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Em Pernambuco, Alckmin destaca indústria verde e financiamentos ao Nordeste

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O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, participou nesta sexta-feira (6/6) da inauguração da nova unidade de reciclagem e metais do Grupo Moura, em Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco. O investimento de R$ 850 milhões deve dobrar a capacidade de reciclagem de chumbo da empresa.

Alckmin lembrou que a sustentabilidade do empreendimento está diretamente associada à Nova Indústria Brasil (NIB).

“O complexo industrial aqui, em Belo Jardim, (…) produz 60% das baterias veiculares do nosso país e com quase 100% de reciclabilidade. Então, evitando pegar o chumbo nas minas, reaproveita, gera emprego na cadeia da economia circular e tem melhor competitividade, reduz custos e ajuda o meio ambiente, porque tem menor pegada de carbono”, afirmou.

Durante a cerimônia, ele lembrou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está disponibilizando mais R$ 10 bilhões, com de taxa de juros menor, para a indústria da região Nordeste e destacou o bom momento da indústria automobilística.

“O mundo, ano passado, cresceu 2% na indústria automotiva. O Brasil cresceu 9,7% ano passado, cinco vezes a média mundial”, disse após participar da cerimônia.

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Programa Mover

Para estimular ainda mais a inovação e a sustentabilidade na indústria nacional, o presidente em exercício lembrou que o governo federal lançou, em 2023, o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), para impulsionar a descarbonização, a inovação e a competitividade da cadeia automotiva brasileira.

“É um crédito financeiro, esse ano R$ 3,8 bilhões; o ano que vem R$ 3,9 bilhões. Até 2028, R$ 19 bilhões para estimular eficiência energética, veículos que têm mais energia, poluindo menos, estimulando eficiência energética e reciclabilidade”, comentou.

Ele mencionou ainda que governo federal está preparando o lançamento do primeiro leilão de armazenamento de energia, considerando ser o Brasil o quinto maior país do mundo em energia solar e eólica, sendo grande parte produzida na região Nordeste.

Outra iniciativa do governo federal, que deverá ocorrer neste mês, segundo mencionou Alckmin, é o resultado do PAC Seleções, contemplando demandas encaminhadas pelos municípios de diferentes partes do país.

Economia Circular

Hoje, o grupo responde por cerca de 40% de toda a reciclagem de baterias no país e se constitui na maior recicladora de chumbo da América do Sul. A empresa desenvolve um programa ambiental que possibilita a reinserção de materiais estratégicos no processo produtivo da organização, com destaque para o chumbo, insumo de alto valor agregado.

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De acordo com a empresa, a planta tem sistemas de abastecimento por energia eólica, uso consorciado de oxigênio e gás natural em seus fornos, que contribui para reduzir as emissões, e estrutura para armazenar até 40 milhões de litros de águas pluviais, devidamente inseridas no processo produtivo.

O grupo tem oito plantas industriais – sete no Brasil e uma na Argentina – e fabrica cerca de 10 milhões de baterias por ano e conta com cerca de 6.800 colaboradores.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Indústria estratégica e setores afetados pela guerra no Oriente Médio poderão acessar mais R$ 15 bi do Plano Brasil Soberano

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O governo brasileiro publicou Portaria Conjunta do Ministério do Desenvolvimento Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Ministério da Fazenda, nessa quarta-feira (15/4), que define os setores que poderão acessar os recursos adicionais de R$ 15 bilhões do Plano Brasil Soberano, anunciados pelo presidente Lula no mês passado.

Os critérios priorizaram indústrias de maior intensidade tecnológica e com relevância estratégica para o país, além daquelas que tiveram suas exportações afetadas por medidas tarifárias dos EUA (seção 232) e pela guerra no Oriente Médio.

Os recursos são oriundos do superavit do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e as taxas de juros dos empréstimos deverão ser definidas nesta semana em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).

“A medida fortalece cadeias estratégicas e reduz vulnerabilidades externas”, destaca o ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa. “A orientação do Presidente Lula é mantermos o foco na preservação de empregos, da capacidade produtiva e da competitividade da indústria nacional, utilizando instrumentos modernos e legítimos de política industrial, alinhados às melhores práticas internacionais”.

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A MP que instituiu o programa, estabelece que os recursos podem ser usados para: capital de giro; aquisição de bens de capital ou investimentos para adaptação de atividade produtiva; investimentos para ampliar a capacidade produtiva ou o adensamento da cadeia de produção; e investimento em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos.

Setores

De acordo com Márcio Elias Rosa, a definição dos setores de média, média-alta ou alta intensidade tecnológica, listados na portaria como elegíveis ao programa, seguiu critérios técnicos baseados na classificação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), contando com a colaboração do BNDES.

A seleção também considerou a relevância dos setores para o comércio exterior brasileiro, incluindo cadeias estratégicas e aqueles que apresentam vulnerabilidade externa, com déficit na balança comercial.

“Os critérios são objetivos e técnicos: intensidade tecnológica, relevância para o comércio exterior e papel estratégico nas cadeias produtivas. Além disso, há recorte adicional de vulnerabilidade externa”, explicou o ministro.

Entre os setores elegíveis estão: máquinas, equipamentos e setor automotivo; produtos químicos e farmacêuticos; eletrônicos e equipamentos de informática; aeronáutica e demais equipamentos de transporte; máquinas elétricas, geradores e equipamentos industriais; borracha e plásticos industriais; têxtil e cadeia de transformação associada; e minerais críticos e terras raras.

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“A inclusão de minerais críticos e terras raras reflete a centralidade desses insumos nas cadeias globais de valor — especialmente em energia, defesa, semicondutores e mobilidade elétrica”, explica Márcio Elias Rosa.

EUA e Golfo Pérsico

Nos casos de exportadores e fornecedores afetados pela Seção 232 da lei comercial dos EUA, bem como daquelas que exportam para o Golfo Pérsico, são elegíveis as empresas cujo percentual de faturamento com exportação para esses destinos e produtos tenha sido, em 12 meses, igual ou superior a 5% do faturamento total no mesmo período.

Os países do Oriente Médio definidos na portaria são: Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Irã, Kuwait e Omã.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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