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Do consumo à eficiência: políticas públicas fortalecem o futuro energético brasileiro

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A eficiência energética vai muito além do uso de tecnologia: ela está presente nas residências, nas empresas, nas cidades e também nas escolhas diárias das pessoas. Celebrado nesta quinta-feira (5/3), o Dia Mundial da Eficiência Energética reforça essa importância. Mais do que economizar na conta de luz, eficiência energética significa produzir, viver e crescer utilizando menos recursos, fazendo o mesmo ou até mais com menos energia.

Desde a década de 1980, o Brasil desenvolve políticas públicas voltadas ao uso consciente da energia. Um dos marcos mais importantes foi a criação do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), iniciativa que incentiva a população e as empresas a adotarem práticas mais eficientes e sustentáveis.

Um símbolo bastante conhecido pelos brasileiros, a lâmpada sorridente nas cores amarelo e preto orienta os consumidores a escolher produtos mais eficientes e que consomem menos energia. O Selo Procel auxilia milhões de pessoas a tomarem decisões mais conscientes no dia a dia. Além disso, programas como o Procel têm destinado recursos expressivos para projetos de eficiência energética em todo o país. No quinto Plano de Aplicação de Recursos (5º PAR), por exemplo, mais de R$ 450 milhões foram direcionados a iniciativas voltadas para a redução de desperdícios e o aumento da produtividade energética.

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Mas os esforços não param no consumo doméstico. O setor industrial também vem passando por uma transformação. O MME anunciou recentemente a expansão nacional do Programa Investimentos Transformadores de Eficiência Energética na Indústria (PotencializEE), para promover medidas de eficiência energética voltadas a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).

O programa, que contará com R$ 75 milhões em investimentos, atua em diversas etapas: capacita profissionais especializados, identifica empresas que podem melhorar seu desempenho energético e apoia o acesso a linhas de crédito para que essas indústrias implementem projetos mais eficientes. A iniciativa, realizada em parceria com a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Procel, fortalece a transição para uma indústria mais moderna e competitiva.

Compromisso energético

O impacto dessas ações também aparece no planejamento energético do país. Estudos como o Plano Decenal de Expansão de Energia e o Plano Nacional de Energia mostram que a eficiência energética será fundamental para o futuro. No Plano Nacional de Energia 2055, atualmente em consulta pública, estima-se que as medidas de eficiência possam atender entre 22% e 27% da demanda potencial de energia do Brasil nas próximas três décadas. Esse percentual é maior do que o de qualquer fonte de energia no sistema, e com custos significativamente menores.

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Outra frente recente de avanço envolve as construções. O Comitê Gestor de Índices e Níveis de Eficiência Energética (CGIEE), presidido pelo MME, publicou uma resolução que estabelece índices mínimos de eficiência energética para novas edificações. A medida aproxima o Brasil dos padrões internacionais e incentiva projetos arquitetônicos que aproveitem melhor a iluminação natural, melhorem o conforto térmico e reduzam o consumo de eletricidade.

O Brasil também participa de compromissos internacionais importantes. Durante a COP28, o país aderiu ao acordo global que busca dobrar o ritmo anual de melhoria da eficiência energética até 2030, reforçando seu papel na agenda climática mundial.

A eficiência energética desempenha um papel fundamental no processo de transição energética. Com o passar do tempo o Brasil tem evoluído junto às transformações sociais, econômicas e culturais, contribuindo para reduzir o consumo de energia e otimizar o uso dos recursos disponíveis.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Alunos nota mil inspiram preparação para a redação do Enem 2026

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De Fortaleza (CE), Carlos Eduardo Gomes transformou a conquista da nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em oportunidade e orientação a outros estudantes. De Virginópolis (MG), Samille Leão reservava tempo para responder simulados e reproduzir, em casa, as condições do dia da prova. De Jaguaribe (CE), Elivandro Rodrigues, professor, participa do exame anualmente para compreender melhor os desafios enfrentados por seus alunos. Três trajetórias que podem inspirar quem se prepara para o Enem 2026. 

Esses caminhos se encontram na nova edição da cartilha “A Redação do Enem 2026 – Cartilha do Participante”, recém-divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC). O material explica os critérios de avaliação e apresenta redações de participantes da edição anterior, acompanhadas de comentários pedagógicos. 

Para Carlos Eduardo, o apoio da família foi decisivo na trajetória até a universidade e na realização do sonho de cursar medicina. “Sempre acreditaram muito em meu potencial de conseguir chegar em uma universidade, de cursar medicina, que sempre foi meu sonho”, conta, ao falar dos avós e das tias. 

A conquista também ampliou o alcance de um projeto de mentoria de redação que Carlos já desenvolvia. Assim, ele passou a atuar na preparação de quase uma centena de estudantes a partir de seu próprio projeto e a integrar uma iniciativa da Secretaria de Educação voltada a alunos do oitavo e do nono ano. “Antes, eu buscava me inspirar em outras histórias, outras trajetórias. E saber que hoje eu sou uma dessas inspirações é uma grande realização para mim”, afirma. 

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Na preparação de Samille, estudante de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), os simulados tinham lugar na rotina, inclusive durante feriados e encontros de família. “Eu simulava como se fosse o dia do Enem”, lembra. Para manter a concentração, ela pedia que ninguém entrasse em seu quarto enquanto fazia a prova. 

Ao recordar o caminho até a nota máxima, Samille destaca a dedicação e a importância das relações pessoais durante os estudos. “O que eu gostaria que as pessoas lembrassem. quando elas conhecessem minha história. é que é possível, sim, realizar nossos sonhos com dedicação e paciência”, diz. 

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Elivandro Rodrigues encontrou no próprio exame uma forma de aprimorar o trabalho em sala de aula. A inspiração veio de uma professora de física que fazia o Enem todos os anos para orientar melhor os estudantes. “Meu propósito não é simplesmente tirar nota mil. Eu quero ajudar meus alunos”, explica. Para ele, analisar os próprios erros também ajuda a identificar dificuldades e a preparar os alunos para a prova. 

A nota máxima trouxe reconhecimento ao professor e abriu caminho para a criação de um espaço presencial de ensino em sua cidade. “Isso me abriu uma porta aqui na cidade para ter um local presencial, ter um reforço, ter um curso de redação”, relata.  

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As experiências dos três mostram como a prática, o apoio de outras pessoas e a reflexão sobre a aprendizagem podem fazer parte da preparação para a escrita. 

Cartilha – A relação entre conhecimento e argumentação recebe atenção especial na nova cartilha do MEC. O documento alerta para o uso do chamado “repertório de bolso”, ou seja, referências memorizadas e empregadas de forma genérica, sem conexão efetiva com a discussão. De acordo com a cartilha, inserir uma citação de maneira automática ou forçada pode prejudicar a compreensão da proposta e a aplicação de conhecimentos ao tema. 

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A orientação da cartilha é selecionar referências pertinentes e explicar como elas contribuem para o argumento. Livros, filmes, acontecimentos históricos e outros conhecimentos construídos ao longo da formação podem ser utilizados, desde que façam sentido no texto. 

Além disso, também há a recomendação de leitura cuidadosa da proposta e dos textos motivadores antes de definir o posicionamento que será defendido. 

Para ajudar os participantes a compreender essas exigências, o material detalha as cinco competências avaliadas: domínio da escrita formal da língua portuguesa; compreensão do tema e da estrutura dissertativo-argumentativa; organização de informações e argumentos; uso dos recursos linguísticos que conectam as ideias; e elaboração de uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Cada competência pode receber até 200 pontos. 

Na cartilha, há uma seleção com redações de estudantes das cinco regiões do país que obtiveram boas notas no Enem 2025. Os comentários apontam como cada participante desenvolveu o tema, articulou o repertório e apresentou sua proposta de intervenção, oferecendo referências para a revisão e o aprimoramento da própria escrita. 

Também foram disponibilizadas versões com orientações específicas para participantes com dislexia, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e para participantes surdos ou com deficiência auditiva.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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