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Edital retoma obras no Hospital Universitário da UFJF

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), publicou, nesta terça-feira, 29 de abril, o edital de licitação para a retomada da obra do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF), gerido pela Ebserh. O documento ficará disponível por 45 dias úteis — a abertura de propostas será no dia 3 de julho. Posteriormente, será aberta a fase de lances, por meio eletrônico. 

A contratação será no modelo de empreitada por preço global e segue a modalidade semi-integrada, ou seja, a empresa selecionada será responsável por desenvolver os projetos executivos com base nos projetos básicos existentes, além de realizar toda a obra. 

A previsão para a conclusão da construção é 36 meses, e o investimento está estimado em R$ 234 milhões, recurso garantido pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) do Governo Federal. O plano nacional prevê R$1,75 bilhão para modernizar os hospitais da Rede Ebserh entre 2024 e 2027. 

Com a finalização das obras, as atividades que funcionam na Unidade Santa Catarina serão encerradas, e todas as operações transferidas para o novo prédio, na Unidade Dom Bosco, centralizando as equipes e os procedimentos realizados no hospital universitário em uma única unidade. 

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Etapa preparatória Desde a assinatura da ordem de serviço para a contratação dos projetos básicos, em fevereiro de 2024, foi realizado um intenso trabalho para o levantamento das condições das estruturas existentes. Também houve uma atualização do programa assistencial, com definição do que o hospital vai atender, número de leitos e todos os demais serviços necessários para funcionar com segurança e qualidade. 

Essa definição foi realizada em conjunto com os gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) do município e do estado, além da UFJF. O programa desenhado anteriormente havia mais de uma década e estava desatualizado em relação às necessidades de saúde da região, bem como a evolução tecnológica.   

EstruturaO novo HU-UFJF contará com 377 leitos, quase três vezes mais do que a quantidade atual, que conta com 137. Além disso, terá 18 salas cirúrgicas; área de hemodinâmica; 40 leitos de UTI para adultos (leitos clínicos, cirúrgicos, coronarianos e neurológicos); 10 leitos de UTI pediátrica e neonatal; centro obstétrico; pronto atendimento; e espaços destinados a transplantes. 

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A unidade vai ampliar a oferta de serviços ao SUS, tornando-se referência em especialidades como oftalmologia, neurologia, neurocirurgia e alta complexidade cardiovascular. A unidade atenderá pacientes de 94 municípios da macrorregião de Juiz de Fora, beneficiando mais de 1,7 milhão de pessoas. 

A iniciativa também promoverá mudanças no ensino, com capacidade para ampliar e qualificar a experiência dos residentes e acadêmicos de 29 programas de residência médica e cinco de residência uniprofissional e multiprofissional de saúde, com ambientes assistenciais modernos e planejados. 

Está prevista a incorporação de novos espaços dedicados à formação, como salas de estudos de casos clínicos; salas de aula e reunião; dois auditórios; locais para a preceptoria e orientação; ambientes de estudo para alunos e residentes; além de uma biblioteca física. O investimento tem potencial de ampliar significativamente a capacidade de formação, permitindo triplicar o número de residentes formados por ano na instituição e aumentar o potencial para pesquisa. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Ebserh 

Fonte: Ministério da Educação

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Diagnóstico Equidade 2026 mostra avanço das políticas de educação étnico-racial

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Os dados do Diagnóstico Equidade 2026, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), mostram que as estratégias de equidade racial estão cada vez mais presentes nos estados e municípios brasileiros. Entre 2024 e 2026, o percentual de redes municipais que declararam contar com áreas especificas para a gestão dessas ações passou de 15% para 42%; entre as redes estaduais, o indicador chegou a 100% em 2026.  

Esse diagnóstico é uma iniciativa criada em 2024 pelo MEC, pondo fim a uma lacuna de dados cuja ausência comprometia a capacidade estatal de promoção da equidade. Em sua segunda edição, o diagnóstico manteve participação próxima à universalidade, com resposta ao questionário de 97% das redes municipais e 100% das redes estaduais. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa. 

Do ponto de vista institucional, por exemplo, houve um aumento no percentual de redes de ensino com áreas específicas para fazer a gestão de ações de equidade racial. Entre 2024 e 2026, o número saiu de 15% para 42% entre os municípios, e alcançou 100% em 2026 entre as redes estaduais. Além disso, a presença de normativa local relacionada à promoção da educação para as relações étnico-raciais (Erer) passou de 43% para 55% entre municípios e de 74% para 93% entre as redes estaduais. 

Os dados também mostram crescimento percentual de redes municipais que realizam campanhas de declaração racial, ação para promover o reconhecimento e a valorização das identidades étnico-raciais, bem como para permitir análises educacionais racializadas cada vez mais precisas. O levantamento revela que este crescimento foi de 66% para 86% em dois anos nas redes municipais, e de 63% para 93% nas redes estaduais. 

Houve também uma redução do percentual de estudantes sem declaração racial no Censo Escolar entre 2023 e 2025, representando uma queda de 24% para 10%, sendo que o indicador vinha se mantendo constante em torno de 26%, nos anos anteriores.  

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Os novos dados apresentam um crescimento da maturidade de organização das redes em diferentes frentes e que a temática da equidade racial entrou no centro da agenda da política pública, demonstrando as ações da Pneerq e de mecanismos indutores, tais como o Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e a complementação-VAAR Fundeb da União. 

O Diagnóstico Equidade 2026 tem o objetivo de identificar diferentes aspectos da implementação de políticas equitativas no país, particularmente aquelas ligadas à promoção da educação para as relações étnico-raciais, em cumprimento à Lei 10.639/03, modificada pela Lei 11.645/08, e ao fortalecimento da educação escolar quilombola. 

Equidade racial no planejamento educacional – No indicador de incorporação da equidade racial como objetivo presente no Plano de Ações Articuladas (PAR), as redes municipais passaram de 30% para 67%. Nas redes estaduais, o avanço foi de 56% para 93%. Esse panorama revela a preocupação crescente das redes de ensino em planejar e buscar apoio técnico e financeiro para estratégias de enfrentamento das desigualdades. 

Formação em relações étnico-raciais – Outro indicador que apresentou avanço foi o percentual de redes municipais de ensino que ofereceram formações, seminários, oficinas e palestras sobre equidade racial, passou de 48%, no ano de 2024, para 69%, em 2026. Todas as redes estaduais declararam realizar essa oferta. Esse resultado demonstra que o tema da equidade racial também foi inserido no planejamento formativo das secretarias, ação crucial para trabalhar a difusão de práticas pedagógicas antirracistas entre os professores da rede pública. 

Monitoramento das Leis de Erer – O diagnóstico permitiu identificar o acompanhamento da implementação das leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008. O indicador passou de 18% para 34% para as redes municipais, e de 30% para 59% para as redes estaduais. O monitoramento permite às redes identificarem escolas onde há maior dificuldade de execução de práticas pedagógicas de educação para as relações étnico-raciais e gargalos operacionais, e assim planejar de forma mais efetiva as estratégias para cumprimento das leis. 

Identificação e resposta ao racismo e injúria racial – Cresceu também a adoção de protocolos para casos de racismo ou injúria racial nas redes estaduais, de 59% para 93% (mais de 30 pontos percentuais). Nas redes municipais, o percentual saiu de 36% para 53%. Nesse contexto, o Ministério da Educação publicou, em 2026, uma série de protocolos nacionais, os quais podem servir de referência para o trabalho das escolas públicas. 

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Práticas de gestão – O conjunto de perguntas com menor avanço no período foi o relacionado à dimensão das práticas de gestão das redes de ensino em relação a suas escolas. Acerca da evolução das respostas sobre protocolos de resposta ao racismo e de campanhas de declaração racial, que fazem parte desta dimensão, o Diagnóstico de Equidade 2026 permitiu identificar que alguns indicadores cruciais ainda não avançaram como o esperado. 

Os pontos de atenção para o próximo ciclo estão na implementação de estratégias de incentivos às escolas e aos professores para a implementação da educação para as relações étnico-raciais, bem como a consideração de conhecimentos sobre Erer nos processos seletivos de professores e diretores escolares. No período, passou de 44% para 74% o percentual de redes estaduais que incluíram a avaliação de conhecimentos sobre relações étnico-raciais nos processos de escolha da gestão escolar. 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às Secretarias de Educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer) e 12 sobre Educação Escolar Quilombola (EEQ). 

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.  

As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo. 

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi

Fonte: Ministério da Educação

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