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Em debate sobre Brasil Soberano, secretário da Camex destaca fortalecimento do crédito à exportação
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O secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Rodrigo Zerbone, participou na quarta-feira (1/10) de audiência pública da Comissão Mista do Congresso Nacional que debate a MP do Plano Brasil Soberano, que define as medidas de apoio do governo federal às empresas afetadas unilaterais aplicadas pelos EUA às exportações brasileiras.
Zerbone abordou os critérios estabelecidos na MP, de maneira que as empresas mais afetada tenham mais apoio; deu números sobre o comércio bilateral Brasil-EUA; e destacou a reforma estrutural no sistema de apoio ao crédito para exportações, também prevista na MP.
“Os dados mostram o tamanho do desafio que precisamos enfrentar. A Medida Provisória traz uma reforma estrutural do sistema, com foco em ampliar coberturas, dar agilidade e tornar o Brasil mais próximo dos padrões internacionais de financiamento ao comércio. Pela primeira vez, teremos um fundo privado de crédito à exportação, atuando em parceria com o fundo público, com aporte inicial de R$ 1,5 bilhão”, afirmou.
O secretário-executivo da Camex finalizou sua apresentação falando sobre os benefícios esperados: “Queremos chegar, em quatro anos, a 600 micro, pequenas e médias empresas atendidas por ano, com exportações da ordem de US$ 46 bilhões anuais – um salto muito expressivo frente ao que temos hoje”.
Também participaram da audiência o secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixador Philip Fox; o coordenador de Análise de Mercado da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Ulisses Pimenta; a gerente na Unidade de Empréstimos e Financiamentos do Banco do Brasil (BB), Karina Lima Goretti; e o diretor de Negócios do Banco do Nordeste (BNB), Luiz Abel Amorim de Andrade.
Assista à audiência completa.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes
O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.
O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.
Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.
Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.
Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.
Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação



