: intensidade tecnológica, relevância para o comércio exterior e papel estratégico nas cadeias produtivas. Além disso, há recorte adicional de vulnerabilidade externa”, explicou o ministro.
Entre os setores elegíveis estão: máquinas, equipamentos e setor automotivo; produtos químicos e farmacêuticos; eletrônicos e equipamentos de informática; aeronáutica e demais equipamentos de transporte; máquinas elétricas, geradores e equipamentos industriais; borracha e plásticos industriais; têxtil e cadeia de transformação associada; e minerais críticos e terras raras.
“A inclusão de minerais críticos e terras raras reflete a centralidade desses insumos nas cadeias globais de valor — especialmente em energia, defesa, semicondutores e mobilidade elétrica”, explica Márcio Elias Rosa.
EUA e Golfo Pérsico
Nos casos de exportadores e fornecedores afetados pela Seção 232 da lei comercial dos EUA, bem como daquelas que exportam para o Golfo Pérsico, são elegíveis as empresas cujo percentual de faturamento com exportação para esses destinos e produtos tenha sido, em 12 meses, igual ou superior a 5% do faturamento total no mesmo período.
Os países do Oriente Médio definidos na portaria são: Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Irã, Kuwait e Omã.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A Palavra Aberta
-
MATO GROSSO3 anos atrás
Mar… ia
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet2 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé

