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Educação ambiental no currículo é chave para sustentabilidade

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O Brasil está no centro das discussões sobre sustentabilidade e, nas escolas, a educação ambiental agora integra o currículo da educação básica. A inserção, que se tornou obrigatória neste ano com a Lei nº 14.926/2024, representa a importância e a responsabilidade em educar crianças e adolescentes para as questões ambientais. 

Sancionada em 17 de julho de 2024, a medida inclui a atenção às mudanças do clima, à proteção da biodiversidade e aos riscos e às vulnerabilidades a desastres socioambientais na Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), estabelecida em 1999 pela Lei nº 9.795. Para além de conscientizar a sociedade, a nova lei visa estimular a participação dos jovens na discussão da pauta ambiental.  

A Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA) é uma das ferramentas fundamentais para engajar os jovens na preservação do meio ambiente. A ação convida todas as escolas do país a desenvolver projetos com enfoque na justiça ambiental. O objetivo da iniciativa é fazer com que os jovens sejam os protagonistas e aprendam uns com os outros na jornada da educação ambiental. 

São mais de 61 mil escolas e nove milhões de estudantes nos anos finais do ensino fundamental que podem participar dessa construção coletiva. O processo inicia dentro das próprias unidades de ensino, com a possibilidade de eleger representações municipais, estaduais e nacional etapa a ser realizada na segunda semana de outubro. 

Para a professora Patrícia Carnasciali, a CNIJMA é uma oportunidade de “sair da caixa”, tanto para os estudantes quanto para os docentes. “Os estudantes passaram a ter mais contato com os temas que estão no noticiário e no seu dia a dia. Isso torna o aprendizado bem mais significativo”, comenta. Patrícia coordena o Projeto de Educação Ambiental, vinculado à Secretaria Municipal de Educação de Pontal do Paraná (PR). No município, dos cinco colégios estaduais locais, dois já estão em troca de materiais dos trabalhos desenvolvidos para realizarem as inscrições na conferência. 

Este ano, a CNIJMA tem como tema “Vamos transformar o Brasil com educação e justiça climática”. A iniciativa é promovida pelo MEC, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

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Política nacional A mudança na Política Nacional de Educação Ambiental foi essencial para se adequar ao novo cenário mundial. “O cenário mundial mudou muito desde 1999, e hoje a crise climática, a perda de biodiversidade e os desastres ambientais estão cada vez mais evidentes”, afirma a professora Patrícia Carnasciali.   

Um dos enfoques da atuação é mostrar como as mudanças climáticas impactam o dia a dia, trazendo um debate que parece distante para o contexto em que estão inseridos. A ideia é aproximar a comunidade estudantil dos debates e fazer com que eles possam refletir e propor ações aplicadas ao contexto local.  

“Eles não são uma página em branco e, quando eles se sentem escutados, o engajamento é muito maior”, explica a docente. Além do maior engajamento, Carnasciali pontua que os alunos têm mostrado um maior cuidado com o próprio espaço escolar e dentro de casa. 

A jornada passa pela conscientização dos novos cidadãos, mas é também um desafio na formação de professores, com demanda cada vez maior por capacitações e materiais didáticos sobre o tema. “Às vezes, a equipe não se acha preparada ou pensa que o assunto não cabe em todas as disciplinas, mas, quando a escola aposta em projetos interdisciplinares e busca parcerias com instituições ambientais, as coisas começam a fluir”, finaliza. 

No município de Pontal do Paraná (PR), o Legislativo local também sancionou uma lei, conhecida como “Lei do Currículo Azul”, corroborando com a orientação nacional de inclusão da educação ambiental no currículo. Além disso, há um plano municipal de educação ambiental em construção 

Conferência na Escola A CNIJMA é dividida em etapas e, atualmente, está em curso a chamada “Conferência na Escola”. Essa é considerada a etapa mais importante da CNIJMA, pois é quando a escola aceita um chamado de participação. Nessa etapa, as escolas se envolvem em pesquisas, diálogos e reflexões sobre o tema, culminando no evento de eleição do projeto de ação da escola, do delegado e do suplente que vai defendê-lo nas etapas posteriores do processo, além do profissional da educação que fará o acompanhamento do delegado.  

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A conferência transforma a escola em um espaço de diálogo sobre a justiça climática, envolvendo a comunidade e valorizando cada vez mais o protagonismo infantojuvenil. Isso porque os delegados e os suplentes são estudantes (de 11 a 14 anos) interessados pela causa socioambiental, eleitos pelos seus próprios colegas para representá-los. Confira um “Passo a Passo” com a metodologia para a participação das escolas na VI CNIJMA. A Conferência na Escola pode ocorrer até o dia 30 de junho.  

Com delegações e projetos de ação eleitos, é a vez das etapas municipais e regionais, que são opcionais, e culminam nas conferências estaduais, que têm até 15 de agosto para acontecer. Delegações e projetos de ação finalistas chegarão à Conferência Nacional, prevista para ocorrer de 6 a 10 de outubro de 2025, em Brasília (DF), onde haverá espaço para aprendizagem e troca de experiências entre centenas de participantes de vários estados. 

CNIJMA A VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente é promovida pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo MMA, em parceria com o MCTI. A Conferência funciona como um bom motivpara promover a educação ambiental nas escolas e estimular o público infantojuvenil a se tornar agente ativo de mudanças nas ações de mitigação e adaptação às mudanças do clima. 

A iniciativa foi realizada pela primeira vez em 2003. Nas cinco edições realizadas ao longo de 15 anos (2003-2018), mais de 20 milhões de pessoas participaram: crianças e adolescentes de 11 a 14 anos (como delegados); jovens de 18 a 29 anos (como mobilizadores, facilitadores, oficineiros e gestores); professores e profissionais das comunidades escolares; e gestores da educação e do meio ambiente. Cada edição mobilizou, em média, 14 mil escolas de todos os estados. 

  

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

  

 

Fonte: Ministério da Educação

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Ideb: Alagoas inicia análise de resultados nas redes

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O Ministério da Educação (MEC) iniciou o Brasil Aprende+, estratégia nacional criada para apoiar os estados, os municípios e o Distrito Federal na transformação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 em ações de melhoria da aprendizagem. A iniciativa orienta as redes a analisar os dados, identificar desafios, definir prioridades e elaborar planos de ação de acordo com a realidade de cada território. 

A mobilização será desenvolvida em oito etapas, que vão da análise dos resultados ao acompanhamento das ações realizadas pelas escolas. O encontro realizado na terça-feira (25) reuniu o MEC, a Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc/AL), a presidência estadual da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), além de secretários e representantes técnicos dos municípios alagoanos. O objetivo foi apresentar a estratégia nacional e os materiais que serão disponibilizados, bem como aprofundar a discussão sobre os indicadores de aprendizagem, com foco no ensino fundamental. 

Durante a reunião, a superintendente de Desenvolvimento do Ensino Infantil, Fundamental e Políticas Educacionais da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc), Fabiana Dias, destacou a evolução dos resultados educacionais do estado e reforçou o compromisso da secretaria em ampliar os avanços na aprendizagem dos estudantes. Ela também colocou a Seduc à disposição para colaborar com as redes representadas e ressaltou a importância da iniciativa apresentada. 

Representando a Undime, Neilton Nunes destacou a importância da mobilização dos municípios para a melhoria da aprendizagem e avaliou que os resultados do Ideb refletem o trabalho realizado pelas redes, que passaram a analisar seus dados e identificar caminhos para avançar. Ele ressaltou ainda o esforço conjunto de dirigentes municipais, professores, equipes pedagógicas, gestores escolares e estudantes na construção dos resultados alcançados por Alagoas. 

A estratégia será apresentada em 27 encontros técnicos estaduais, envolvendo os 26 estados e o Distrito Federal. Ao longo do processo, as redes terão acesso a ferramentas, painéis de dados e materiais para apoiar gestores, coordenadores pedagógicos e professores na implementação e no acompanhamento das ações. 

Alagoas – De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Ideb do ensino fundamental de Alagoas passou de 6 para 6,4 nos anos iniciais e de 5 para 5,3 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 4,1 para 4,3. Na rede pública do estado, o resultado passou de 5,7 para 6,3 nos anos iniciais; de 4,8 para 5,1 nos anos finais; e de 4 para 4,2 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.    

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Os dados serão utilizados como ponto de partida para o trabalho do Brasil Aprende+ no estado. A partir da análise dos resultados, as redes serão apoiadas na identificação dos principais desafios de aprendizagem e na construção ou revisão de seus planos de ação. Os documentos deverão definir prioridades, estratégias e resultados esperados com base nas evidências de cada território. 

Para os municípios prioritários, o MEC disponibilizará ainda uma área específica no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), destinada ao detalhamento das ações relacionadas à recomposição das aprendizagens. 

Ideb Nacional – Entre 2023 e 2025, o Ideb nacional também avançou nas três etapas avaliadas, considerando as redes públicas e privadas. Em uma escala de 0 a 10, o índice passou de 6,0 para 6,3 nos anos iniciais do ensino fundamental, de 5,0 para 5,3 nos anos finais e de 4,3 para 4,5 no ensino médio. 

Considerando apenas a rede pública, o Ideb passou de 5,7 para 6,1 nos anos iniciais, de 4,7 para 5,0 nos anos finais e de 4,1 para 4,3 no ensino médio. Com esses resultados, o país alcançou, nas três etapas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005. 

Os resultados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2025 foram divulgados em 5 de agosto pelo MEC, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

Brasil Aprende+ – Entre os instrumentos previstos pelo Brasil Aprende+ está uma caixa de ferramentas, com painéis interativos, relatórios personalizados por rede de ensino, materiais orientadores, guias e ferramentas para gestores escolares, coordenadores pedagógicos e professores. 

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Ainda em agosto, o painel de priorização vai disponibilizar dados de todas as escolas do país. A ferramenta permitirá comparar os resultados de 2025 e a trajetória das unidades entre 2023 e 2025, ajudando a identificar escolas com resultados baixos, queda ou estagnação no desempenho. 

Na segunda semana de setembro, será realizado o Dia D, mobilização nacional para apropriação dos resultados nas escolas. Cada rede poderá escolher a data, entre 8 e 11 de setembro, para reunir gestores, coordenadores pedagógicos e professores, analisar o desempenho dos estudantes, identificar lacunas de aprendizagem e definir prioridades. 

Depois do Dia D, cada escola será estimulada a elaborar seu próprio plano de ação, conectado à realidade da unidade e integrado ao planejamento da rede. O trabalho será acompanhado ao longo do ano, com apoio do MEC na análise das evidências e no direcionamento de formação, apoio técnico e financeiro e outras políticas e programas, conforme os desafios identificados. 

O Brasil Aprende+ integra o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, política construída em colaboração com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a Undime para apoiar os entes federativos na recomposição das aprendizagens de estudantes da educação básica. A iniciativa busca contribuir para a redução das desigualdades e o fortalecimento da equidade na educação. 

Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.   

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)

Fonte: Ministério da Educação

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