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Financiamento internacional de projetos turísticos é foco do último dia de reunião técnica do G20

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Os dois dias intensos de reuniões do Grupo de Trabalho do Turismo no G20, lideradas pelo Ministério do Turismo, em Brasília, chegaram ao fim. O último encontro contou com a participação de representantes da ONU Turismo, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS), Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), Banco Internacional de Desenvolvimento (BID), além dos delegados de mais de 30 países participantes, que discutiram o financiamento do turismo como motor do desenvolvimento socioeconômico.

O presidente do GT Turismo do G20 e chefe da Assessoria de Relações Internacionais do MTur, Heitor Kadri, comemorou os resultados do encontro.

“Tivemos a oportunidade de conversar com as principais instituições internacionais de financiamento, dentre as quais CAF e BID, mas também tivemos a oportunidade de ouvir uma instituição renomada nacional, que é o BNDES, falar sobre o que o Brasil tem feito em termos de financiamento de projetos turísticos nacionalmente”, comentou.

Outro ponto de destaque foi o debate sobre o turismo como potencial de transformação social

“Nossa ideia é produzir um relatório que possa apresentar todos os benefícios que esse financiamento pode trazer para o turismo, e com isso fomentar o acesso a mais crédito, fazer mais projetos e transformar mais vidas que, afinal, é o que a gente precisa fazer aqui”, finalizou o presidente do GT.

A secretária executiva do Ministério do Turismo, Ana Carla Lopes, que representou o ministro Celso Sabino na ocasião, destacou a liderança brasileira como foco de união entre os países para a promoção do turismo como gerador de renda.

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“A gente precisa ver de que forma podemos deixar o turismo mais atrativo para o financiamento. Esse é um gargalo, é uma questão de consciência, tanto do empreendedor quanto para quem vai conceder o crédito, para quem vai buscar o crédito. Como envolver a comunidade local no turismo e garantir que ela participe não apenas como força de trabalho, mas também seja protagonista e empreenda”, pontuou.

Após os últimos debates do dia, as delegações participantes e os representantes das entidades financeiras e do turismo, foram convidados para um city tour pela capital federal e seus principais pontos turísticos.

O EVENTO – A segunda reunião do Grupo de Trabalho (GT) de Turismo do G20, a primeira no formato presencial, aconteceu nos dias 02 e 03 de maio, em Brasília. O encontro, liderado pelo Ministério do Turismo, reuniu representantes de 30 delegações. Na pauta, temas urgentes como a sustentabilidade no turismo e a adoção de um modelo de financiamento para projetos turísticos entre os países do bloco. O encontro promoveu uma avaliação de tudo que já foi discutido dentro do GT do Turismo no G20 em anos anteriores para, assim, apoiar e dar seguimento as ações estratégicas da cúpula.

PRÓXIMAS AGENDAS – O próximo encontro do grupo está agendado entre os dias 30 de junho e 1° de julho, no Rio de Janeiro (RJ), e entre os dias 19 e 21 de setembro, em Belém (PA). A reunião na capital paraense contará com a participação de ministros do Turismo de outros países membros. Ao longo da presidência do G20 pelo Brasil, haverá mais de 100 reuniões de grupos de trabalho e forças-tarefas até novembro deste ano, quando ocorrerá a cúpula presidencial, na capital fluminense.

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“Estamos muito animados para a próxima reunião presidencial no Rio de Janeiro e as delegações participantes também. Inclusive, alguns poucos que serão substituídos, seja lá por qual motivo, estão tristes de não poderem ter a oportunidade de conhecer a cidade maravilhosa. E também pela pauta, porque até lá a gente já trabalha a primeira entrega. Todas elas já estão em andamento, mas no Rio de Janeiro já vamos ter pelo menos dois produtos para discutir e tenho certeza de que o Brasil vai conseguir trazer deliberações consensuadas e proveitosas para o setor e para o mundo”, comemorou Heitor Kadri.

Por Cláudia Bispo

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes

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O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.

O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.

Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.

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Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.

Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.

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Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.

Assessoria de Comunicação Social do MEC

Fonte: Ministério da Educação

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