BRASIL
Enccla realiza reunião estratégica para combate ao crime organizado
BRASIL
Brasília, 23/4/2026 – Conduzido pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o Conselho de Governança da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla) avançou, na quarta-feira (22), na definição de eixos estratégicos voltados ao enfrentamento da corrupção e da lavagem de dinheiro no País. A reunião foi realizada no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e também foi coordenada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.
Durante o encontro, os participantes avançaram na definição dos eixos temáticos que irão orientar a atuação da Enccla ao longo de 2027. A asfixia financeira de organizações criminosas, por meio do fortalecimento de estratégias de recuperação de ativos (identificação, apreensão, administração, alienação e destinação), como instrumento central de desestruturação econômica de organizações criminosas e de proteção do interesse público, foi um dos eixos em destaque.
Coordenada pelo MJSP, a Enccla é uma rede de cooperação fundada em 2003 com o objetivo de articular, discutir, formular e concretizar políticas públicas e soluções de prevenção e repressão a essas práticas criminosas. Atualmente, reúne 90 instituições públicas dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além do Ministério Público, nas esferas federal, estadual e municipal.
“A Enccla, sem dúvida, é hoje a principal estratégia de articulação institucional do Estado brasileiro para enfrentar a corrupção, a lavagem de dinheiro e ilícitos correlatos”, afirmou o ministro.

- Participantes avançaram na definição dos temas que irão orientar atuação da Enccla em 2027. Foto: Tom Costa/MJSP
A secretária nacional de Justiça (Senajus), Maria Rosa Loula, apontou que a Enccla contabiliza mais de 380 ações implementadas e que iniciativas como o Sistema Nacional de Bens Apreendidos (Sinba) e o Guia de Rastreamento e Investigação Patrimonial (Grinpa) demonstram a capacidade da rede de produzir soluções concretas e ferramentas efetivas para o fortalecimento das investigações e da recuperação de ativos no País.
“Estamos em um momento em que não basta apenas agir. É fundamental ampliar a difusão dessas iniciativas na escala adequada. Com o uso de tecnologia e dados, e com foco na asfixia financeira das organizações criminosas, podemos alcançar avanços extraordinários no enfrentamento ao crime organizado”, completou.
Resultado contínuo e trabalho integrado
Ao presidir a reunião, Geraldo Alckmin destacou a importância da investigação e da punição efetiva como instrumentos centrais no enfrentamento ao crime organizado. Segundo ele, a redução de indicadores de violência ao longo dos anos demonstra que políticas baseadas nesses princípios podem gerar resultados consistentes.
Nesse contexto, o vice-presidente ressaltou que a estratégia do Governo Federal tem como um de seus pilares a asfixia financeira do crime organizado, por meio do combate à lavagem de dinheiro, da descapitalização de organizações criminosas e do bloqueio de fluxos ilícitos de recursos.
A impunidade, afirmou, é um dos principais fatores de estímulo à criminalidade, enquanto a atuação firme do Estado contribui para inibir práticas ilegais.
“Operações como a Carbono Oculto mostram que, quando há coordenação entre inteligência fiscal, polícia e Justiça, é possível avançar com eficácia”, disse o vice-presidente, ao destacar que o enfrentamento ao crime organizado exige investigação consistente, integração de dados e atuação firme.
Uma chamada pública aberta irá selecionar propostas com foco no combate à corrupção e à lavagem de dinheiro, com base em quatro eixos prioritários.
“Uma estratégia nacional só funciona quando há alinhamento entre decisão política e capacidade técnica. Transformamos as prioridades do governo em diretrizes claras, damos respaldo político às ações técnicas e reforçamos a responsabilidade das instituições na execução dos resultados”, afirmou o ministro Wellington César Lima e Silva.
Além de representantes da Senajus, Senasp e SAL do MJSP, participaram também da reunião o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e autoridades da Receita Federal do Brasil, do Tribunal de Contas da União (TCU), da Controladoria-Geral da União (CGU), do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), da Advocacia-Geral da União (AGU), da Polícia Federal (PF), da Casa Civil da Presidência da República (CC/PR) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
BRASIL
Gastos de turistas estrangeiros no Brasil crescem 9,5% e atingem R$ 20,2 bilhões em 2026
Os gastos de turistas estrangeiros no Brasil aumentaram no primeiro quadrimestre de 2026 e atingiram R$ 20,2 bilhões, o que representa um aumento de 9,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando as despesas, de janeiro a abril, atingiram R$ 18,5 bilhões, segundo dados do Banco Central.
Analisando apenas o mês de abril, os turistas internacionais injetaram R$ 4,19 bilhões na economia brasileira, um crescimento de 1,2% na comparação com abril de 2025, quando os valores alcançaram R$ 4,14 bilhões.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, celebrou os bons números. “O turismo brasileiro vive um momento especial, com estatísticas positivas em todos os segmentos. Nossa atuação na busca por turistas de outros países tem sido intensa. Mais do que movimentar aeroportos, hotéis e restaurantes, o turismo brasileiro transforma a realidade de milhares de brasileiros e brasileiras”, afirmou.
A divulgação do aumento dos gastos de turistas estrangeiros coincide com uma série de agendas do ministro na China, onde tem promovido ações em busca de atrair turistas chineses para o Brasil.
Nesta segunda-feira (25), em Xangai, Feliciano iniciou negociações com a China Eastern, uma das três maiores companhias aéreas estatais do país, para a abertura de rotas entre as duas nações. Durante o encontro, ele também apresentou propostas de cooperação para ampliar a presença do Brasil nas plataformas da companhia, incluindo a exibição de filmes nacionais nos voos da empresa.
O ministro avançou ainda nas tratativas com a CTrip, uma das maiores plataformas digitais de viagem do mundo, durante encontro com representantes da empresa, em Xangai. A proposta é que os destinos brasileiros sejam divulgados na plataforma da empresa, com foco em atrair mais turistas chineses ao Brasil, principalmente após as oportunidades decorrentes da isenção recíproca de visto entre os dois países.
Ele também se reuniu com a Associação das Agências de Viagem da China, entidade que conta com mais de 3 mil empresas. O objetivo do Ministério do Turismo é ampliar a visibilidade dos destinos brasileiros e facilitar a conexão com operadores capazes de promover o Brasil para o público chinês.
Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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