BRASIL
Decreto regulamenta qualificação de instituições comunitárias
BRASIL
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado do ministro da Educação, Camilo Santana, assinou, nesta segunda-feira, 19 de janeiro, o decreto que dispõe sobre a qualificação das instituições comunitárias de educação superior (ICES) e a celebração de termos de parceria dessas instituições com o poder público.
O decreto regulamenta a Lei nº 12.881/2013, conhecida como Lei das Comunitárias, e proporciona segurança jurídica para as instituições. São estabelecidos critérios para a qualificação, além de prerrogativas e finalidades das entidades comunitárias de educação superior, reforçando as características a serem observadas para que uma entidade de ensino seja qualificada como ICES, bem como os mecanismos de regulação e supervisão.
O ministro Camilo Santana destacou a importância histórica da medida: “Depois de 12 anos, vamos permitir que as nossas universidades comunitárias tenham acesso, de direito e de fato, às políticas públicas da educação brasileira”.
Depois de 12 anos, vamos permitir que as nossas universidades comunitárias tenham acesso, de direito e de fato, às políticas públicas da educação brasileira.” Camilo Santana, ministro da Educação
Segundo o texto, entre as prerrogativas das ICES estão o recebimento de recursos orçamentários diretos do poder público para o desenvolvimento de atividades de interesse público ou a possibilidade de recebimento de recursos públicos por meio de emendas parlamentares ao projeto de lei orçamentária; e a possibilidade de ser alternativa na oferta de serviços públicos nos casos em que não são proporcionados diretamente por entidades públicas estatais.
Para a presidente da Associação Brasileira das Instituições Comunitárias de Educação Superior (Abruc), Maria das Graças Soares, a regulamentação representa um novo marco para o setor. “A regulamentação da lei nos oferecerá novas oportunidades e cenários para expansão com qualidade na educação superior. Investimos e investiremos no maior bem social, que é a educação com toda a responsabilidade, sobretudo no dia em que também são abertas as inscrições para o Sisu [Sistema de Seleção Unificada]”, afirmou.
Durante a solenidade, Santana também ressaltou a relevância das instituições comunitárias no sistema educacional brasileiro. “As universidades comunitárias fortalecem o tripé de ensino, pesquisa e extensão. A prova disso é que as comunitárias tiveram um bom resultado no Enamed [Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica], que foi anunciado hoje”, pontuou.
A norma destaca, ainda, que as ICES podem firmar termos de parceria com o Governo do Brasil, a fim de construir experiências de sucesso na oferta de ensino de qualidade com pertinência social, ambiental e econômica. O decreto foi elaborado a partir de contribuições de um grupo de trabalho (GT), instituído pelo Ministério da Educação (MEC) em 2024, para estudar propostas de soluções regulatórias e programáticas ajustadas às características das instituições de educação superior comunitárias.
O GT contou com a participação de representantes do MEC e do Conselho Nacional de Educação (CNE), além de entidades representativas das ICES, com destaque para a Associação Brasileira das Instituições Comunitárias de Educação Superior (Abruc) e do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung).
IES comunitárias – De acordo com a Lei nº 12.881/2013, as instituições de educação superior comunitárias são organizações da sociedade civil sem fins lucrativos que ofertam serviços gratuitos à população, proporcionais aos recursos que eventualmente obtiverem do poder público, conforme previsto em instrumento específico.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria-Executiva (SE) e da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres)
Fonte: Ministério da Educação
BRASIL
MTE abre seleção para Comitê de Auditoria e Riscos do Conselho Curador do FGTS
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou nesta quarta-feira (17) o edital para a seleção dos membros do Comitê de Auditoria e Riscos, que atuará junto ao Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS). Os interessados poderão se inscrever de 1º de julho a 31 de julho. As etapas do processo seletivo, que se estendem até o mês de novembro, incluem análise curricular, envio de documentos pelos pré-selecionados, entrevista com a banca examinadora e entrevista dos candidatos pré-selecionados com o CCFGTS.
O edital estabelece a remuneração bruta dos profissionais do Comitê de Auditoria, composta exclusivamente por honorários. O Comitê se reunirá quatro vezes por mês ou sempre que necessário, mediante convocação de seu coordenador. O mandato dos membros do Comitê de Auditoria e Riscos será de até quatro anos, sem possibilidade de prorrogação.
Compete aos membros do Comitê assessorar o Conselho Curador do FGTS no exercício de suas funções, acompanhar as atividades dos auditores independentes, avaliar os balancetes produzidos pelo Agente Operador, monitorar a qualidade e a integridade dos mecanismos de controle interno e das demonstrações financeiras, além de auxiliar na elaboração da política de gestão de riscos do FGTS, entre outras atividades.
O processo de seleção dos membros do Comitê será conduzido por uma Banca Examinadora, formada por representantes dos órgãos e entidades que compõem o Conselho Curador do FGTS, sob supervisão da Secretaria Executiva do Conselho Curador do FGTS, e será orientado pelos princípios de isenção, transparência e ampla concorrência.
A Banca Examinadora terá a seguinte composição:
a) um(a) representante da Bancada de Governo;
b) um(a) representante da Bancada dos Trabalhadores; e
c) um(a) representante da Bancada dos Empregadores.
O Regimento Interno está disponível aqui

