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Escolas devem se organizar para etapa estadual da CNIJMA
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A partir do evento escolar realizado, chegou a hora de as escolas brasileiras mirarem a etapa da conferência estadual (ou distrital) da 6ª Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA). Com prazo de realização até o dia 15 de agosto, essa etapa aprofunda os diálogos sobre o tema, além de eleger uma delegação e projetos que irão representar a unidade federativa na conferência nacional. A última fase vai ser realizada em Brasília, entre os dias 6 e 10 de outubro.
A conferência estadual ou distrital é um processo formativo realizado pelas Comissões Organizadoras Estaduais (COE), convocado pelas secretarias de educação dos estados e do Distrito Federal, conforme regulamento aprovado pela COE. O documento estabelece as normas para escolha dos projetos, dos delegados e das escolas que participarão da conferência nacional. As escolas devem ficar atentas às informações das respectivas secretarias.
Assim, a definição dos critérios para a priorização dos projetos que irão participar das próximas etapas da conferência é de responsabilidade da COE e deve constar no regulamento estadual. Dentre esses critérios, os organizadores estaduais deverão observar o equilíbrio de gênero entre meninos e meninas e buscar a representatividade entre meio rural e urbano, capital e interior, assim como de diferentes etnias.
A conferência estadual e distrital da CNIJMA ocorre após a realização da conferência nas escolas, quando estas se envolvem em pesquisas, diálogos e reflexões sobre temáticas contemporâneas por meio da Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida (Com-Vida), culminando no evento de eleição do projeto de ação da escola, do delegado e suplente que vai defendê-lo nas etapas posteriores do processo, além do profissional da educação que fará o acompanhamento do delegado.
A Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente é um processo de mobilização voltado a todas as escolas brasileiras que possuem pelo menos uma turma dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano). O intuito é que as escolas desenvolvam jornadas pedagógicas por meio de pesquisas e produção de conhecimentos que contribuam com seus territórios no enfrentamento das mudanças do clima. Com o tema “Vamos Cuidar do Brasil com Educação e Justiça Climática”, o principal objetivo da conferência é fortalecer ações formativas no campo da educação ambiental, para que as escolas se constituam como espaços educadores sustentáveis e resilientes.
Realizada pelo Ministério da Educação (MEC), a conferência é promovida em parceria com o órgão gestor da Política Nacional de Educação Ambiental (Pnea) e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Opcional – Antes mesmo da etapa estadual, podem ser realizadas conferências regionais e/ou municipais. Trata-se de encontros que reúnem as delegações eleitas nas escolas de determinado município ou região para reforçar a formação dos participantes. Assim, após a realização das conferências nas escolas, a COE poderá promover essa etapa intermediária. Os estados que optarem por realizá-la devem observar os critérios estabelecidos pelo Regulamento Estadual, bem como estabelecer datas compatíveis com o cronograma da VI CNIJMA.
O objetivo desses encontros é reunir as delegações eleitas nas escolas de determinado município ou região, reforçar a formação dos participantes (infantojuvenis, jovens facilitadores/as e profissionais da educação) no tema da conferência, além de eleger a delegação e o projeto de ação que representarão o município/região na conferência estadual.
CNIJMA – A 6ª Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA) é uma iniciativa pedagógica, dinâmica, dialógica e de encontros. O intuito é valorizar a cidadania ambiental nas escolas e nas comunidades, a partir da educação ambiental crítica, participativa, democrática e transformadora. Ela se caracteriza como uma oportunidade para estudar e debater temas propostos, deliberar coletivamente e escolher os representantes que levarão as ideias consensuadas para as etapas sucessivas.
Ao longo de cinco edições (2003-2018), a CNIJMA envolveu mais de 20 milhões de pessoas, incluindo crianças, adolescentes, jovens, professores, gestores da educação e do meio ambiente. Esse histórico de participação e engajamento demonstra a importância e o impacto positivo desse processo pedagógico na construção de uma consciência ambiental e cidadã em nosso país.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino
O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.
Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade.
O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.
Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:
|
Secretarias municipais |
2024 |
2026 |
|
Índices |
Brasil |
Brasil |
|
Geral |
26,6 |
34,7 |
|
Institucionalização |
38,7 |
55,8 |
|
Formação |
20,4 |
28,7 |
|
Gestão |
26,0 |
27,0 |
|
Material Didático |
31,1 |
34,2 |
|
Financiamento |
20,6 |
39,9 |
|
Avaliação e Monitoramento |
45,0 |
60,2 |
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



