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Encontro na Paraíba é chave para qualificação de gestores e eficiência da política de regionalização do turismo

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Em mais um dia do “PRT em Ação: Mapa do Turismo Até Você” na cidade de Campina Grande (PB), representantes do Ministério do Turismo e da Secretaria de Estado de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba promoveram atendimento técnico a gestores locais do setor nessa terça-feira (14.10). O objetivo foi estimular municípios a conhecerem os vários mecanismos públicos disponíveis para fortalecer o modelo de regionalização do turismo.

No encontro, houve orientação sobre projetos passíveis de apoio do Governo do Brasil, além da correta inserção de dados e documentos no Sistema de Informações do Mapa do Turismo Brasileiro (SISMAPA). O Mapa norteia o planejamento de ações do Ministério do Turismo em todo o país.

“O atendimento individualizado em SISMAPA e o apoio documental são a prova do nosso compromisso em desburocratizar e facilitar o acesso à Política Nacional de Turismo. É nesse momento que o gestor tira a sua dúvida específica e garante que o seu município esteja corretamente posicionado para receber investimentos e nortear seu planejamento”, explica a secretária nacional de Políticas de Turismo do Ministério do Turismo, Cristiane Sampaio.

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A interação com gestores locais e interlocutores regionais do turismo também proporcionou a abordagem de outros pontos importantes, como a nova Lei Geral do Turismo, o Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024-2027, a captação de recursos por municípios e a criação de planos municipais de turismo.

A coordenadora-geral de Definição de Áreas Estratégicas para o Desenvolvimento do Turismo do Ministério do Turismo, Ana Carla Moura, ressaltou o impacto positivo do diálogo. “Cada gestor tem uma realidade e um desafio. O atendimento personalizado nos permite ir além da teoria, ajudando a solucionar gargalos concretos, seja no remapeamento ou na organização dos documentos”, comentou Ana Carla.

A agenda do PRT em Ação na Paraíba prossegue nesta quarta-feira (15.10) na capital do estado, João Pessoa. A programação inclui uma visita técnica ao Polo Turístico Cabo Branco, seguida de um diagnóstico estratégico da realidade local e da indicação de etapas necessárias ao alinhamento de políticas públicas federais com as potencialidades regionais.

MAPA DO TURISMO BRASILEIRO – Atualmente, o Mapa do Turismo Brasileiro possui 2.704 municípios cadastrados e 357 regiões turísticas reconhecidas oficialmente. A ferramenta, indispensável para o direcionamento de verbas federais, orienta políticas públicas a partir de um mapeamento territorial estratégico, construído em parceria com interlocutores estaduais, Instâncias de Governança Regionais, gestores municipais e conselhos municipais de Turismo.

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O processo técnico e participativo permite identificar áreas prioritárias e projetos elegíveis ao suporte do Governo do Brasil, aproximando as iniciativas do Ministério do Turismo dos contextos locais.

Por Elder Barros

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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