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Encontro discute educação digital e midiática

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), realizou o 1º Encontro Nacional de Participação e Educação Digital e Midiática das Adolescências, nos dias 27 e 28 de novembro. O evento faz parte do Programa Escola das Adolescências e reuniu estudantes e tutores representantes das 27 unidades federativas, além dos articuladores da Rede Nacional de Articuladores do Programa Escola das Adolescências (Renapea), que compõem o grupo de trabalho 

O objetivo do encontro é oportunizar oficinas formativas sobre participação, educação midiática e cidadania digital, contribuindo com estratégias voltadas à ampliação da participação dos(as) estudantes adolescentes na criação e na implementação de soluções inovadoras para promover uma relação equilibrada com a tecnologia e o desenvolvimento de habilidades de leitura crítica de informações digitais.  

As oficinas formativas também incluíram visitas mediadas à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), ao Museu Nacional da República e ao Palácio do Planalto, em dois dias intensos de aprendizados e trocas, que antecedem o lançamento do 1º curso inteiramente voltado aos estudantes adolescentes, cujo lançamento está previsto para abril de 2026. 

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O curso será destinado a estudantes matriculados nos anos finais do ensino fundamental de todo o território nacional, com o objetivo de desenvolver competências para que os estudantes compreendam e enfrentem as novas complexidades do mundo globalizado e possam se inserir com autonomia crítica no mundo digital, a partir de uma abordagem interdisciplinar e com conteúdo relacionado com as aprendizagens previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O conteúdo abrange compreensão de algoritmos; diferentes formas de inteligência artificial e suas implicações éticas; cidadania digital; participação cidadã; representação e representatividade. 

O encontro reafirma o compromisso do MEC com os anos finais do ensino fundamental e com a promoção de estratégias pedagógicas que aproximem a escola das experiências dos estudantes, fortaleçam a participação estudantil, promovam o uso crítico e ético da informação digital e ampliem as competências de leitura e produção de conteúdo no ambiente virtual. 

“Este encontro confirmou aquilo que acreditamos no programa Escola das Adolescências: quando os adolescentes têm voz, escuta e espaço de participação, eles não apenas respondem — eles criam, propõem e apontam caminhos. Saímos desses dois dias com a convicção renovada de que suas experiências e percepções são fundamentais para orientar a escola que queremos construir no Brasil”, afirmou a coordenadora de Projetos da Coordenação-Geral de Ensino Fundamental, Érika Botelho. 

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Parceria – O encontro do MEC integra as ações do grupo de trabalho Participação e Educação Digital e Midiática das Adolescências e conta com a cooperação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), além da participação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), da Universidade de Brasília (UnB), da Porvir, do Instituto Alana e da Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa.  

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

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Ministro Luiz Marinho defende a redução de jornada e o fim da escala 6×1 em Audiência Pública na Câmara

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou nesta quarta-feira (6), da primeira Audiência Pública na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discute a PEC 221/2019 que analisa a redução da jornada de trabalho e o fim da jornada 6×1 no Brasil

O ministro falou aos deputados e as entidades presentes na Audiência Pública da importância da aprovação da PEC de redução de jornada encaminhada pelo governo, com urgência constitucional, que estipula uma redução para 40 horas semanais e com dois dias de folga remunerados. A proposta do governo é de implementação imediata. A mudança, segundo o ministro, vai gerar mais produtividade, redução do absenteísmo e melhora no ambiente de trabalho.

“Já poderíamos estar trabalhando há muitos anos com jornada de 40 horas semanais”, afirmou o ministro, lembrando que a proposta de redução já ocorreu anteriormente, mas acabou não sendo aceita pelas entidades na época por ser uma proposta fracionada. “Foi um erro, não aceitamos a proposta fracionada e nem conseguimos garantir de forma imediata, ou seja, ficamos sem nada. Já poderíamos estar com a redução da jornada de 40 horas há muitos anos”, lembrou.

Vantagens

Durante sua palestra “Diagnósticos sobre o uso do tempo para o trabalho”, o ministro pontuou as vantagens da redução da jornada, que como salientou, “já é realidade em quase todos os países. A jornada 5×2 é a regra, a 6×1 é a exceção. A maioria dos países já não mais utiliza a jornada de 44 horas”, disse.

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Para Luiz Marinho, o parlamento precisa estar em sintonia com a sociedade, “que clama pelo fim da jornada 6×1”. Ele citou experiências práticas em empresas que adotaram a escala 5×2 e obtiveram aumento de desempenho e redução de faltas. O diagnóstico produzido pelo Ministério, explicou o ministro, demonstra que a proposta é economicamente viável e necessária para melhorar a qualidade de vida da classe trabalhadora brasileira”.

A discussão sobre jornada, avaliou, não pode ser limitada apenas ao impacto direto na folha salarial. “Existem custos invisíveis relacionados ao adoecimento físico e mental dos trabalhadores, ao absenteísmo, à rotatividade e aos acidentes de trabalho. A discussão da regulamentação deve ser construída em conjunto com negociações coletivas entre trabalhadores e empregadores, respeitando especificidades de cada setor”, avaliou.

Luiz Marinho também comentou sobre uma compensação pedida por empregadores de algumas frentes do setor produtivo, que desejam desonerações para compensar a redução da jornada. “O fim da escala 6×1 será compensada pelo ganho no ambiente do trabalho. Ela é compensada pelo ganho de melhoria da qualidade e da produtividade. É comprovado que quando você reduz a jornada, você elimina absenteísmo, evita acidentes, evita doenças. Tem um custo oculto aqui que os empregadores estão carregando. Eles vão eliminar esse custo oculto e essa é a compensação”, afirmou.

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O diretor da Organização Internacional do Trabalho no Brasil, Vinícius Carvalho, pontuou posicionamentos da OIT a favor da redução da jornada, que segundo afirmou está associada a melhores indicadores de saúde e produtividade dos trabalhadores. “Há um esforço de todos os países de redução gradual da jornada, seguindo as convenções da OIT. É preciso ressaltar aqui que 745 mil das mortes por ano no mundo estão relacionadas ao excesso de trabalho, principalmente AVC e doenças cardíacas”, lembrou.

Para o deputado Pedro Uczai (PT-SC), líder da bancada, a redução da jornada precisa ser implementada de imediato, sem transição “O povo quer ver o cansaço e o adoecimento resolvidos agora. Não é sensato adiar uma resposta para 71% dos trabalhadores brasileiros”, afirmou.

Presente na Audiência a vice-procuradora-geral do Ministério Público do Trabalho, Tereza Cristina Basto, afirmou que “o fim da escala 6×1 promove o trabalho decente e contribui para a construção de um meio ambiente de trabalho seguro, a redução de irregularidades trabalhistas e o fortalecimento das relações coletivas de trabalho”.

As audiências na Comissão Especial que discute a PEC continuam por todo o mês, com votação do relatório previsto para o dia 26 de maio.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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