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Em Missão no Japão, secretário executivo do MDIC destaca esforços para abertura do mercado japonês para a carne brasileira

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) integra a comitiva brasileira que acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Japão, onde participa, de 24 a 27 de março, de agendas estratégicas com o objetivo de expandir mercados e atrair investimentos para o país. Representando o vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, o secretário executivo Márcio Elias Rosa participou, nesta terça-feira (25/3), em Tóquio, de encontro com o presidente da República e empresários afiliados à Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC).

Na reunião, Lula destacou que, em 2011, o fluxo comercial entre Brasil e Japão chegou a US$ 17 bilhões enquanto, atualmente, está perto de US$ 11 bilhões. “Significa que, de pronto, a gente tem seis bilhões (de dólares) para recuperar nessa visita. Obviamente que comércio exterior é via de duas mãos. A gente tem que vender e a gente tem que comprar”, disse. Aos empresários, o presidente reforçou que muitos assuntos serão discutidos no Japão, já que o objetivo é mostrar ao país asiático “o que Brasil tem de bom para negociar”.

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No encontro, o secretário executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, destacou os esforços do Ministério que, sob a liderança do ministro Geraldo Alckmin, busca avançar nas discussões para a abertura do mercado japonês para a carne brasileira. “O governo brasileiro tem intensificado o diálogo com as autoridades japonesas por meio de encontros bilaterais para demonstrar que o Brasil é um parceiro confiável e capaz de atender, com qualidade e segurança, à demanda do mercado japonês por produtos agropecuários”, destacou.

Já o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ressaltou que o principal objetivo da reunião com a ABIEC é avançar na abertura do mercado japonês, principalmente de carne bovina brasileira.  “Nossas indústrias estão aptas a atender às exigências sanitárias e comerciais feitas pelo Japão. O ajuste nos protocolos sanitários de aves e o reconhecimento do Brasil livre de febre aftosa sem vacinação para mais alguns estados ampliam, também, o mercado de carnes suínas, muito importante, porque o Brasil é competitivo”, ressaltou.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, por sua vez, disse que um dos pontos fortes para a expansão da capacidade de exportação do Brasil passa pelo fortalecimento da estrutura logística. “Nós, ministros da área de infraestrutura, estamos aqui para dizer que toda essa transformação do setor produtivo precisa ter condições logísticas para exportar. E a grande pergunta é: o Brasil tem ou não? Claro que tem! A gente exporta muito mais barato do que outros países”, afirmou.

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No encontro, a ABIEC também enfatizou sobre a importância do mercado japonês para a carne brasileira, referência no cumprimento dos requisitos sanitários em mais de 150 países, além de ser o produto mais competitivo globalmente. 

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino

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O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.  

Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade. 

O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.   

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As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.  

Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:  

Secretarias municipais 

2024 

2026 

Índices 

Brasil 

Brasil 

Geral 

26,6 

34,7 

Institucionalização 

38,7 

55,8 

Formação 

20,4 

28,7 

Gestão 

26,0 

27,0 

Material Didático 

31,1 

34,2 

Financiamento 

20,6 

39,9 

Avaliação e Monitoramento 

45,0 

60,2 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).  

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.   

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As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.  

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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