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Enem 2026: campanha do MEC reforça que exame pode transformar vidas
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O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) lançaram uma campanha nacional sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. A divulgação traz aos estudantes as principais informações sobre o exame, que está com inscrições abertas até 5 de junho. As peças tratam de temas que vão desde o processo de inscrição até a utilização da nota em seleções.
A ação de comunicação reforça o papel do Enem como principal forma de acesso à educação superior e, em consequência, como ferramenta de transformação de vidas. O exame possibilita a milhões de jovens brasileiros o ingresso em universidades públicas, principalmente por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), além da participação no Programa Universidade para Todos (Prouni) e no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
- Leia mais: Enem 2026: inscrições abertas
Novidades – A edição de 2026 traz mudanças importantes voltadas à ampliação do acesso e da participação dos estudantes no Enem. Entre elas está a inscrição automática para concluintes da rede pública. Nesse caso, o estudante precisará apenas confirmar sua participação no sistema, escolher a língua estrangeira e indicar, se necessário, recursos de acessibilidade.
Outra novidade é a ampliação dos locais de aplicação das provas. O Inep estima aumentar para cerca de 10 mil o número de escolas que receberão o exame em todo o país. A expectativa é que aproximadamente 80% dos concluintes da rede pública realizem as provas na própria escola em que estudam, medida que busca facilitar o acesso ao exame e reduzir deslocamentos. Para os estudantes que precisarem realizar a prova em outro município, o MEC estuda alternativas de apoio logístico para transporte entre cidades.
Para garantir ampla divulgação dessas mudanças, a campanha orienta os participantes sobre a confirmação dos dados pré-preenchidos e a complementação das informações opcionais.
Bastidores – Como parte da campanha, o Inep também apresentará à sociedade os bastidores técnicos e operacionais do exame, destacando aspectos relacionados à segurança, transparência e logística da aplicação. A proposta é ampliar a compreensão pública sobre a dimensão do Enem e fortalecer a confiança dos estudantes no processo.
A campanha dialoga com as novas formas de consumo de informação pela juventude brasileira e busca garantir que conteúdos oficiais sobre o exame cheguem aos estudantes de maneira acessível, clara e alinhada aos formatos digitais mais utilizados atualmente.
Enem – Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Exame Nacional do Ensino Médio tornou-se a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sisu, do Prouni e do Fies.
Instituições de ensino públicas e privadas também utilizam o Enem para selecionar estudantes, como critério único ou complementar aos processos seletivos. Os resultados individuais do Enem ainda podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação
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Rede acolhe educadores vítimas de censura e perseguição
Profissionais de educação que sofreram violência relacionada ao exercício da profissão podem contar com o serviço de acolhimento, orientação e informação oferecido pelo Observatório Nacional da Violência contra Estudantes (ONVE), em parceria com o Ministério da Educação (MEC). A iniciativa é realizada por meio de um projeto de extensão universitária coordenado por uma ação interinstitucional sediada na Universidade Federal Fluminense (UFF).
O acesso ao serviço é feito por meio de formulário disponível na página oficial do Observatório. Após o envio, as solicitações são organizadas em uma fila de atendimento e encaminhadas às equipes responsáveis, de acordo com a disponibilidade dos estudantes envolvidos nas atividades de extensão das universidades. Por esse motivo, o atendimento não ocorre de forma imediata.
A iniciativa integra o Eixo Proteção e Defesa dos Profissionais da Educação da Política Nacional de Educação em Direitos Humanos nas Instituições de Ensino (EducaDH) e reúne universidades públicas federais para oferecer suporte multidimensional a educadores em situações de violência profissional, articulando conhecimentos das áreas pedagógica, jurídica e de saúde mental.
Rede de acolhimento – A rede é formada por Observatórios Regionais da Violência contra Educadores (ORVEs) sediados em universidades federais das cinco regiões do país:
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Região |
Universidade |
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Norte |
Universidade Federal de Rondônia (UNIR) |
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Nordeste |
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
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Centro-Oeste |
Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) |
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Sudeste |
Universidade Federal Fluminense (UFF) |
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Sul |
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) |
Cada observatório conta com três núcleos interdisciplinares:
Núcleo Político-Pedagógico: realiza a primeira conversa com a pessoa que busca acolhimento e faz a análise inicial do caso.
Núcleo de Saúde Mental: atua na dimensão psicológica do sofrimento decorrente da situação de violência.
Núcleo Jurídico: oferece orientação e informações sobre os aspectos legais relacionados ao caso.
Situações atendidas – O serviço é destinado a situações de violência relacionadas ao exercício profissional, como:
- desrespeito à autonomia docente no exercício do trabalho;
- exposição indevida de voz ou imagem acompanhada de acusações contra educadoras e educadores;
- disputas em torno de conteúdos escolares que tenham como objetivo censurar conhecimentos;
- censura a aulas ou trabalhos que abordem questões de gênero, raça, desigualdades sociais, combate a negacionismos científicos e outros temas socialmente vivos;
- ataques a educadoras e educadores em razão da participação em pesquisas ou debates públicos;
- situações de perseguição e censura por diferentes métodos.
O serviço não contempla questões salariais, aposentadoria, concursos públicos, violência física sem relação com o exercício profissional ou outras situações que não tenham como elemento central a violência contra o educador em razão de sua profissão. Nesses casos, a orientação é procurar o sindicato da categoria ou os órgãos competentes para registro e encaminhamento da ocorrência.
Para mais informações, basta enviar e-mail para os canais oficiais:
ONVE: [email protected]
UFF: [email protected]
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação



