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De barracas a cabanas de luxo: descubra as várias formas de acampar no Brasil
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Imagine acordar ao som dos pássaros, abrir a porta da sua “casa” temporária e ser recebido pela brisa fresca de uma serra, com o cheiro de mata úmida ou a vista de uma praia deserta. O turismo de camping proporciona uma das conexões mais puras e intensas com a natureza, uma oportunidade de se desconectar da rotina agitada e redescobrir a simplicidade e a beleza do nosso país. É uma forma de viajar que valoriza a jornada, a experiência e o mínimo impacto ambiental.
Poucos lugares no mundo oferecem um cenário tão rico e diverso para essa experiência quanto o Brasil. Com biomas que vão da imensidão da Floresta Amazônica e do Pantanal à delicadeza da Mata Atlântica, passando pelas paisagens únicas do Cerrado, da Caatinga e dos Pampas, o país é um verdadeiro paraíso a céu aberto. São milhares de quilômetros de litoral, chapadas com cachoeiras imponentes e montanhas que convidam à aventura, tornando o Brasil um destino com potencial ilimitado para o campismo.
Longe de ser apenas uma atividade para aventureiros radicais, o camping se modernizou e se diversificou. Hoje, há opções para todos os perfis de viajantes: desde o mochileiro que carrega tudo nas costas em uma travessia de dias até famílias que buscam o conforto de um “glamping” com camas macias e ar-condicionado. Essa pluralidade fortalece o turismo em áreas rurais e de natureza, gerando renda e valorizando a sustentabilidade.
Para o ministro do Turismo, Celso Sabino, o camping é uma tendência alinhada ao futuro do setor. “O camping representa um turismo que valoriza a natureza, promove a sustentabilidade e gera oportunidades em pequenas comunidades. Do tradicional ao luxuoso, o Brasil oferece opções para todos. Incentivar o campismo é fomentar um viajante mais consciente e abrir novas frentes de desenvolvimento econômico em locais de imensa beleza natural, mostrando que é possível crescer de forma sustentável.”
Seja você um veterano das trilhas ou alguém que busca uma primeira experiência, conheça as principais modalidades de camping e encontre a que mais combina com seu estilo:
As formas tradicionais:
- Camping Selvagem (ou Livre): Ideal para os mais experientes, é realizado fora de campings estruturados, em locais como praias desertas e montanhas. Exige autossuficiência e o máximo respeito à regra de ouro: não deixar nenhum rastro da sua passagem.
- Camping Estruturado: A porta de entrada para muitos campistas. São espaços que oferecem infraestrutura básica como banheiros, pontos de energia e áreas de convivência, garantindo mais conforto e segurança.
- Camping em Parques Nacionais: Uma oportunidade de acampar em algumas das paisagens mais protegidas e espetaculares do Brasil, como a Chapada dos Veadeiros (GO) e o Parque Nacional do Itatiaia (RJ), seguindo as regras da unidade de conservação.
Camping em movimento:
- Camping de Trilha (Backpacking): O equipamento é leve e vai todo na mochila. A barraca é montada ao final de um dia de caminhada, em travessias e expedições de longa duração.
- Bikecamping e Overlanding: A aventura aqui é sobre rodas. Seja em uma bicicleta preparada para longas distâncias ou em um veículo 4×4 robusto, o acampamento é parte da jornada pela estrada.
- Campismo Náutico: Para quem ama água, esta modalidade explora ilhas, margens de rios e praias acessíveis apenas por barco, caiaque ou canoa.
Glamping:
- Glamping (Camping com Glamour): A combinação perfeita entre natureza e conforto de hotel. Pense em tendas de luxo ou cabanas com cama king-size, ar-condicionado, vista panorâmica e até banheira.
- Camping Boutique e Eco Lodges: Com uma pegada mais exclusiva e sustentável, esses locais focam em uma experiência completa, unindo design, gastronomia e práticas ecológicas como o uso de energia solar e compostagem.
- Camping Comunitário: Uma imersão cultural. Gerido por comunidades locais, indígenas ou quilombolas, oferece ao viajante a chance de vivenciar tradições e apoiar diretamente a economia da região.
Sobre rodas:
- Motorhome e Vanlife: A casa que viaja com você. Veículos adaptados com cama, cozinha e banheiro oferecem o máximo de liberdade. Existem campings especializados com estrutura para abastecimento de água e energia.
- Trailer e Barraca de Teto: Alternativas práticas para quem quer viajar de carro. O trailer pode ser rebocado, e a barraca de teto, instalada sobre o veículo, é rápida de montar e ideal para expedições.
Para os Criativos:
- Camping Suspenso e em Redes: Para uma experiência única, barracas podem ser montadas suspensas entre árvores. Em regiões tropicais, como na floresta amazônica, dormir em uma rede com cobertura especial é uma opção leve e integrada à floresta.
- Camping Rural: Realizado em fazendas e sítios, permite ao visitante interagir com a vida do campo, participar de atividades agrícolas, cuidar de animais e saborear uma autêntica comida caseira.
- Festival Camping: Uma modalidade que cresce em todo o mundo, com áreas de acampamento estruturadas dentro de grandes eventos, como festivais de música e encontros culturais.
CADASTUR – Para os viajantes que tem a natureza como grande atrativo na hora de escolher um destino, nada melhor do que optar pelo acampamento como forma de hospedagem e aproveitar ao máximo a experiência.
Mas é preciso ficar atento. Os acampamentos turísticos estão entre as atividades de cadastro obrigatório no Cadastur e é importante que o turista verifique se o local escolhido está legalizado. Basta clicar no link e conferir.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
BRASIL
Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência
A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026.
A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782.
No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas.
A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios.
Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso.
Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade.
Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”.
Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações.
A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais.
A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade.
“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”.
Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.
A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção.
No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades.
A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão.
Multimídia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação



