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Educação profissional marca presença na COP30
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A educação profissional e tecnológica (EPT) marcou presença na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) com debates e mesas redondas importantes sobre sustentabilidade. O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), apresentou projetos de diversas instituições que ofertam EPT no Brasil e participou de várias atividades no maior evento global que discute metas e transição climática. A COP30 acontece até 21 de novembro, em Belém.
- Leia mais: MEC participa da COP30 em Belém
No total, a pasta foi representada pela Setec em três mesas redondas na chamada Zona Verde e em uma na Zona Azul. A primeira delas discutiu o tema “Sustentabilidade na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica”, com a moderação do secretário da Setec, Marcelo Bregagnoli. A mesa discutiu as boas práticas de sustentabilidade da Rede Federal por meio da apresentação de três projetos selecionados para representar a Rede Federal na COP30.
Os trabalhos dos institutos federais de Minas Gerais (IFMG), Pará (IFPA) e Rio de Janeiro (IFRJ) abordaram temáticas relacionadas à agricultura sustentável; trabalho docente; cidades e comunidades sustentáveis; e consumo e produção sustentáveis. A mesa reuniu representantes dos projetos para compartilhar experiências práticas, resultados e desafios, demonstrando como a EPT gera transformações socioambientais concretas e fortalece a bioeconomia, a inclusão social e o desenvolvimento regional.
A segunda mesa foi sobre o tema “Protagonismo feminino na sustentabilidade: a centralidade das mulheres na transição energética justa”, com moderação da representante da diretora de Articulação e Fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica, Fabiana Faxina. Na oportunidade, os painelistas discutiram os temas mulheres como agentes de mudança, capacitação e empreendedorismo verde para mulheres, além de financiamento e políticas públicas que apoiam iniciativas lideradas por mulheres na transição energética.
A mesa debateu o papel de atuação feminina na função de líderes comunitárias e responsáveis pelo bem-estar de suas famílias, bem como a sua responsabilidade em promover a adoção de práticas sustentáveis e educar sobre o uso eficiente de energia.
A última atividade do dia debateu o tema “Pronatec e Bioeconomia na Amazônia Legal”, com mediação da reitora do IFPA, Ana Paula Palheta. A mesa-redonda teve como objetivo discutir impactos, desafios e perspectivas do Programa Pronatec Bioeconomia na Amazônia Legal, com destaque para as experiências desenvolvidas nos estados do Maranhão, Pará e Amazonas. O debate focou no papel da educação profissional para o fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis, para a geração de emprego e renda e para a valorização dos saberes e recursos locais.
Coletânea EPT – Durante o evento, também foi lançado o livro bilíngue intitulado Ações de Sustentabilidade na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, coletânea que reúne 57 projetos desenvolvidos por instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
Organizados de acordo com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, os projetos evidenciam como ciência, tecnologia e compromisso social podem se integrar para gerar soluções inovadoras e sustentáveis e propõem soluções práticas para os desafios das mudanças climáticas. O livro é destinado a estudantes, educadoras, gestoras, pesquisadoras, formuladoras de políticas públicas e à sociedade em geral.
Zona Azul No último dia de atividades da Setec representando o MEC na COP30, o secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli, foi moderador da mesa redonda sobre o tema “Formação profissional e transição energética: o papel das instituições federais de educação na descarbonização da matriz energética brasileira”. A mesa aconteceu no Pavilhão Brasil, com transmissão ao vivo pelo canal do MEC no YouTube.
Vitrine da EPT – Para finalizar a participação da EPT na COP30, foi organizada uma exposição de 12 projetos da educação profissional que foram apresentados por estudantes e professores na “Vitrine da Educação Profissional e Tecnológica na COP30”. Foram selecionados projetos de instituições que ofertam EPT nos estados de Roraima, São Paulo, Paraná e Pará. Os trabalhos abordaram os temas compostagem, novas tecnologias, educação e restauração ambiental, biojoias e reciclagem. O estande contou com a participação de visitantes do evento.
MEC na COP30 – Em novembro de 2025, o Brasil sedia a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém, no coração da Amazônia. Na conferência, o Ministério da Educação participa ativamente da Agenda de Ação da COP30, que reúne 30 objetivos-chave voltados à transformação de compromissos em resultados concretos. A pasta atua no 18º objetivo, que contempla os temas “Educação, capacitação e geração de empregos para enfrentar a mudança do clima”. Saiba mais sobre a participação do MEC na COP30.
Assessoria de Comunicação Social do MEC com informações da Setec
Fonte: Ministério da Educação
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Diagnóstico Equidade 2026 mostra avanço das políticas de educação étnico-racial
Os dados do Diagnóstico Equidade 2026, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), mostram que as estratégias de equidade racial estão cada vez mais presentes nos estados e municípios brasileiros. Entre 2024 e 2026, o percentual de redes municipais que declararam contar com áreas especificas para a gestão dessas ações passou de 15% para 42%; entre as redes estaduais, o indicador chegou a 100% em 2026.
Esse diagnóstico é uma iniciativa criada em 2024 pelo MEC, pondo fim a uma lacuna de dados cuja ausência comprometia a capacidade estatal de promoção da equidade. Em sua segunda edição, o diagnóstico manteve participação próxima à universalidade, com resposta ao questionário de 97% das redes municipais e 100% das redes estaduais. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
Do ponto de vista institucional, por exemplo, houve um aumento no percentual de redes de ensino com áreas específicas para fazer a gestão de ações de equidade racial. Entre 2024 e 2026, o número saiu de 15% para 42% entre os municípios, e alcançou 100% em 2026 entre as redes estaduais. Além disso, a presença de normativa local relacionada à promoção da educação para as relações étnico-raciais (Erer) passou de 43% para 55% entre municípios e de 74% para 93% entre as redes estaduais.
Os dados também mostram crescimento percentual de redes municipais que realizam campanhas de declaração racial, ação para promover o reconhecimento e a valorização das identidades étnico-raciais, bem como para permitir análises educacionais racializadas cada vez mais precisas. O levantamento revela que este crescimento foi de 66% para 86% em dois anos nas redes municipais, e de 63% para 93% nas redes estaduais.
Houve também uma redução do percentual de estudantes sem declaração racial no Censo Escolar entre 2023 e 2025, representando uma queda de 24% para 10%, sendo que o indicador vinha se mantendo constante em torno de 26%, nos anos anteriores.
Os novos dados apresentam um crescimento da maturidade de organização das redes em diferentes frentes e que a temática da equidade racial entrou no centro da agenda da política pública, demonstrando as ações da Pneerq e de mecanismos indutores, tais como o Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e a complementação-VAAR Fundeb da União.
O Diagnóstico Equidade 2026 tem o objetivo de identificar diferentes aspectos da implementação de políticas equitativas no país, particularmente aquelas ligadas à promoção da educação para as relações étnico-raciais, em cumprimento à Lei 10.639/03, modificada pela Lei 11.645/08, e ao fortalecimento da educação escolar quilombola.
Equidade racial no planejamento educacional – No indicador de incorporação da equidade racial como objetivo presente no Plano de Ações Articuladas (PAR), as redes municipais passaram de 30% para 67%. Nas redes estaduais, o avanço foi de 56% para 93%. Esse panorama revela a preocupação crescente das redes de ensino em planejar e buscar apoio técnico e financeiro para estratégias de enfrentamento das desigualdades.
Formação em relações étnico-raciais – Outro indicador que apresentou avanço foi o percentual de redes municipais de ensino que ofereceram formações, seminários, oficinas e palestras sobre equidade racial, passou de 48%, no ano de 2024, para 69%, em 2026. Todas as redes estaduais declararam realizar essa oferta. Esse resultado demonstra que o tema da equidade racial também foi inserido no planejamento formativo das secretarias, ação crucial para trabalhar a difusão de práticas pedagógicas antirracistas entre os professores da rede pública.
Monitoramento das Leis de Erer – O diagnóstico permitiu identificar o acompanhamento da implementação das leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008. O indicador passou de 18% para 34% para as redes municipais, e de 30% para 59% para as redes estaduais. O monitoramento permite às redes identificarem escolas onde há maior dificuldade de execução de práticas pedagógicas de educação para as relações étnico-raciais e gargalos operacionais, e assim planejar de forma mais efetiva as estratégias para cumprimento das leis.
Identificação e resposta ao racismo e injúria racial – Cresceu também a adoção de protocolos para casos de racismo ou injúria racial nas redes estaduais, de 59% para 93% (mais de 30 pontos percentuais). Nas redes municipais, o percentual saiu de 36% para 53%. Nesse contexto, o Ministério da Educação publicou, em 2026, uma série de protocolos nacionais, os quais podem servir de referência para o trabalho das escolas públicas.
Práticas de gestão – O conjunto de perguntas com menor avanço no período foi o relacionado à dimensão das práticas de gestão das redes de ensino em relação a suas escolas. Acerca da evolução das respostas sobre protocolos de resposta ao racismo e de campanhas de declaração racial, que fazem parte desta dimensão, o Diagnóstico de Equidade 2026 permitiu identificar que alguns indicadores cruciais ainda não avançaram como o esperado.
Os pontos de atenção para o próximo ciclo estão na implementação de estratégias de incentivos às escolas e aos professores para a implementação da educação para as relações étnico-raciais, bem como a consideração de conhecimentos sobre Erer nos processos seletivos de professores e diretores escolares. No período, passou de 44% para 74% o percentual de redes estaduais que incluíram a avaliação de conhecimentos sobre relações étnico-raciais nos processos de escolha da gestão escolar.
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às Secretarias de Educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer) e 12 sobre Educação Escolar Quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



